Cidades

Agricultura

Circuito de palestras sobre a safra de soja 14/15 começa hoje

Pesquisadores da Fundação MS percorrem 10 municípios do MS para divulgar os resultados de pesquisas

DA REDAÇÃO

14/05/2015 - 11h24
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A Fundação MS realiza, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS), as apresentações de resultados relativos a pesquisas sobre a cultura da soja. Desta vez, as palestras serão em Dourados, a partir das 8h, no Sindicato Rural da cidade. Os produtores poderão tirar dúvidas sobre cultivares de soja, bioestimulantes e manejo de pragas e doenças.

Ministrado pelo pesquisador de fertilidade e manejo do solo da Fundação MS, Douglas de Castilho Gitti, o tema “bioestimulantes na cultura de soja” será um dos assuntos abordados.  “Trataremos algumas questões como reinoculação e coinoculação de sementes, que consistem na utilização bactérias que fornecem nitrogênio para a cultura da soja e estimulam o desenvolvimento do sistema radicular”, afirma.

Na ocasião, os produtores terão acesso às informações sobre os produtos que realmente tem efetividade no uso, mantendo patamares elevados de produtividade. De acordo com Douglas, o foco da avaliação desses produtos é proporcionar algum desenvolvimento na cultura da soja, como por exemplo, maior desenvolvimento do sistema radicular objetivando preparar a planta para passar o momento da falta de água, chamado de déficit hídrico, muito comum em nossa região, principalmente entre Maracaju e Rio Brilhante.

Já o engenheiro agrônomo e pesquisador da Fundação MS, Carlos Pitol, traz em sua palestra dados sobre cultivares de soja da safra 14/15 e recomendações para 15/16. Segundo o pesquisador, a safra foi afetada por seca, porém a alta temperatura causou mais prejuízos do que propriamente a falta de umidade do solo. “Apesar da boa produtividade final, os plantios mais precoces foram afetados por seca, já os materiais com plantios nos finais de outubro e novembro tiveram boa produtividade”.

Dentre os aspectos positivos para uma boa produção e colheita, Carlos avalia que os produtores não devem acelerar o início do plantio. “O ideal é plantar a partir do final de setembro, quando as condições climáticas são mais adequadas para a cultura da soja e não concentrar excessivamente a semeadura, problema que ocorre em função da alta capacidade de plantio. Nós temos hoje muitos cultivares disponíveis para o escalonamento de semeadura buscando atingir sempre boas produtividades”, ressaltou.

Por fim, os participantes poderão tirar suas dúvidas sobre o manejo de pragas e doenças na cultura de soja na palestra com o pesquisador de fitossanidade, José Fernando Jurca Grigolli. O foco será a eficiência de produtos, inseticidas e fungicidas para o controle de lagartas, percevejos e doenças, além de abordar assuntos como estratégia de controle. “O resultado de eficiência em si nem sempre é abordado em todas as situações, então quero trabalhar um pouco mais sobre como utilizar cada produto dentro de cada situação, oportunizando mais opções para os produtores”.

As apresentações de resultados de pesquisas sobre a safra de soja em Dourados serão realizadas nesta quinta-feira, a partir das 8h, no Sindicato Rural do município, localizado na rua Valério Fabiano, 100, jardim Alhambra, Dourados-MS. 

caiu em fevereiro

Exército aguarda aval do governo para instalar ponte de guerra em Rio Negro

Agesul disse que pedido para a ponte provisória está sendo avaliado "com urgência" e que estrutura metálica não comprometerá obras da ponte de concreto

02/03/2026 17h30

Ponte caiu durante travessia de carreta em 22 de fevereiro

Ponte caiu durante travessia de carreta em 22 de fevereiro Foto: Idest

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A instalação de uma ponte provisória na MS-080, em Rio Negro, depende de autorização da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), que informou que já recebeu o pedido e que ele está sendo processado "com urgência".

A ponte sobre o Rio do Peixe caiu no dia 22 de fevereiro devido ao grande volume de chuva na cidade, provocando a queda de um caminhão que fazia a travessia. O governo atribuiu o acidente ao caminhão que estava com excesso de peso.

De acordo com o General de Brigada de Exército, Marcelo Zanon Harnisch, já foi feito um reconhecimento especializado no local, junto ao Batalhão de Engenharia e Combate de Aquidauana, e o Exército aguarda o aval do governo para iniciar a montagem da estrutura.

"Levantamos algumas possibilidades para serem feitas para possibilitar o restabelecimento do acesso das pessoas e estamos conversando com o governo do Estado para saber qual decisão vai ser feita, estamos prontos para apoiar tanto o governo do Estado quanto o município de Rio Negro. O reconhecimento foi feito, estamos só aguardando o posicionamento oficial", disse o general.

Conforme noticiou o Correio do Estado, no dia 26 de fevereiro, o Exército Brasileiro esteve em Rio Negro, juntamente com equipe da Agesul, para avaliar a situação da ponte e elaborar um relatório para a montagem de uma estrutura metálica, geralmente utilizada em calamidades públicas, reconstruções e operações militares, conhecida como “ponte de guerra”. 

Em nota, a Agesul informou, nesta segunda-feira, que o pedido formal da instalação da ponte já foi feito e está em fase de processamento.

"Na última sexta-feira (27), equipe técnica realizou vistoria no local, confirmando a viabilidade da instalação sem interferência na futura obra de reconstrução da ponte", diz a nota.

"A inspeção também permitiu definir os parâmetros técnicos para o anteprojeto da nova estrutura e para a remoção da ponte colapsada. A contratação para reconstrução está sendo tratada em caráter emergencial e deve ser formalizada nos próximos dias", acrescentou a Agesul.

Ainda segundo a agência, as especificações técnicas da ponte provisória serão fornecidas pelo Exército, responsável pelo dispositivo e sua instalação.

Já a Agesul, coube apenas a definição do ponto de instalação, garantindo que a estrutura provisória não comprometa a execução da nova ponte.

O Correio do Estado questionou o valor da obra e pediu mais detalhes sobre qual a estrutura temporária será usada, se flutuante ou fixa, se será de mão dupla, quanto peso suporta, entre outros, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

Atualmente, a travessia de pedestres está sendo feita por barcos no rio, com apoio do Exército na cidade.

A via está interditada e motoristas devem pegar outras rodovias, como a BR-163 (indo por São Gabriel do Oeste) e BR-419 (indo para Corumbá).

Por enquanto, foram abertas duas rotas alternativas para carros pequenos, impedindo a passagem de caminhões. As alternativas são o Corredor do Girotto, passando pela ponte de concreto, sentido Córrego do Café. E a outra pela estrada do Laticínio, sentido Fazenda Finado Álvaro Rigonatto e com saída em frente à Fazenda Rancho Grande, na MS-419.

Ponte de guerra

O modelo de ponte LSB (Ponte de Acesso Logístico) é uma estrutura desenvolvida durante a segunda guerra mundial. Ela é usada essencialmente em rotas de abastecimento, modernizada para tráfegos pesados, substituição de pontes civis estragadas e pontes provisórias. 

Além do Brasil, seu projeto tem sido utilizado em diversos países do mundo, como a Alemanha, África do Sul, Irlanda, Filipinas, Camarões, Paquistão, Escócia, Reino Unido, Nova Guiné, Madagascar, País de Gales, Trinidad e Tobago e República do Congo. 

Por ser feita com materiais leves e modernos, sua montagem pode ser feita à mão ou com o uso de equipamentos leves, podendo ser desmontada e guardada. Ela tem suporte para aguentar a passagem de tanques de guerras e é facilmente transportada.

campo grande

Grávida de 9 meses é confundida com criminosa e presa por engano

Mulher foi abordada na rua e apontada como outra que havia fugido do presídio, em Campo Grande

02/03/2026 17h00

Gestante foi confundida com criminosa e encaminhada ao presídio

Gestante foi confundida com criminosa e encaminhada ao presídio Foto: Reprodução

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Uma mulher, identificada como Mayara, gestante de nove meses, foi presa ilegalmente após ser confundida com uma criminosa que havia fugido do presídio, em Campo Grande. 

De acordo com o defensor público Humberto Bernardino Sena, da 4ª Defensoria Pública de Execução Penal, a mulher foi abordada durante rondas da Polícia Militar nas imediações da antiga rodoviária.

“Mesmo apresentando seu nome correto, foi presa sob a alegação de ser ‘muito conhecida pela equipe policial’, sendo apontada como uma outra mulher que era sentenciada e havia empreendido fuga do regime semiaberto feminino local”, disse o defensor.

A mulher vivia em situação de rua e estava no fim da gestação, sendo encaminhada ao Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, mesmo afirmando que não era a criminosa em questão.

A família buscou auxílio da Defensoria Pública, que realizou atendimento da mulher e garantiu que ela fosse solta.

O defensor público constatou que se tratava de cumprimento de mandado de prisão contra pessoa diversa.

 

“Na manifestação apresentada ao juízo, demonstramos que Mayara não era a pessoa indicada no processo, juntando certidão de nascimento, RG, CPF e carteira de trabalho, além de destacar que as características físicas e sinais particulares registrados no sistema prisional não correspondiam à mulher presa”, pontua o defensor.

“A prisão de uma pessoa por erro de identificação representa grave violação de direitos, especialmente quando envolve uma mulher em situação de vulnerabilidade e em final de gestação", acrescentou.

Ainda conforme o defensor, “a própria decisão judicial reconheceu haver indícios seguros de que a pessoa presa não é a sentenciada”.

Desta forma, com a comprovação de que se tratavam de pessoas distintas e que não havia nada contra a gestante, o juízo da 2ª Vara de Execução Penal determinou a expedição de alvará de soltura em favor de Mayara para que fosse imediatamente colocada em liberdade.

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