Cidades

REPELENTE NATURAL

Conheça a Crotalária, flor utilizada no combate ao Aedes

Hotel de Bonito curtiu a ideia e vêm distribuindo sementes da planta para a população

MARIANE CHIANEZI

10/02/2016 - 17h53
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Imagine seu jardim com belas flores amarelas, atraindo energia positiva e beleza. Agora imagine que, além dessas características, essas flores atuam como repelente natural contra o mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus e chikungunya. Essa planta é a Crotalária Juncea, espécie que se adapta a qualquer habitat e cresce rapidamente nos jardins. A Crotalária em fase adulta atrai a libélula, inseto que se alimenta das larvas do mosquito, além de ser considerado predador natural do Aedes. O inseto distribui seus ovos na água parada, justamente onde o Aedes se prolifera, e quando os ovos da libélula eclodem, as larvas se alimentam das larvas do mosquito. 

Com base nesses benefícios, o Hotel Pousada Águas de Bonito, resolveu investir na ideia e incentivar a população a frear o crescimento dessa epidemia que vem tomando conta do Brasil. A campanha desenvolvida pelo hotel envolve a distribuição de sementes da Crotalária para os moradores de Bonito, 300 quilômetros distantes de Campo Grande.O plano da campanha surgiu quando os proprietários da pousada assistiram a uma reportagem sobre o município de Sorriso (MT), que mostra ação realizada pela prefeitura em parceira com uma organização, produziram uma pesquisa e investiram na distribuição gratuita da semente para a população.

De acordo com o gerente de marketing do hotel, Willian Yudi, as sementes da planta estão sendo distribuídas gratuitamente na recepção do hotel, “caso a procura seja grande, planejaremos distribuir nas ruas da cidade” diz ele. As sementes foram adquiridas na Capital, numa produtora de sementes, que em contato, disse vender apenas em grandes proporções para produtores rurais, público-alvo da empresa.

A reportagem pesquisou e identificou duas fabricantes de sementes em Campo Grande que comercializam o grão da Crotalária, “Sementes Garcia” e “Sementes Bonamigo”, mas as empresas disseram que a semente está em falta, por conta da grande procura dos clientes, mas que já trabalham para repor o estoque. Para quem se interessou, também há opções de compras na web: Sementes Caiçara, BR Seeds e Plantei. Os preços variam de acordo com a quantidade de compra e orçamento do frete.

Vale lembrar que a eficácia da Crotalária no combate ao Aedes não foi comprovada cientificamente e o foco é mais um experimento de acabar com a multiplicação do mosquito, já que todo método é bem vindo no combate a sua infestação. Mesmo com a planta em seu jardim, não deixe de combater a dengue com os métodos tradicionais, mantendo quintais limpos e não deixando água parada. 

Saiba como cultivar a Crotalária:

A Crotalária prefere solo fértil locais frescos, quando selecionar o local do plantio, faça covas de aproximadamente 2 cm de profundidade  50 cm de distância entre cada cova. Em cada cova, coloque 2 sementes de Crotalária e regue diariamente na fase do nascimento do grão, mas tenha cuidado para não deixar solo muito encharcado. A Crotalária requer os cuidados básicos, que geralmente temos com as outras plantas de nosso quintal ou jardim. As sementes germinarão de 5 a 7 dias, e quando florir, começaram a atrair as libélulas.

projeto de lei

Ministério Público imita TJMS e cria 354 novos cargos sem concurso público

Há ainda outros 100 cargos efetivos; Impacto financeiro com as novas vagas será de R$ 83,8 milhões anuais

03/08/2026 13h00

Ministério Público de Mato Grosso do Sul protocolou projeto de lei para criação de 454 novos cargos

Ministério Público de Mato Grosso do Sul protocolou projeto de lei para criação de 454 novos cargos Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) protocolou um projeto de lei que prevê a criação de 454 novos cargos no órgão, sendo 354 deles em comissão, sem a necessidade de concurso público. O projeto foi entregue à Assembleia Legislativa do Estado quatro meses após o governo sancionar proposta similar do Tribunal de Justiça, que criou 300 novos cargos comissionados no Judiciário em abril.

A matéria ainda passará por análise e votação dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, que retorna do recesso parlamentar nesta terça-feira (4).  

De acordo com o projeto, os cargos a serem criados são para assessor jurídico adjunto e assessor de TI júnior, com remuneração base de R$ 4.562,75. 

 Além destes, o texto também prevê ampliação do quantativo de vagas efetivas e em comissão para outros cargos já existentes, cujo salário base varia de R$ 3,2 mil a R$ 20,7 mil, distribuídos da seguinte forma:

  • 100 cargos de Analista
  • 25 cargos de Assessor Jurídico
  • 250 cargos de Assessor Jurídico Adjunto
  • 10  cargos de Assessor de TI Júnior
  • 1cargo de Diretor de Secretaria;
  • 9 cargos de Chefe de Departamento
  • 9 cargos de Chefe de Divisão
  • 10 cargos de Chefe de Setor
  • 25 cargos de Chefe de Núcleo
  • 1 cargo de Assessor Militar
  • 1  cargo de Assessor Adjunto da Assessoria Militar
  • 10 cargos de Assistente Militar
  • 1 cargo de Assessor em Ciências da Terra
  • 2 cargos de Assessor de Inteligência

Apenas as 100 vagas de analista são efetivas, enquanto as demais são cargos em comissão, que não exigem concurso público.

Na justificativa, o Ministério Público afirma que diagnóstico institucional realizado no órgão demonstrou a necessidade da adequação na estrutura organizacional devido  à "crescente complexidade das atribuições constitucionais cometidas à Instituição e da necessidade de aperfeiçoamento de sua capacidade administrativa, técnica e de assessoramento, de modo a assegurar maior eficiência na prestação dos serviços
ministeriais".

O texto cita ainda que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul promoveu "expressiva reestruturação do seu quadro de pessoal", com a criação de 302 cargos em comissão e 150 cargos efetivos, e que a prpposta buscar adequadar a estrutura "preservando o equilíbrio institucional com o Poder Judiciário".

"Ocorre que o Ministério Público e o Poder Judiciário exercem, no âmbito do sistema de justiça, atividades essencialmente simétricas e complementares, ambos incumbidos constitucionalmente de assegurar a adequada prestação jurisdicional e a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis", diz a justificativa.

"Não seria razoável que apenas um dos partícipes dessa relação institucional promovesse o necessário reaparelhamento de sua estrutura de pessoal, enquanto o outro permanecesse alheio à evolução da demanda e ao incremento da complexidade das atribuições que lhe são correlatas", complementa.

Impacto financeiro

O MPMS afirma ainda que o provimento dos cargos propostos não ocorrerá de forma imediata, mas de maneira gradual ao longo dos próximos anos, conforme demanda e disponibilidade orçamentária de financeira do órgão.

Conforme relatório anexado ao projeto, o impacto anual com os novos cargos será de R$ 83,830 milhões. As despesas correrão à conta de dotação orçamentária própria, suplementada, se necessário.

O documento traz ainda que, considerando a despesa já executada neste ano, acrescida da despesa em análise e das demais despesas previstas para o exercício, estima-se que o total da despesa com pessoal em 2026 alcance aproximadamente R$ 415,459.000,00 milhões.

Já para o ano de 2027, caso haja o provimento integral de todos os novos cargos criados, a despesa total com pessoal saltaria para R$ 476,350 milhões, o que demandará previsão dos recursos correspondentes na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

Quanto ao exercício de 2028, a estimativa orçamentária deverá considerar os valores projetados para 2027, ajustados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de outros parâmetros macroeconômicos e fiscais.

vigilância

Campo Grande passa a ter três novos locais monitorados por câmeras de segurança

Novos pontos de videomonitoramento foram escolhidos por terem alto fluxo de pessoas e veículos, o que pode atrair condutas que comprometem a ordem pública

03/08/2026 12h31

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população Foto: Divulgação

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O sistema integrado de videomonitoramento, operado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) em conjunto com a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), foi expandido para três novos locais em Campo Grande.

De acordo com o Executivo Municipal, a cobertura foi expandida para a Rua 14 de Julho e para os acessos ao Aeroporto Internacional e ao Terminal Rodoviário. 

Os novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população.

Conforme a prefeitura, nestes três locais, o alto fluxo de pessoas e veículos atrai condutas que comprometem a ordem pública, como furtos ao comércio, atuação de transporte clandestino de passageiros e retenções de tráfego causadas por estacionamento irregular e paradas em fila dupla. 

"A expansão da rede de câmeras prioriza o combate imediato à criminalidade e a preservação de vidas no trânsito, atuando de forma preventiva para inibir atos ilícitos e destravar os gargalos viários", diz a prefeitura, em nota.

Como funciona

A tecnologia instalada nas ruas funciona sob o comando direto de profissionais qualificados e não opera de forma automatizada.

A partir de uma central de controle, agentes de trânsito e de segurança acompanham as transmissões em tempo real, avaliando o comportamento nas vias e o fluxo de pessoas. 

Ao identificar um veículo trancando a passagem de ambulâncias ou obstruindo a via principal, por exemplo, o agente analisa a situação na tela e adota as medidas cabíveis baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Da mesma forma, movimentações suspeitas na área central acionam rapidamente as equipes de segurança. 

A estratégia com a ampliação da vigilância eletrônica tem foco central estabelecer a proteção do cidadão, a redução de sinistros e a construção de um ambiente ordenado, onde a população sinta segurança para caminhar, consumir e transitar livremente.

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