Cidades

HU de Dourados

Biblioteca Móvel estimula leitura de pacientes e acompanhantes

Biblioteca Móvel estimula leitura de pacientes e acompanhantes

Da redação

28/07/2015 - 12h25
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Implantada há um ano, a Biblioteca Móvel do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) ajuda a diminuir a ansiedade e a angústia de pacientes e acompanhantes por conta dos longos períodos de internação. A Biblioteca possui um acervo tão diversificado quanto o público ao qual se destina e todos os 780 exemplares são provenientes de doações. 

Os livros vão de clássicos da literatura brasileira, a best sellers de autores estrangeiros e títulos de autoajuda. A iniciativa da Ouvidoria do HU-UFGD, em conjunto com o Serviço Social e com o apoio da Biblioteca do hospital, o projeto é executado por colaboradoras voluntárias, vinculadas à Gerência Administrativa.

Equipadas com dois carrinhos de supermercado, elas percorrem as enfermarias duas vezes por semana, oferecendo a leitura e também atividades lúdicas para os pacientes da Pediatria. "Com as crianças, o que faz mais sucesso são os gibis e os desenhos para pintar. Entre os adultos, a preferência que a gente nota é pelas revistas de variedades", conta Joana Paula Natal Araújo, uma das voluntárias.

A ouvidora do HU-UFGD, Edméia Barrios de Azambuja Gonçalves, explica que, apesar de o objetivo geral do projeto estar definido como "estímulo à leitura", os benefícios esperados vão muito além disso. O projeto visa também "promover a integração dos usuários com as equipes de saúde, colaborar com a recuperação do paciente, prevenir possíveis patologias associadas ao estresse e à ociosidade, aplicar princípios e diretrizes da Política Nacional de Humanização e contribuir com o estabelecimento do vínculo relacional ou solidário com usuários e servidores".

DOAÇÕES

Desde o início do projeto, a proposta foi trabalhar apenas com material proveniente de doações. Foi assim, inclusive, com os carrinhos de supermercado, um doado pelo Supermercado Pérola e outro pela rede Abevê.

Quando chegam, os livros passam por uma higienização, supervisionada pela bibliotecária Lívia Maria Fernandes, e são etiquetados. A cada semana, as voluntárias escolhem o material que vai compor cada carrinho, geralmente de acordo com o perfil dos pacientes internados e de seus acompanhantes.

Quem quiser doar livros, revistas, gibis ou, ainda, materiais como lápis de cor e giz de cera para o projeto pode entrar em contato com a Ouvidoria do HU-UFGD, pelo telefone (67) 3410-3001. Os livros podem ser de qualquer gênero, com exceção de materiais didáticos.

DUPLO HOMICÍDIO

Pai e filha de 3 anos morrem após ataques a tiros em MS

Polícia investiga se o duplo homicídio está ligado com a disputa de território entre facções criminosas

02/08/2026 12h00

Márcio Aparecido da Silva Filho era alvo dos atiradores, sua filha de 3 anos acabou sendo atingida pelos tiros

Márcio Aparecido da Silva Filho era alvo dos atiradores, sua filha de 3 anos acabou sendo atingida pelos tiros Reprodução

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Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, e a filha dele, de 3, morreram após um ataque a tiros, na Vila Pernambuco, em Cassilândia, na noite deste sábado (1). Uma outra criança, de 12 anos, ficou ferida com estilhaços e foi atendida na Santa Casa do município.

Márcio Pelé, como era conhecido, e sua filha de três anos e oito meses estavam em um carro do modelo Fiat Uno quando foram atingidos pelos disparos. As circunstâncias do crime ainda são apuradas pelas autoridades. 

A Polícia investiga se o crime tem relação com a disputa entre as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), que tem ocorrido em várias cidades de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as informações do portal de notícias Cassilândia Urgente, Márcio seria o alvo dos atiradores e a criança acabou sendo alvejada durante a ação. No entanto, esta versão ainda não foi confirmada oficialmente pela polícia.

O crime ocorreu no cruzamento das ruas Nestor Alves Barbosa e João Cristino da Silva. O veículo ficou com diversas marcas de tiros, principalmente no lado do motorista. Cápsulas de munição também ficaram espalhadas na calçada.

Equipes das polícias Civil e Militar isolaram a área para o trabalho da perícia técnica, que foi acionada em Paranaíba. 

 

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

MP procura Justiça e cobra Prefeitura por melhorias na USF Nova Lima

Após anos de fiscalizações, unidade do Nova Lima ainda enfrenta problemas estruturais, falta de profissionais e desabastecimento de medicamentos

02/08/2026 11h30

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), através da 76ª Promotoria de Justiça, ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Campo Grande, para que esta adote medidas de regularização da estrutura e dos serviços prestados pela Unidade de Saúde da Família (USF), do bairro Nova Lima.

Antes de procurar a Justiça, o órgão ministerial fez acompanhamento e tentou por diversas vezes solução extrajudicial. Porém, devido a persistência de problemas estruturais, a falta de profissionais e as dificuldades no abastecimento de medicamentos, o MPMS tomou a decisão de prosseguir com a ação civil.

Desde 2022, a unidade recebe fiscalizações da Promotoria de Justiça, da Câmara Municipal e do Conselho Regional de Medicina (CRM-MS). Os relatórios apontaram problemas recorrentes, como fissuras nas paredes, pisos danificados, infiltrações, portas deterioradas, banheiros em condições precárias, dificuldades de acessibilidade e falhas na manutenção predial.

Ministério Público realizou diversas fiscalizações na unidade antes de ir à Justiça

Além das estruturas danificadas, o MPMS constatou falta de profissionais, incluindo carência nas equipes de saúde, e casos de desabastecimento de medicamentos essenciais, comprometendo a regularidade dos atendimentos oferecidos à comunidade.

Durante a apuração, a possibilidade de reforma do imóvel foi discutida em diversas ocasiões. No entanto, a execução das obras depende de recursos da Missão Franciscana, responsável pelo prédio onde funciona a unidade, sem previsão concreta para conclusão integral das adequações necessárias.

Diante da ausência de uma solução definitiva, a 76ª Promotoria de Justiça requer que a Prefeitura de Campo Grande adote medidas urgentes para corrigir as irregularidades identificadas e assegure uma estrutura compatível com as necessidades da população, inclusive com a possibilidade de transferência da unidade para outro imóvel adequado, caso essa seja a alternativa mais viável.

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