Domingo, 04 de Dezembro de 2016

Apuração interna

BNDES afirma que não há irregularidades em empréstimo à usina de Bumlai

Cúpula do banco teve bens bloqueados e apuração interna não encontrou erros

29 NOV 2016Por GLAUCEA VACCARI16h:26

Depois da decisão da Justiça Federal de Dourados em bloquear bens do ex-presidente do BNDES e de 19 diretores e empresários, banco determinou apuração interna sobre os contratos referentes ao processo de empréstimo à Usina São Fernando e não encontrou irregularidades.

Ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceita pela Justiça no início deste ano, responsabiliza cúpula do banco por ter concedido empréstimo à usina de José Carlos Bumlai, alvo da operação Lava Jato, sem garantias de que o empresário pudesse devolver o valor.

Em nota, BNDES afirma que não houve dispensa de garantia na concessão de financiamento ao empreendimento, tendo os créditos do banco sido regularmente inscritos no processo de recuperação judicial.

Ainda segundo o banco, depois de tomar conhecimento da decisão judicial, determinou apuração interna sobre todos os contratos e, no que diz respeito ao refinanciamento do empréstimo à Usina São Fernando, trabalho já foi concluído e não foi encontrada qualquer irregularidade em relação à atuação dos empregados do BNDES.

Além disso, banco afirma que nenhum dos funcionários citados no processo tem qualquer apontamento de atuação irregular no histórico funcional, que as demais fases do processo de financiamento estão sendo apuradas e resultado será divulgado assim que os trabalhos forem concluídos.

Desde agosto deste ano estão bloqueados R$ 665,7 milhões dos empresários e diretores do banco. Na semana passada, a Justiça decidiu desbloquear parte dos bens de Victor Emanoel Gomes de Moraes (R$ 3,5 mil), Maria Alvez Felippe (R$ 10,3 mil) e de Anna Clements Mannarino (R$ 11,9 mil).

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