Quarta, 22 de Novembro de 2017

Fluidra

Contrato de quase R$ 30 milhões
do Aquário é novamente suspenso

Empresa foi denunciada em novembro passado por superfaturamento

17 MAR 2017Por ALINY MARY DIAS12h:03

O Governo do Estado paralisou mais uma vez contrato que mantém com a empresa Fluidra Brasil, responsável por sistemas de filtragem e iluminação do Aquário do Pantanal, obra que está parada há vários meses. O contrato com a Fluidra, firmado em 2014, está orçado em quase R$ 30 milhões.

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) de hoje, o contrato que já estava suspenso desde novembro passado foi novamente paralisado. Dessa vez, a suspensão vale pelo prazo de 4 meses seguidos, contados a partir do dia 23 de fevereiro.

Em novembro do ano passado o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou à Justiça a Fluidra e outros oito investigados por esquema de superfaturamento, que teria culminado na contratação da empresa em 2014.

A Fluidra foi escolhida para tocar os serviços sem licitação para substituir a Terramare Consultoria, Projeto e Construção de Aquários, que tinha sido contratada inicialmente por R$ 8,6 milhões. A Fluidra que foi contratada por R$ 25 milhões recebeu aumento de repasse no decorrer dos meses e já recebeu quase R$ 30 milhões pelos serviços.

OBRA

No mês passado, o Correio do Estado esteve na obra, que até agora já consumiu R$ 123,46 milhões, mas tinha contrato inicial previsto em R$ 84 milhões, e confirmou o abandono total das instalações.

O forro da cápsula principal, por onde será o acesso dos visitantes não terminou de ser instalado. Esse corredor também é ocupado por aparelhos e equipamentos de climatização.

Em outros níveis do prédio é possível ver infiltrações no chão e nas paredes. Existem poças de água em diversos locais e o mais preocupante, aproximadamente nove placas de vidro da estrutura estão trincadas ou quebradas.

Estimativa do governo do Estado é de que seriam necessários mais R$ 50 milhões para conclusão da obra, que já consumiu 25% de verbas acima do previsto em aditivos.

O índice estabelecido pela Lei de Licitações foi concedido à Egelte Engenharia Ltda./Proteco Construções Ltda., durante a gestão do ex-governador André Puccinelli (PSDB). O aditivo deixou o contrato inicial de R$ 84 milhões em R$ 105,8 milhões, porém somados com o reajuste o valor total ficou em R$ 123.467.038,08.

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