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IMPASSE

Tribunal de Justiça decide, na próxima semana, o futuro de Arroyo no TCE-MS

Agravo regimental interposto pelo ex-deputado e por ex-conselheiro foi incluido na pauta

ZANA ZAIDAN

06/06/2015 - 16h03
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O agravo regimental interposto pelo ex-deputado estadual Antônio Carlos Arroyo (PR) e o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, José Ricardo Pereira Cabral, foi incluído na pauta de julgamentos do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul da próxima quarta-feira (10), conforme publicação do Diário Oficial da Justiça do dia 3 de junho. O despacho é do relator do processo, desembargador Sideni Soncini Pimentel. 

O recurso foi apresentado por Arroyo e Cabral em dezembro do ano passado, logo após ser acolhido pedido liminar do TCE, pedindo anulação da aposentadoria do então conselheiro. 

Esta decisão, da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, impediu que o deputado Arroyo fosse conduzido à Corte de Contas na vacância de Cabral. 

O imbróglio em relação à vaga de conselheiro se estende desde novembro do ano passado, quando teve início o processo de aposentadoria de Cabral, que, nos bastidores, teria casos de traição, conspiração e troca de acusações entre os Poderes do Estado. 

SESSÃO POLÊMICA 

Cabral entrou com pedido de aposentadoria no dia 25 de novembro. O conselheiro Ronaldo Chadid assumiu o processo, mas, como a aposentadoria não saiu, Cabral julgou o próprio pedido e a vacância foi oficiada pelo Executivo. 

Com a vaga, o então governador André Puccinelli (PMBD) indicou o deputado Arroyo para compor o conselho do TCE. A indicação seguiu para a Assembleia Legislativa para ser apreciada pelos demais parlamentares.

Em meio à sessão, um dos integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, Lídio Lopes (PEN) - funcionário efetivo do Tribunal de Contas -, pediu vistas e a votação que conduziria Arroyo foi adiada por 24 horas.

Neste intervalo de tempo, o pleno do TCE realizava sessão extraordinária que considerou nula a aposentadoria de Cabral, por considerar que o conselheiro não poderia ter apreciado o próprio pedido. Neste entendimento, não haveria vacância que justificasse a ida de Arroyo para o TCE.

A realização dessa sessão deliberativa pauta todo o processo sobre a vaga no Tribunal. De um lado, a Corte alega “atropelos, desmandos, demissão e abuso de autoridade, com propósito de viabilizar às pressas ato de aposentadoria ainda no período de funcionamento da Assembleia Legislativa e na gestão do governador”. Esta foi a argumentação exposta no pedido de liminar requerendo a suspensão do decreto que, posteriormente,  nomeou Arroyo (PR) para o cargo de conselheiro, já que, no dia seguinte, o nome do deputado foi referendado por unanimidade pelos parlamentares. 

Na época em que surgiu o imbróglio em torno da condução de Arroyo ao TCE, André estava prestes a entregar o mandato para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 

Como o litígio será julgado agora, com Azambuja no poder, o substituto de Cabral deve ser indicado pelo tucano. Isso porque a indicação cabe ao chefe do Executivo. 

Azambuja repete que não comentará o assunto até que haja decisão da Justiça, mas, nos bastidores, comenta-se que, mais uma vez, Arroyo será preterido e a indicação do deputado estadual Flávio Kayatt (PSDB) é dada como certa. Assim, assumiria vaga no Legislativo estadual o vereador Herculano Borges (SD), suplente na coligação. 

André promete a Arroyo o posto de conselheiro desde 2011, mas, no lugar dele, ficou a então senadora Marisa Serrano (PSDB). 

Interior de MS

Prefeitura compra usina por quase R$ 1 milhão, abandona e vende abaixo do preço de mercado

Equipamento de R$ 900 mil ficou parado por três anos e acabou vendido abaixo do valor para empreiteira com contratos milionários em Rio Brilhante

17/05/2026 14h13

Prefeito de Rio Brilhante, Lucas Foroni (PP) posa ao lado de usina de asfalto

Prefeito de Rio Brilhante, Lucas Foroni (PP) posa ao lado de usina de asfalto Arquivo

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Em outubro de 2021, a Prefeitura de Rio Brilhante, no sul do Mato Grosso do Sul, gastou R$ 900 mil de dinheiro público para comprar uma usina de asfalto. A promessa era que com o equipamento próprio, o município economizaria 40% nos custos de pavimentação, segundo publicações com o prefeito Lucas Foroni (PP) amplamente divulgadas. 

Quatro anos depois, a usina nunca tinha funcionado. Estava ao relento, no Parque Industrial da cidade, coberta com lonas, partes espalhadas em dois lotes separados, tudo registrado por técnicos do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) em vistoria realizada em 2023. A promessa de autonomia tinha virado uma peça de museu enferrujado.

Em 23 de abril de 2025, a usina foi a leilão por R$ 850 mil, cinquenta mil a menos do valor pago. Um único licitante fez uma única oferta: R$ 851 mil.

A empresa arrematante era do ramo de usinagem de asfalto e tinha contratos ativos de R$ 16,5 milhões com a Prefeitura, com outro cnpj, do mesmo proprietário, Bruno Cezar de Souza Trindade.

A empreiteira tem mais de R$ 150 milhões em contratos com o governo do EStado, incluindo obras no Pantanal e também o Pólo Industrial em Rio Brilhante, bancado pela Seilog. 

Usina enferruja ao relento

A Usina de Asfalto foi fornecida pela empresa MARGUI MAQUINAS EIRELI, com sede em Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. 

O contrato, assinado em 14 de junho de 2021 pelo então Secretário Municipal de Infraestrutura Paulo Cesar Alves, previa entrega em até 90 dias, garantia de 12 meses e treinamento operacional de no mínimo 10 dias.  

E o equipamento ficou parado.

Quando o Ministério Público abriu Inquérito Civil para investigar a ociosidade e desperdício de verba pública, a Prefeitura se justificou dizendo que as licitações para aquisição dos insumos necessários para operar a usina, massa asfáltica, ligante betuminoso e agregados, tinham ido a deserto. Sem matéria-prima, sem usina funcionando.

A Procuradoria-Geral do Município admitiu, em ofício ao MP datado de 4 de julho de 2024, que a disponibilidade de insumos no mercado regional “poderia e deveria ter sido previamente verificada, mormente no Estudo Técnico Preliminar”, o documento de planejamento que é obrigatório antes de qualquer aquisição pública de grande porte.

Ou seja, a Prefeitura de Rio Brilhante comprou primeiro, verificou a viabilidade depois, e descobriu que não havia viabilidade. O Município confessou uma falha de planejamento que deveria ter impedido a compra.

MP assina acordo com prefeito em 2024

Em 13 de agosto de 2024, depois de quase um ano de investigação, o Promotor de Justiça Alexandre Rosa Luz assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Prefeito Lucas Centenaro Foroni.

O TAC impunha três obrigações principais: em 30 dias, provar que medidas de conservação haviam sido adotadas; em 120 dias, demonstrar viabilidade de consórcio com outros municípios ou iniciar processo de alienação do bem; em 15 dias, instaurar sindicância para apurar a responsabilidade dos agentes públicos envolvidos.

O MP consignou no TAC que, naquele momento, ‘inexistiam elementos que demonstrassem ação ou omissão dolosa’, o padrão exigido pela Lei de Improbidade Administrativa desde a reforma de 2021. 

O documento preservava expressamente o direito do MP de ajuizar ação civil pública, abrir inquérito criminal e propor ação penal a qualquer tempo. O que ocorreu em abril de 2025 mudaria o cenário de forma decisiva.

Arremate da usina

Em 26 de março de 2025, a Prefeitura publicou o Edital do Leilão Eletrônico 001/2025. O Lote 11 era a usina de asfalto e o edital a descrevia em estado de conservação ‘BOM’, com valor estimado de R$ 850 mil. 

A arrematante foi a AVANTE USINAGEM DE ASFALTO LTDA, empresa irmã da Avance Construtora, empresa com contrato milionário para “prestação de serviços para manutenção e conservação de diversas estradas, pavimentadas e não pavimentadas, da malha rodoviária da regional de Rio Brilhante”. 

A sessão do leilão aconteceu em 23 de abril de 2025 e houve um único participante. Um único lance. O valor: R$ 851 mil, exatamente mil reais acima do mínimo estabelecido e R$ 49 mil a menos do que a prefeitura havia pagado. Corrigida pelo IPCA, a perda patrimonial real é estimada entre R$ 230 mil e R$ 427 mil, dependendo da metodologia de cálculo adotada.

A isso some-se o contrato de R$ 16,5 milhões assinado com a AVANTE em março de 2024, para pavimentação e manutenção de vias, exatamente o que a usina deveria ter feito. 

O contrato foi firmado cinco meses antes do TAC que determinaria a alienação do bem. A AVANTE, portanto, estava prestando o serviço que a usina deveria substituir enquanto o MP investigava por que a usina não funcionava. E seis meses depois do TAC, arremataria a própria usina.

Quando o Promotor Alexandre Rosa Luz assinou o TAC em agosto de 2024, ele não sabia que, sete meses depois, a usina seria arrematada por uma empresa do setor com contratos ativos no município, por R$ 1.000 acima do valor mínimo, sem concorrentes.

Prefeitura e AVANTE foram procuradas e não responderam até o fechamento desta reportagem.

contaminação

Saiba como pedir reembolso de produtos Ypê suspensos pela Anvisa

Clientes devem preencher formulário em site da empresa

17/05/2026 12h00

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1, a empresa de itens de limpeza emitiu comunicado, nesta sexta-feira (15), para orientar os clientes sobre como pedir o reembolso ou fazer a troca desses materiais barrados por risco à saúde.

Para isso, os clientes deverão entrar no site da empresa, preencher o formulário (que pede a chave Pix) e equipes responsáveis farão o estorno do valor do produto adquirido.

"A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, a companhia propôs à Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível", informou a companhia, em comunicado.

A determinação da Anvisa, de 15 de maio, estabeleceu que os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1, elencados na Resolução 1.834/2026, não precisariam mais ser recolhidos neste momento, mas deverão permanecer guardados até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes.

Entenda o caso

No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.

Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas com problemas crônicos de pulmão, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.

 Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:

  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças com enzimas ativas Ypê
  • Lava Louças Ypê
  • Lava Louças Ypê Clear Care
  • Lava Louças Ypê Toque Suave
  • Lava Louças concentrado Ypê Green
  • Lava Louças Ypê Clear
  • Lava Louças Ypê Green
  • Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava Roupas Líquido Ypê Express
  • Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
  • Lava Roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava Roupas Tixan Maciez
  • Lava Roupas Tixan Primavera
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de uso geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Lava roupas Tixan Power ACT

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