Domingo, 04 de Dezembro de 2016

OPERAÇÃO VULCANO

Jogo de futebol era senha para proprina
em esquema de corrupção em Corumbá

Termos usados em futebol eram utilizados para disfarçar assunto em conversas telefônicas

2 DEZ 2016Por DA REDAÇÃO04h:00

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal no decorrer da Operação Vulcano, que apontou a existência de três quadrilhas, uma delas de servidores públicos, agindo no posto da Receita Federal de Corumbá, revelaram que os participantes usavam vocabulário esportivo para encobrir as conversas relacionadas ao esquema de corrupção. Os diálogos entre os participantes das fraudes eram cifrados por  uma linguagem de futebol, de maneira a indicar pagamentos de propina, passagem de carretas nos postos de fiscalização e outras manobras.

O milionário esquema de corrupção teria causado prejuízos de mais de R$ 600 milhões aos cofres públicos, com impostos sonegados. As fraudes se davam em operações de comércio exterior na fronteira Brasil/Bolívia. Apesar de descoberto em 2006, somente agora o Ministério Público Federal (MPF) teria conseguido individualizar suposto envolvimento de pelo menos 32 pessoas, entre empresários, despachantes aduaneiros, operadores financeiros e servidores. Desde a Vulcano, a PF monitorou nomes surgidos,  promovendo quebras de sigilo telefônico.

(*) A reportagem, de Thiago Gomes, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

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