Cidades

violência

Cresce número de mortes de indígenas; MS é o mais violento

35% dos crimes contra índios foram registrados no Estado ano passado

GABRIEL MAYMONE, COM AGÊNCIA BRASIL

19/06/2015 - 16h20
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O número de índios assassinados no Brasil voltou a crescer no ano passado. Após registrar uma pequena diminuição no número de mortes violentas em 2013, quando foram assassinados 53 índios contra os 60 casos de 2012, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) mostra um novo aumento da violência, identificando 70 vítimas de homicídios.

Assim como ocorre desde 2013, Mato Grosso do Sul foi o estado com maior número de assassinatos de índios – 25 dos casos, o equivalente a 35% do total. Para se ter uma ideia, o segundo estado mais violento para índios foi a Bahia, onde houve 15 casos, seguido do Amazonas, com 10 mortes.

Das 70 vítimas, 54 eram do sexo masculino e 17 do sexo feminino. Dessas, dez tinham entre dois e 16 anos. Entre as vítimas infantis estão Micheli Gonçalves Benites, de 12 anos. Moradora da aldeia Bororó, em Dourados (MS), a adolescente foi encontrada morta, atingida por golpes de faca e foice . O índio Tiago Ortiz Machado, também de Dourados, foi encontrado morto. O adolescente foi assassinado por um segurança particular enquanto caminhava com o irmão e um amigo. O agressor afirma que foi atacado, mas testemunhas garantem que o segurança os abordou violentamente apenas porque eles carregavam uma barra de ferro, diz o Cimi.

A violência e as violações contra os povos indígenas se expressam também no aumento do número de casos de suicídios, mortes por desassistência à saúde, mortalidade na infância, invasões e exploração ilegal de recursos naturais e de omissão e morosidade na regularização de suas terras. Segundo as informações da Sesai, 135 índios se suicidaram em 2014. É o pior resultado registrado pelo Cimi em quase 30 anos.

“É fácil constatar que a violência contra os índios aumentou e muito. A gente nunca sabe se a maior violência é a morte brutal ou se é o outro tipo de violência que registramos todos os anos, as violências contra o patrimônio histórico, o racismo, a morosidade do Poder Público em demarcar terras indígenas e cumprir o que estabelece a lei”, disse a antropóloga Lúcia Helena Rangel, coordenadora da pesquisa.

REFEIÇÕES

Operação da PF mira fraudes em licitações e apropriação indevida em contratos da UFMS

Os contratos que estão sob investigação têm como objeto o fornecimento de refeições subsidiadas pelo Governo Federal aos alunos

09/04/2026 08h00

Cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas foram bloqueados

Cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas foram bloqueados Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que combate crimes de fraude em licitações e apropriação indevida de recursos públicos em contratos administrativos da Universidade Federal do Estado do Mato Grosso do Sul (UFMS). A ação foi realizada no campus do município de Três Lagoas.

Os contratos que estão sob investigação têm como objeto o fornecimento de refeições subsidiadas pelo Governo Federal aos alunos que demonstram necessidade, como forma de estimular o estudo universitário.

Nesta operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além do sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas.

Também foram aplicadas medidas cautelares pessoais alternativas à prisão, deferidas pelo Juízo Federal da 3ª Vara de Campo Grande.

Além destas medidas, também foi imposta aos indiciados a proibição de contratar com o Poder Público e a suspensão dos contratos administrativos vigentes. 

Nos materiais apreendidos na primeira fase, encontrou-se arquivos de carteirinhas de cerca de 150 alunos, que eram utilizadas diariamente para simular uma falsa aquisição de refeição subsidiada pelo governo.

Primeira fase

A primeira etapa da Operação Lucro Espúrio foi deflagrada em fevereiro de 2025, a qual investigava os crimes de peculato e fraude em contratos administrativos da UFMS em Três Lagoas.

Na ocasião, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um no campus da universidade e outro na residência de um investigado.

A investigação começou após a UFMS comunicar indícios de fraude e desvio de recursos em contrato para fornecimento de refeições subsidiadas a estudantes em vulnerabilidade social.

Imagens do inquérito mostram que, mesmo após o fechamento do restaurante universitário, refeições eram registradas como entregues, indicando superfaturamento. Além disso, havia também indícios de simulação diária da compra de mais de 100 refeições com carteirinhas estudantis.

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Cidades

MP junto ao TCU pede apuração sobre atos do BC e INSS no mercado de crédito consignado

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil

08/04/2026 23h00

Crédito: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil (BC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na regulação e fiscalização do crédito consignado, com atenção à proteção de consumidores classificados como hipervulneráveis.

A representação pede ainda a realização de auditoria sobre o funcionamento do mercado de consignado no sistema bancário, com foco na estrutura dos produtos ofertados, na transparência das informações fornecidas aos consumidores, nos mecanismos de supervisão e sancionamento e nos impactos sobre aposentados, pensionistas e idosos de baixa renda.

O pedido formal relata o contexto de endividamento no País via cartão de crédito consignado. Segundo os argumentos apresentados, há ausência de "faturas claras", complexidade dos mecanismos de amortização e "falta de transparência" sobre o custo total do crédito.

"Na origem do impasse, emerge uma frágil supervisão regulatória sobre o sistema financeiro responsável pela controversa oferta híbrida, como se indistinta fosse, de crédito consignado e de crédito rotativo vinculado a cartão de crédito consignado, cujos riscos, limites mensais de desconto do valor da margem consignável do benefício e limites máximos de taxas de juros são estruturalmente díspares", diz a representação.

Se o TCU acatar o pedido, após o fim da auditoria, poderão ser emitidas determinações e/ou recomendações ao INSS e ao BC para, por exemplo, revisão de normas, aperfeiçoamento de mecanismos de supervisão e prevenção de práticas eventualmente abusivas no crédito consignado.

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