Cidades

CARNAVAL

Corumbá lança campanha
de combate à venda de bebidas alcoólicas para menores

Justiça exigirá que blocos e agremiações utilizem instrumento de identificação

DA REDAÇÃO

29/01/2015 - 09h00
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Com o objetivo de combater a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade, Corumbá (MS) lança nesta semana a campanha “Neste carnaval, sua melhor selfie não precisa de álcool”. A ação busca conscientizar a população sobre as consequências que o consumo pode trazer aos adolescentes. O juiz titular da Vara da Infância e da Adolescência, Maurício Cleber Miglioranzi Santos, vem se reunindo constantemente com autoridades para estabelecer regras quanto à presença de menores nos eventos. 

Entre outras determinações, a Justiça exigirá de blocos carnavalescos e agremiações que utilizem instrumento de identificação dos adolescentes para evitar o consumo de álcool. O magistrado quer engajar a população na fiscalização. Desta maneira, crianças e adolescentes, poderão participar das festividades de forma mais segura. É proibido o consumo de álcool por menores de idade e o despeito a essa norma pode acarretar prisão e multa.

MPMS

Terreiro de umbanda é denunciado por barulho excessivo e alega perseguição religiosa

Posicionamento da entidade é de que sofrem de intolerância religiosa

20/07/2026 15h36

Casa está localizada em Dourados

Casa está localizada em Dourados Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar a suposta irregularidade de funcionamento e poluição sonora de um terreiro de camdomblé situado em Dourados, a aproximadamente 226 quilômetros de Campo Grande. 

Um vizinho teria entrado com processo com a Casa de Caridade Tenda de Oxossi, situada na Rua Alípio de Almeida Velloso, no bairro Cidade Jardim. 

Segundo a denúncia, o local tem causado "perturbação em razão da realização de atividades com uso de instrumentos sonoros, tambores, cânticos e gritaria em volume excessivo, inclusive em período noturno, ultrapasando os limites legais e afetando a tranquilidade dos moradores da região". 

Ainda de acordo com o relato, foram observados animais sendo levados para o interior do imóvel, sendo possível ouvir "gritos e vocalizações intensas dos animais, compatíveis procedimento de sacrifício". O fato causou preocupação nos vizinhos sobre possíveis maus-tratos e risco sanitário. 

Essa alegação foi afastada pelo MP. Segundo posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou entendida a constitucionalidade do sacrifício de animais em ritos religiosos, desde que fique comprovado que não houve ato de crueldade no momento do ritual e "condicionado o abate ao consumdo da carne".

Também foram apontados indícios de irregularidade de funcionamento, como falta de alvará. Nos autos do processo, a Prefeitura de Dourados havia alegado que o local onde a Casa de Caridade está situada em uma Área de Uso Mista. No entanto, a prefeitura se retratou posteriormente, alegando que na Área eram permitidas atividades de Organizações Religiosas ou Filosóficas. 

O estabelecimento também se pronunciou no processo, anexando o alvará expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar com validade para o mês de março de 2027, bem como a regularização financeira. 

A mando do MP, a Guarda Municipal de Dourados realizou fiscalizações no estabelecimento no início do mês de junho para realizar a medição sonora do local. 

O nível de decibéis (dB) máximo permitido para áreas mistas, com predominância de residências, é de 45 dB no período noturno e de 55 dB no período diurno, local onde a Casa está estabelecida.

Durante a fiscalização da Guarda Municipal, realizada no período noturno durante um culto realizado no local, o nível de pressão sonora do som médio obtido foi de 54 dB, superior ao permitido para a área e o horário. 

Em resposta ao processo, a organização afirmou que está implementando medidas destinadas à redução da propagação sonora durante os cultos religiosos, como a aquisição de placas de isolamento acústico e construção de paredes. 

Como parte das diligências, foram solicitadas informações e fiscalizações a órgãos públicos para análise de aspectos ambientais, sanitários, urbanísticos, administrativos e de segurança, incluindo novas medições de ruído, avaliação sobre descarte de resíduos e verificação da regularidade do licenciamento e do uso do espaço urbano.

O outro lado

Nas redes sociais, a Tenda de Oxossi disse que se sentiu desrespeitado por passar por vistorias "quase diárias". 

"Quando se fala em poluição sonora, é traduzido como sinonimo de algazarra. O culto afro depende do atabaque, assim como dentro de outros templos sagrados, independente de outras etnias ou doutrinas. Também há cânticos. Dentro da nossa religião, nós rezamos ao nosso sagrado com muita fé, com muito amor e cuidado. O atabaque não tem volume, é sagrado e faz parte da nossa ritualística. Se você rezar, bater palma com alegria para aquilo que você acredita, vou dizer uma coisa: o mundo está perdido mesmo". 

Ainda reforçou que todas as coisas que foram pedidas à instituição foi atendida prontamente desde o mês de janeiro, quando foi instaurado o inquérito. 

Segundo a Casa, o preconceito religioso vem sido camuflado de denúncias de "perturbação". 

"Hoje, o caminho que as pessoas que não têm empatia pelo próximo estão tomando é de denúncia à perturbação sonora. Essa perturbação se torna discriminalmente agressiva à nossa religião". 

Através de palavras e perguntas, eles vivenciaram intolerância religiosa, pois machucaram "o amor que a gente sente ao nosso sagrado". 

Foram feitas muretas, paredes e tudo o que foi pedido pela Justiça. Mas, segundo a Casa, foram reprovados por 4 decibéis. 

"Nós estamos cada vez mais próximos de estar na meta permitida pela Lei. Até aqui, em número e grau, estamos fazendo de tudo para estar dentro dos parâmetros pedidos pelos órgãos que estão envolvidos no caso". 

"A Casa de Caridade Tenda de Oxossi não é só um terreiro. É base, acolhimento, ajuda, orientação. Nós estamos lutando para provar que aqui não tem ninguém negando fazer o que é certo. Mas precisamos de respeito e amparo", afirmou. 

Veja a nota de esclarecimento na íntegra:

A Casa de Caridade Tenda de Oxóssi – Inzo Aueto Kabila Daonã esclarece que, desde o início do processo de regularização de suas atividades, sempre manteve postura de total colaboração com a Prefeitura Municipal, o Ministério Público e os demais órgãos competentes.

Todas as exigências apresentadas foram atendidas dentro das possibilidades legais, com a realização das adequações solicitadas, entrega de documentos, protocolos administrativos e demais providências necessárias para a obtenção do Alvará de Funcionamento Definitivo.

Em relação à medição sonora, a instituição recebeu o resultado com respeito e promoveu todas as intervenções técnicas que lhe eram possíveis naquele momento. Mesmo sem autorização para realizar obras estruturais de maior porte, as adequações implementadas reduziram significativamente os níveis de emissão sonora, demonstrando o compromisso permanente da Casa em atender às orientações técnicas recebidas.

Da mesma forma, sempre que houve determinação para que as atividades ocorressem com as portas fechadas, essa orientação foi integralmente respeitada. E, neste momento, mesmo enfrentando um processo administrativo marcado por intercorrências e equívocos que exigiram sucessivas adequações desde janeiro, a instituição permanece cumprindo rigorosamente todas as determinações dos órgãos públicos, aguardando a conclusão dos últimos trâmites necessários para a emissão do alvará definitivo.

A Casa reafirma que jamais deixou de cumprir qualquer exigência e permanece à disposição das autoridades, confiante de que a análise completa dos fatos demonstrará sua atuação pautada pela boa-fé, pela legalidade e pelo respeito às normas vigentes.

Nosso único objetivo é exercer um direito assegurado pela Constituição Federal: a liberdade de crença e de culto, sempre com responsabilidade, respeito à comunidade e observância da legislação.

Contrabando

Moto de luxo escondia anabolizantes e canetas para emagrecimento em MS

Medicamentos importados, anabolizantes e canetas para emagrecimento estavam escondidos nos compartimentos de uma BMW R 1300; prejuízo ao crime é estimado em R$ 449 mil.

20/07/2026 14h35

Compartimentos da motocicleta BMW R 1300 eram utilizados para ocultar dezenas de caixas de medicamentos importados sem documentação fiscal e sanitária. A carga foi descoberta durante abordagem da Polícia Militar Rodoviária na MS-141.

Compartimentos da motocicleta BMW R 1300 eram utilizados para ocultar dezenas de caixas de medicamentos importados sem documentação fiscal e sanitária. A carga foi descoberta durante abordagem da Polícia Militar Rodoviária na MS-141. Foto: Polícia Militar Rodoviária.

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Uma fiscalização de rotina da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) resultou na apreensão de uma carga de medicamentos importados irregularmente avaliada em R$ 115 mil, na noite de domingo (19), na rodovia MS-141.

Os produtos, entre eles anabolizantes, canetas para emagrecimento e peptídeos, estavam escondidos nos compartimentos de uma motocicleta BMW R 1300 transportada por um reboque.

A ação foi realizada por policiais da Base Operacional de Amandina, do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), durante uma operação de fiscalização de trânsito e combate aos crimes transfronteiriços no km 92 da MS-141, em Ivinhema, próximo ao cruzamento com a BR-376.

Segundo a corporação, a equipe decidiu abordar um veículo Caoa Chery Tiggo 8 após o motorista realizar uma manobra brusca ao avistar a viatura policial.

O comportamento levantou suspeitas e motivou a fiscalização detalhada do automóvel, que tracionava um reboque com uma motocicleta BMW R 1300.

Durante a vistoria, os policiais localizaram os medicamentos escondidos nos baús laterais da motocicleta e em uma bolsa de ferramentas.

Todo o material era de origem estrangeira e estava desacompanhado de documentação fiscal ou sanitária exigida pela legislação brasileira.

Conforme o Polícia Militar Rodoviária, a quantidade, a variedade dos produtos e a forma como estavam acondicionados reforçaram a suspeita de que a carga seria destinada ao comércio ilegal.

Carga incluía anabolizantes e medicamentos para emagrecimento

Entre os produtos apreendidos estavam 649 unidades de Decaland Depot, 47 unidades de Pharma Test E300, 40 unidades de tirzepatida das marcas Lipoless e TG 15 e 15 canetas de retatrutida.

Além desses medicamentos, a carga continha diversos anabolizantes, peptídeos, medicamentos para emagrecimento e outros produtos classificados como de uso controlado, todos sem autorização para comercialização nas condições em que foram encontrados.

Compartimentos da motocicleta BMW R 1300 eram utilizados para ocultar dezenas de caixas de medicamentos importados sem documentação fiscal e sanitária. A carga foi descoberta durante abordagem da Polícia Militar Rodoviária na MS-141.Medicamentos de origem estrangeira, entre anabolizantes, peptídeos e canetas para emagrecimento, foram apreendidos pela Polícia Militar Rodoviária durante fiscalização na MS-141; carga estava escondida nos compartimentos de uma motocicleta BMW R 1300 transportada em reboque. Foto: Polícia Militar Rodoviária.

A importação, o transporte e a comercialização desse tipo de medicamento dependem de autorização dos órgãos competentes e do cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A entrada irregular desses produtos no país pode configurar crimes de contrabando ou descaminho, além de infrações sanitárias.

Material foi encaminhado à Polícia Federal

Após a apreensão, os policiais entraram em contato com a Delegacia da Polícia Federal em Dourados, que determinou o encaminhamento dos envolvidos, dos veículos e de toda a carga para a unidade.

A carga de medicamentos foi avaliada em aproximadamente R$ 115 mil. Somando os valores do Caoa Chery Tiggo 8, do reboque e da motocicleta BMW R 1300, o prejuízo estimado às atividades criminosas alcança R$ 449 mil, conforme balanço da Polícia Militar Rodoviária.

O caso será investigado pela Polícia Federal, que deverá apurar a origem dos medicamentos, o destino da carga e eventual participação de outras pessoas no esquema de importação e distribuição irregular dos produtos.

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