Cidades

NOVA ANDRADINA

Assaltantes aterrorizam família; cidade vive clima
de insegurança

Cidade está vivendo clima de insegurança diante das ações dos marginais

DA REDAÇÃO

09/11/2014 - 16h00
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Uma família de Nova Andradina (MS) passou por momentos de terror, na noite de sábado (8), nas mãos de assaltantes que invadiram uma residência localizada na área urbana da cidade, segundo o site Nova News.

Três homens encapuzados invadiram o imóvel onde estava apenas uma adolescente.

A moça teria sido amarrada pelos marginais, que começaram a subtrair diversos objetos da casa, como equipamentos eletrônicos e outros pertences de valor. De acordo com o site, minutos depois, o os pais da garota teriam chegando em casa, após retornarem de um evento, e também acabaram dominados pelos assaltantes e amarrados.

Os criminosos, depois de recolherem os objetos, fugiram. A família, na sequência, conseguiu se soltar e pediu ajuda.

Outros casos

O Nova News lembra de outros caso ocorrido há poucos dias e que teve um fim trágico, com a morte de Percy Castro, de 88 anos, um dos pioneiros de Nova Andradina. O idoso teve a casa invadida por ladrões que o agrediram de forma violenta, provocando a sua morte.

Recentemente, outra família teve a residência invadida por dois homens armados em Nova Andradina. Segundo o rapaz de 25 anos, no momento da ação, estavam na casa ele e sua esposa de 24 anos.

De acordo com o homem, a dupla de criminosos pulou o muro e entrou na casa pela janela da sala. Os autores já chegaram dizendo que iriam abusar sexualmente da esposa. A mulher que estava no quarto, percebeu a ação criminosa e se trancou no banheiro do quarto.

Um dos autores ainda teria tentado abrir a porta, mas sem sucesso. Nervoso o criminoso ofendia a mulher com palavras de baixo calão. O proprietário da residência ainda teria tentado argumentar com os invasores, porém, foi violentamente agredido e ameaçado. 

Após alguns minutos, os criminosos fugiram levando o carro da família, um veículo Fiat Siena cartões de crédito e determinada quantia de dinheiro. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina. 

Na mesma data deste crime, outra casa também foi invadida por três criminosos que furtaram vários equipamentos eletrônicos, além de outros objetos. A casa pertence a uma policial civil. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu deter um dos autores, que se trata de um adolescente. Os demais envolvidos conseguiram fugir antes da chegada da viatura. 

Também no mês de outubro, uma mulher procurou a Delegacia de Polícia alegando ter sido vítima de um estupro ocorrido dentro de sua casa. A vítima, de 29 anos, relatou que estava em casa quando foi surpreendida pelo criminoso já no interior do imóvel. Depois de violentá-la, ele subtraiu certa quantia em dinheiro, além de outros objetos, e fugiu tomando rumo ignorado, momento em que ela pediu ajuda.

 

 

LATROCÍNIO

Justiça condena dupla que matou padre a marretadas e roubou carro de paróquia

Condenados pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e outros, pena foi fixada em 22 e 4 anos para envolvidos

28/07/2026 12h30

Reprodução/OsvaldoDuarte Dourados News/e Redes Sociais

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou Leanderson de Oliveira Júnior e João Victor Martins Vieira pela morte do padre Alexsandro da Silva Lima, que teve o corpo enrolado em um tapete e abandonado às margens de um matagal, na área industrial, em Douradina.

O caso aconteceu em novembro do ano passado, e conforme investigação, o crime foi motivado para facilitar o roubo de bens materiais e o Jeep Renegade, carro da paróquia na época.

A decisão judicial considerou as provas coletadas e as circustâncias do assassinato, condenando Leanderson pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes, com seis meses de detenção e 40 dias-multa. Sua pena foi fixada em 22 anos de prisão, em regime fechado.

O segundo envolvido, João Victor foi condenado por furto qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescentes, com pena estabelecida de quatro anos de reclusão, seis meses de detenção e 40 dias-multa, em regime inicial aberto. Para João Victor, a justiça expediu alvará de soltura em seu favor.

João Victor e Leanderson foram presos pelo assassinato e ocultação de cadáver do padre Alexsandro da Silva - Foto: Reprodução/Arquivo

No julgamento, o juiz Marcelo da Silva Cassavara, da 2ª Vara Criminal concluiu que o crime foi premeditado, antes mesmo do encontro com o padre e chegada à casa dele, o que exclui a tese de ato impulsivo dos criminosos, motivado por uma suposta tentativa do pároco de violência sexual contra Leanderson.

Uma das provas que confirmam o apontamento foi uma mensagem extraída do celular de Leanderson, com uma dos adolescentes que ele teria aliciado para auxiliar no crime. “Em vamo fazer o bagulho primeiro ai nós pega o dinheiro ou nós já mata logo de uma vez quando chegar lá?”.

Conforme a investigação, Leanderson teria pedido ajuda de duas adolescentes para limpar o imóvel e os rastros do assassinato que estaria marcado para acontecer.

Devido à isso, a pena-base da sentença de Leanderson foi aumentada, somada à gravidade do crime praticado com golpes de marreta e facadas.

O magistrado destacou também que a tese que João Victor cometeu o crime apenas por ser ameaçado por Leanderson uma vez que teve diversas oportunidades de acionar a polícia ou deixar o local, mas permaneceu na ocultação do cadáver, limpeza dos rastros do crime e furto dos objetos, que foram guardados na casa dele.

Ambos os réus tinham menos de 21 anos na época dos fatos, mas o juiz concluiu que a dinâmica e brutalidade não poderia ser anulada devido à idade e, consequentemente, reduzir a responsabilidade pelo crime que confessaram ter cometido.

Relembre o caso

Na noite de 14 de novembro de 2025 (sexta-feira), o padre Alexsandro da Silva Lima, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada em Douradina, foi dado como desaparecido, e encontrado morto na tarde de sábado (15).

A equipe policial localizou o cadáver do paróco enrolado em um tapete às margens de um matagal, em uma área industrial do município afastada da região urbana.

Com início das investigações, a polícia apontou quatro suspeitos do crime, dois deles eram Leanderson de Oliveira Júnior e João Victor Martins Vieira, ambos com 18 anos na época, e outras duas adolescentes de 17 anos, chamadas para auxiliar na limpeza do crime.

Leanderson teria agredido a vítima a golpes de marreta na cabeça e facadas no pescoço, constatadas posteriormente pela perícia. João Victor teria auxiliado na ocultação do cadáver, bem como no furto de um veículo da paróquia e outros bens materiais.

As equipes de investigação localizaram o veículo posteriormente junto aos suspeitos, que confessaram o crime.

O Delegado Lucas Albe Veppo, responsável por conduzir o caso disse em coletiva na época, que os suspeitos não sabiam que Alexsandro era padre, e que estavam interessados no Jeep Renegade, o qual venderiam posteriormente para um comprador do Paraguai por R$ 40 mil.

Com o julgamento, Leanderson teve sua pena fixada em 22 anos de prisão em regime fechado e quatro anos de prisão, cumpridos inicialmente em regime aberto para João Victor.

TCE

TCE rompe contrato milionário com empresa de TI firmado sem licitação

Contrato de R$ 2,9 milhões com vigência prevista de 36 meses foi rescindido unilateralmente menos de um ano após a assinatura

28/07/2026 12h15

Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul rescindiu contrato de R$ 2,9 milhões firmado com empresa global de consultoria em tecnologia

Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul rescindiu contrato de R$ 2,9 milhões firmado com empresa global de consultoria em tecnologia Divulgação

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Menos de um ano após a assinatura, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) rescindiu unilateralmente um contrato milionário firmado sem licitação com a empresa Gartner do Brasil Serviços de Pesquisa Ltda., especializada em pesquisa e consultoria na área de tecnologia da informação (TI). 

O contrato n° 017/2025 foi assinado em 3 de setembro de 2025 e previa vigência de 36 meses, com investimento anual de R$ 976 mil, totalizando aproximadamente R$ 2,9 milhões durante todo o período de execução. 

A rescisão foi oficializada por meio do Termo de Rescisão Unilateral ao Contrato n° 017/2025, publicado na edição de 28 de julho do Diário Oficial do TCE-MS. O documento informa que o encerramento do vínculo ocorreu com efeitos a partir da assinatura do termo, em 23 de julho de 2026.

Conforme o processo, o contrato tinha como objetivo a contratação de serviços técnicos especializados de pesquisa e aconselhamento imparcial em tecnologia da informação e comunicação (TIC), incluindo assinaturas para acesso a uma base de conhecimento especializada na área, conforme especificações previstas no Termo de Referência.

O termo de rescisão foi assinado pelo presidente do TCE-MS, Flávio Esgaib Kayatt.

O contrato firmado em setembro de 2025 ocorreu por inexigibilidade de licitação, modalidade prevista na Lei de Licitações para situações em que há inviabilidade de competição, como a contratação de serviços técnicos especializados de natureza singular ou de fornecedor exclusivo.

O extrato da rescisão publicado pelo Tribunal de Contas, no entanto, não informa o motivo que levou ao encerramento antecipado do contrato.

A reportagem procurou o TCE-MS para esclarecer os motivos da rescisão antecipada do contrato, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

Referência mundial

A Gartner é uma empresa global de pesquisa e consultoria que presta serviços a organizações públicas e privadas em diversos países. A companhia fornece estudos de mercado, análises estratégicas, pesquisas sobre tendências tecnológicas, avaliação de fornecedores e suporte à tomada de decisões por gestores e executivos da área de tecnologia da informação.

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