Sexta, 24 de Novembro de 2017

Sem nível superior

Em delegacia, estudante de medicina divide cela com outros 22 presos

Ele será transferido para o Presídio de Trânsito nesta segunda-feira

5 NOV 2017Por LUANA RODRIGUES09h:20

Preso desde a  tarde de ontem, o estudante de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 23 anos, divide cela com outros 22 detentos, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) no Centro da Capital. Ele aguarda transferência para o Presídio de Trânsito, marcada para segunda-feira (6).

O universitário dirigia sua caminhonete a mais de 100 km/h na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, e atingiu o Fox onde estava a bacharel em Direito Carolina Albuquerque Machado, e o filho dela, de 3 anos. Carolina morreu no local.

Conforme o delegado Enilton Zalla, como não tem nível superior, João Pedro não tem privilégios na prisão. O estudante divide uma cela, de aproximadamente quatro metros quadrados, com presos por embriaguez ao volante, furto, roubo,  tráfico de drogas e homicídio. O local tem um banheiro, e também é onde os presos recebem as três refeições a que tem direito.

Segundo o delegado, João Pedro será ouvido nas próximas horas, quando deve explicar onde esteve escondido desde o acidente.  Ele era considerado foragido, pois fugiu sem prestar socorro às vítimas e, por isso, teve a prisão preventiva decretada pela justiça.

Amanhã, assim como os demais presos, o estudante passará por audiência de custódia, em seguida será levado ao presídio.

O Portal Correio do Estado apurou ainda que a defesa de João Pedro já entrou com um pedido de liberdade provisória para ele na Justiça. No entanto, o advogado Benedito Figueiredo não atendeu às ligações da reportagem para confirmar a informação.

Carolina Albuquerque Machado. Foto: Reprodução

ACIDENTE

O estudante de medicina é apontado como o motorista que conduzia a caminhonete Nissan Frontier que atingiu veículo VW Fox, na Avenida Afonso Pena, na quinta-feira (2). No acidente, a bacharel em Direito Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos, morreu, e o filho dela, um menino de três anos, ficou ferido.

João fugiu do local sem prestar socorro e era considerado foragido desde sexta-feira (3), quando a Justiça decretou sua prisão preventiva. Após passar pouco mais de 12 horas foragido, o suspeito se apresentou à polícia no sábado a tarde. 

Ele responde por homicídio e omissão de socorro. A investigação sobre o caso ficará a cargo da Terceira Delegacia de Polícia, no Bairro Carandá Bosque. 

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