Cidades

CORUMBÁ

PM entra na Bolívia atrás de contrabandista e viaturas são retidas

O fato ocorreu na manhã desta quinta-feira na fronteira

DA REDAÇÃO

16/07/2015 - 18h15
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A polícia da Bolívia na fronteira com Corumbá (MS) prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), integrantes de duas garnições da Polícia Militar e reteve as respectivas viaturas, quando da prisão de um contrabandista de roupas. A informação é do site Diário Online.

De acordo com as informações do site, as viaturas estão retidas na sede da Polícia Boliviana de Puerto Quijarro - Diprove, por terem entrado em território boliviano em perseguição ao motorista de um Voyage branco, que transportava uma carga de roupas sem a documentação fiscal.

O auditor fiscal da Receita Federal, Thiago Lessa, disse que o contrabandista, de 33 anos, já é conhecido da fiscalização, foi detido duas vezes por crime de descaminho e até teve perda de veículo. Uma equipe à paisana da Receita, viu quando o carro dele era carregado em uma trilha clandestina conhecida como trilha do Gaúcho.

Em sua entrevista ao site, ele disse que ''era uma grande quantidade de mercadoria e quando o abordamos, ele imediatamente iniciou a fuga. Tentou entrar na Bolívia, não conseguiu e veio para Corumbá. Pedimos o apoio da Polícia Militar e saímos em perseguição. Já na cidade, ele bateu em um Honda Civic e pegou o caminho de volta para a fronteira, batendo também em outros veículos que estavam à sua frente. Nós o cercamos e ele jogou o carro contra mim e outro servidor da Receita e acabou entrando em território boliviano".

Duas guarnições da Polícia Militar continuaram perseguindo o contrabandista na Bolívia, que acabou preso, com o apoio da Polícia boliviana. Porém, as autoridades daquele País, detiveram também os policiais militares brasileiros e as viaturas por terem invadido o território boliviano portando armas.

"Nós já estamos em contato com as autoridades bolivianas para esclarecer a situação, porque anteriormente, já tínhamos, informalmente, acordado uma possibilidade, não de entrar no País vizinho, mas sim de um acompanhamento e pedido de apoio nessas situações e hoje, para nossa surpresa, os veículos e as guarnições foram retidos", disse ao Diário Online, o comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Deusdete Souza de Oliveira Filho, ao informar ainda que destacou oficiais da corporação para esclarecer o caso e buscar a liberação das guarnições e das viaturas.

O contrabandista detido também está na Diprove e, segundo informações, teria levado um tiro de raspão no punho direito. Um advogado já o acompanha.

FATALIDADE

Mulher morre e outros dois ficam feridos em acidente grave na BR-262

Colisão envolveu dois veículos e aconteceu em frente ao Restaurante Correntes, no município de Dois Irmãos do Buriti

10/01/2026 13h30

Acidente envolveu dois veículos e aconteceu em frente ao Restaurante Correntes

Acidente envolveu dois veículos e aconteceu em frente ao Restaurante Correntes Foto: Corpo de Bombeiros

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Uma mulher, identificada como Solange Feitosa, e outras duas pessoas ficaram feridas após dois veículos colidirem na BR-262, mais especificamente no município de Dois Irmãos do Buriti, em frente ao Restaurante Correntes (Redondo).

Segundo informações do jornal O Pantaneiro, o acidente aconteceu na noite desta sexta-feira (9), e tudo começou quando um Renault Sandero acessou o acostamento da rodovia com o objetivo de entrar no restaurante. Ao fazer a conversão com o intuito de atravessar a pista, o carro foi atingido por um Chevrolet Onix, que era conduzido por Solange e seguia no mesmo sentido do Sandero.

O impacto foi tão forte que o veículo de Solange saiu da pista e só parou ao bater de frente com uma árvore. Infelizmente, a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Enquanto isso, as outras duas pessoas envolvidas no acidente foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao hospital de Dois Irmãos do Buriti.

De acordo com relatos de outros condutores, o trecho em que ocorreu o acidente é pouco iluminado, o que dificulta a visualização dos motoristas, principalmente durante o período noturno, o que deve ter contribuído para a colisão. Porém, as autoridades afirmam que a dinâmica e causas da fatalidade continuam sendo apuradas.

Dados

Como reportou recentemente o Correio do Estado, com 1.492 acidentes de janeiro a novembro, Mato Grosso do Sul apresentou redução no número de colisões em rodovias federais em 2025, em comparação com o mesmo período de 2023 e 2024.

Segundo dados enviados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2023 e 2024, o Estado catalogou 1.563 e 1.621 acidentes nos primeiros 11 meses do ano, respectivamente, nas sete rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul: BR-060, BR-158, BR-163, BR-262, BR-267, BR-376 e BR-487.

Porém, contrariando a tendência de aumento de casos, 2025 registrou 1.492 acidentes, uma queda de 4,54% em relação a 2023 e de quase 8% em comparação com 2024. Além disso, destaca-se também a queda de cerca de 20% no número de óbitos nessas rodovias: 131 no ano passado; 163 em 2024; e 161 em 2023.

Mesmo com essa diferença, esses três anos ainda apresentam uma característica em comum: a BR-163 como a mais perigosa ou, pelo menos, com maior número de acidentes e óbitos registrados. Em 2025, foram 702 acidentes e 42 óbitos, enquanto em 2024 foram 783 colisões e 63 mortes.

Quanto a BR-262, rodovia do acidente desta reportagem, de janeiro a novembro de 2025 foram registrados 266 acidentes e 34 óbitos, número semelhante ao registrado em 2024, quando foram 307 colisões e 33 mortes.

>> Orientações

> Não dirija caso consuma bebida alcoólica; 

> Não dirija cansado ou com sono;

> Use o cinto de segurança;
 
Respeite a sinalização;

Respeite o limite de velocidade da via; 

Porte documentos oficiais com fotos, os quais devem estar quitados;

Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor.

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PESO NO BOLSO

Tarifaço de terrenos baldios ajuda a explicar chiadeira sobre o IPTU

Até o ano passado, sobre boa parcela deste terrenos, principalmente os da periferia, a alíquota era 1%. Agora, saltou para 3,5%, o que representa alta de 250% no valor final

10/01/2026 12h30

Contribuintes madrugam diariamente em frente à Central do Cidadão em busca de explicações para o aumento do IPTU

Contribuintes madrugam diariamente em frente à Central do Cidadão em busca de explicações para o aumento do IPTU Marcelo Victor

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Centenas de contribuinetes estão enfrentado longa fila diariamente na central de atendimento da prefeitura de Campo Grande em busca de explicações para aumentos que superam os 300% no valor dos carnês do IPTU. E um das principais motivos para este aumento, aplicado sem aviso prévio, é que a prefeitura passou a cobrar a alíquota máxima, de 3,5%, sobre o valor venal dos terrenos baldios (sem construção) que tenham pelo menos três serviços públicos à disposição. 

Até o ano passado, os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto. Ou seja, se o terreno é avaliado em R$ 100 mil, até 2025 o carnê do IPTU vinha com R$ 1 mil. Agora, veio com a cobrança de R$ 3,5 mil. 

Somente essa mudança já representou aumento de 250% no valor do carnê. E, embora normalmente nos terrenos baldios não exista produção de lixo, a taxa de coleta também incide sobre eles. 

E, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis  que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

Além disso, estes carnês ainda vieram com a correção anual normal, de 5,32%, e perderam a metade do desconto para pagamento à vista. Somando estas quatro possíveis alterações, o reajuste em parte dos imóveis se aproximou dos 400%.

O Correio do Estado procurou a prefeitura de Campo Grande em busca de informações sobre a quantidade de terrenos baldios que sofreram aumento de 250% e o valor a maior que isso pode representar nos cofres municipais, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

Porém, na última quarta-feira (8), o secretário de Governo e Relações Institucionais, Ulisses da Silva Rocha, explicou que esta alíquota de 3,5% pode ser aplicada em todos os bairros nos quais existam pelo menos três serviços públicos, como asfalto, escola, posto de saúde, rede de água, coleta de esgoto, iluminação pública ou outros. 

Nestes casos, de acordo com ele, "a prefeitura pode, de acordo com o Código Tributário Municipal o Código Tributário Nacional, cobrar de 1% a 3,5%. E a refeitura aplicou a cobrança de 3,5%, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel". Essa alteração, entende ele, foi legal e não necessitava de autorização da Câmara de Vereadores. 

Em bairros antigos e mais bem estruturados, mas com pequeno número de terrenos baldios, já existia a cobrança de 3,5% sobre o valor do terreno. Então, a mudança deste ano foi sentida principalmente nos bairros periféricos e nos quais os serviços públicos chegaram faz menos tempo

MAIS R$ 25 MILHÕES

Ao defender o aumento no valor da taxa de lixo, o secretário informou que anualmente o  serviço custa em torno de R$ 130 milhões, mas a arrecadação chegava a apenas R$ 40 milhões. Com o ajuste aplicado agora, elevando o valor para 45% dos proprietários e reduzindo para 17% deles, o acréscimo na arrecadação deve ser da ordem de R$ 25 milhões, estima o secretário.

"Existe um critério que foi adotado através de um estudo, elaborado pela Secretaria de Fazenda, que a taxa do lixo deve financiar toda a coleta e limpeza pública da cidade. E quando eu não tenho o dinheiro suficiente para fazer frente a esse pagamento dessa despesa, eu tiro dinheiro de outros impostos, de outras receitas da prefeitura para cobrir esse gasto que o município tem com a limpeza pública da cidade e a coleta de lixo", afirmou Ulisses. 

E complementou: "o estudo foi realizado para a gente equilibrar o valor arrecadado com o valor pago para a concessionária (Solurb). Não quer dizer que todo o valor arrecadado com essa correção vai ser suficiente para isso. Isso vai chegar próximo de 50%. Ainda vamos estar em defasagem de mais 50%".

DESCONTO MENOR

Outro ponto de discórdia entre vereadores e autores de ações judiciais que questionam os aumentos no imposto é a queda de 20% para 10% no percentual de desconto para aqueles que pagam à vista. A alteração, conforme estimativas da prefeitura, deve elevar em cerca de R$ 50 milhões a arrecadação anual com o imposto. 

O prazo inicial para este pagamento havia sido definido para esta segunda-feira (12), mas foi prorrogado para o mesmo dia de fevereiro. Mas, tanto uma comissão de vereadores quanto ao menos duas ações judiciais tentam recuperar este desconto de 20%.  De acordo com Ulisses Rocha, na maior parte das capitais o desconto é de apenas 3% ou 5%. 

Esta alteração de data deve provocar baque significativo no caixa municipal neste começo de ano. Em janeiro do ano passado, por exemplo, o IPTU rendeu R$ 286 milhões, conforme dados oficiais divulgados no diário oficial. Nos meses seguintes entravam, em média, cerca de  R$ 29 milhões, exceto em períodos de refis, quano ocorre elevação.

Por ano, a arrecadação chega à casa dos R$ 650 milhões, o que é menos de 60% daquilo que é lançado nos carnês. No ano passado, o valor estimado chegou a quase R$ 1,2 bilhão.


 

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