Domingo, 19 de Novembro de 2017

PRESÍDIO

Nova medida de segurança pode
gerar risco em presídio da Máxima

Servidores têm sido ameaçados e agentes adotaram novos procedimentos

16 SET 2017Por BÁRBARA CAVALCANTI12h:21

Nova medida de segurança no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande pode gerar protestos de presos e causar tumulto na unidade da Capital, a maior do Estado. O Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinsap) solicitou que servidores de folga ajudassem na contenção de possíveis problemas.

A determinação que passou a valer para hoje suspende a entrada de alimentos aos fins de semana. De acordo com informações do Sinsap, as medidas foram adotadas por tempo indeterminado. Como hoje é o primeiro dia em que os alimentos trazidos pelas famílias serão rejeitados, a categoria teme tumulto, tanto dentro, quanto fora do presídio.

A suspensão de alimentos nos fins de semana no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande foi decidida ontem (15), após reunião do Sindicato e Federação dos Agentes Penitenciários.  

O argumento utilizado foi de que este benefício não está previsto em lei, uma vez que alimentação e produtos de necessidade básicas são fornecidos pelo Estado.  

Com as constantes ameaças e casos de envenenamento de agentes, a partir de agora, o que for trazido pelas famílias não será mais aceito.

O clima de tensão nos presídios do Estado tem aumentado neste mês. Em Campo Grande, uma facção criminosa fez ameaças ao diretor do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima, Paulo da Silva Godoy, escrevendo na calçada da casa dele mensagem: "Cuidado". O caso foi registrado na noite de quinta-feira (14).

Outra situação foi a descoberta de uma lista que constava o nome de cinco servidores da prisão de Três Lagoas que poderiam sofrer ataque. Ambas as situações foram relatadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Agência Estadual de Administração do Sistema Prisional (Agepen).

Em Coxim, um agente sofreu roubo na casa e os criminosos tentaram matá-lo disparando duas vezes, mas a arma falhou.

"No início do ano passado, cinco servidores sofreram tentativa de envenenamento, em seguida um servidor de Naviraí foi alvejado com cinco tiros e hoje precisa de acompanhamento médico. As ameaças não param", informou nota do Sinsap.

A reportagem tentou contato com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, mas ele não atendeu às ligações.

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