Ulisses Rocha afirmou que vereadores entenderam que o Município está em situação de dificuldade e que melhoria dos serviços públicos já é sentida pela população
Após os vereadores recuarem e votarem a favor a manutenção do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o aumento da taxa do lixo, o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, avaliou que os parlamentares deixaram de lado as disputas partidárias para pensar no que seria melhor para a cidade.
Segundo Ulisses, que esteve na Câmara Municipal antes da votação para conversar com os vereadores em uma última tentativa de convencê-los a recuar a manter o veto, a taxa do lixo seria necessária para manter serviços públicos em funcionamento.
"Eu acho que ganha a cidade, ganha Campo Grande. Eu acho que foi um voto da responsabilidade, acho que os vereadores entenderam que as finanças do município estão em uma situação de dificuldade. por conta devários fatores e que se faz necessário que a gente tenha uma requalificação do nosso tributo e que a gente possa colocar dinheiro no caixa para a gente fazer frente às despesas que existem no município", avaliou.
O secretário disse ainda quae a própria população está vendo que os serviços públicos estariam sendo realizados em uma proporção maior durante o início deste ano e que o tributo é necessário para "manter a cidade funcionando".
"A gente precisa ter o tapa-buraco resolvido, precisa ter medicamento nos postos, precisa ter a limpeza das vias públicas funcionando, salário dos servidores pago, tem reajuste que foi concedido. A gente precisa que a cidade funcione e acho que esse momento agora, é um momento que apazigua as dúvidas, que as pessoas agora têm certeza do que estão pagando", disse.
Com relação a votação na Câmara dos Vereadores, onde três parlamentares que inicialmente votaram contra a taxa do lixo voltaram atrás e, dessa vez, votaram a favor da manutenção da cobrança, Ulisses Rocha afirma que acredita que eles entenderam que há "um propósito maior para cidade".
"Eu acho que a gente não pode advogar para o quanto pior, melhor e eles entenderam isso. Deixaram de lado os partidos, deixaram de lado a disputa e entenderam que a cidade precisa avançar. E a gente não faz nada sem dinheiro, sem recursos", apontou.
Com o veto mantido, o secretário reforça que a população precisa pagar a taxa do lixo, que está embutida no carnê do IPTU, ressaltando que o prazo para pagamento à vista com desconto de 10% termina na quinta-feira (12), enquanto a pagamento parcelado deve ser feito até hoje.
Para o próximo ano, o secretário não descarta que a cobrança da taxa do lixo seja feita separada do IPTU. Entre as opções que serão estudadas, está a cobrança no mesmo boleto, mas com dois códigos de barras distintos, sendo um para o IPTU e outro para a taxa de lixo, para que o contribuinte saiba o valor de cada tributo.
"Nós temos um grupo de estudo agora que está trabalhando nessa questão do Perfil Socioeconômico, a questão da reclassificação imobiliária e a gente vai avançar para o ano que vem", concluiu.
Câmara recua
A Câmara Municipal de Campo Grande, por 14 votos a 8, decidiu pela manutenção do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei Complementar aprovado pela Casa, que suspendia o aumento da taxa do lixo cobrada junto com o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Para derrubar o veto da prefeita Adriane Lopes (PP), eram necessários 15 votos contrários. Desta forma, por apenas um voto, a derrubada não ocorreu.
Na sessão extraordinária convocada durante o recesso, realizada no dia 12 de janeiro, 20 vereadores votaram para suspender o aumento da taxa do lixo. Destes, recuaram e decidiram pela manutenção do veto os vereadores Carlão (PSB), Dr. Jamal (MDB) e Leinha (Avante).
Veja como votou cada vereador na sessão de hoje:
Votaram pela manutenção do veto
- Beto Avelar (PP)
- Carlos Augusto Borges (PSB)
- Delei pinheiro (PP)
- Victor Rocha (PSDB)
- Professor Juari (PSDB)
- Dr. Jamal (MDB)
- Wilson Lands (Avante)
- Leinha (Avante)
Votaram pela derrubada do veto
- Ana Portela (PL)
- André Salineiro (PL)
- Clodoilson Pires (Podemos)
- Cabo Almi (PSDB)
- Herculano Borges (Republicanos)
- Jean Ferreira (PT)
- Luíza Ribeiro (PT)
- Otávio Trad (PSD)
- Maicon Nogueira (PP)
- Marquinhos Trad (PDT)
- Rafael Tavares (PL)
- Professor Riverton (PP)
- Ronilço Guerreiro (Podemos)
- Veterinário Francisco (União Brasil)