Quinta, 19 de Outubro de 2017

Capital

Tenente-coronel que matou marido
há 1 mês pede pensão por morte

Itamara tem uma filha 13 anos, que receberá metade da pensão

10 AGO 2016Por RENAN NUCCI E THIAGO GOMES10h:04

A tenente-coronel da Polícia Militar Itamara Romero Nogueira, que no mês passado assassinou o marido, o major da PM, Valdeni Lopes Nogueira, requereu à Agência Previdenciária de Mato Grosso do Sul (Ageprev) o pagamento de pensão por morte. O benefício é previsto no Regime Próprio de Previdência Social do Estado de Mato Grosso do Sul (MSPrev), na hipótese de falecimento do segurado, sendo pago a seus dependentes, no caso à esposa e filhos. 

Lotada no Batalhão de Trânsito, Itamara tem patente hierarquicamente superior um posto àquela que o marido ocupava. Eles ficaram juntos por aproximadamente 15 anos e tem uma filha de 13 anos.

O requerimento da pensão foi protocolado no último dia 4. Pela legislação, a pensão por morte consiste numa importância mensal, com base nos salários, conferida ao conjunto dos dependentes do segurado, quando do seu falecimento. O benefício é rateado entre os dependentes em partes iguais. Nesse caso, a policial ficaria com metade do valor.

O CASO

Itamara matou o marido com tiro, na tarde do dia 12 de julho último, em casa, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. Os dois teriam discutido após o major ter desistido de uma viagem que fariam em férias, no dia seguinte, para o nordeste. 

Uma das alegações é de que o militar teria ido na direção do carro, fora de casa, para buscar sua arma para matar a mulher, momento em que foi baleado por ela. A defesa  sustenta que a tenente-coronel era vítima de violência doméstica. Mas até onde se tem registro, não há denúncias formais, pelo menos fora de sigilo.

Outra versão é de que ela teria agido de forma premeditada para se vingar de supostas traições cometidas por Valdeni. Também há rumores de que Itamara era ciumenta e responsável direta por diversas brigas entre o casal ao longo do tempo de união.

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