Segunda, 23 de Outubro de 2017

Evasão de divisas

Condenado por assassinatos se preparava para fugir do Brasil com dólares e euro

Cesare Battisti tentava deixar o país em um táxi boliviano

4 OUT 2017Por GLAUCEA VACCARI18h:26

O italiano Cesare Battisti, condenado por quatro assassinatos na Itália nos anos 1970, foi detido em Corumbá por tentar cruzar a fronteira do Brasil com a Bolívia levando grande quantidade de dólar e euro sem declarar o valor.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), na tarde de hoje, policiais abordaram um veículo particular onde estavam Battisti e outros dois passageiros.

Eles portavam uma quantia significativa em moeda estrangeira e, por se tratar de região de fronteira, os policiais rodoviários federais comunicaram a Polícia Federal, que realizou o acompanhamento do veículo até a fronteira entre Brasil e Bolívia.

O italiano foi detido no momento em que tentava sair do Brasil em um táxi boliviano. Ele foi encaminhado à Delegacia da PF em Corumbá, onde presta esclarecimentos. Não foi divulgado se ele deve permanecer detido depois da oitiva que é realizada.

O crime de evasão de divisas se configura quando uma pessoa envia valores para o exterior sem a devida declaração a autoridade competente. 

CONDENAÇÃO

O italiano foi condenado em seu país a prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 70, quando integrava o partido Proletário Armados para o Comunismo, grupo de extrema esquerda.

Cesare Battisti fugiu da Itália e, em 2004, veio para o Brasil. Foi preso em 2007 e, em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição, que foi negada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010, no último dia de seu governo.

Defesa de Battisti informou que há várias tentativas ilegais de remetê-lo para o exterior. Na semana passada, os advogados entraram com pedido de habeas corpus no STF para tentar impedir eventual extradição, deportação ou expulsão do Brasil.

Em 2015, Battisti se casou com uma brasileira e o casal tem um filho, que segundo a defesa, “depende econômica e afetivamente dele, o que impede sua expulsão”.

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