Cidades

LEGADO

Primeiro presidente do CRM de MS morre aos 94 anos

Carteira do médico Syrzil Wilson Maksoud é a de número 1 em MS

Izabela Jornada

27/09/2017 - 15h39
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Primeiro presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM), sendo o primeiro médico registrado no Estado, fundador do Sindicato dos Médicos no MS e um dos fundadores da Unimed, o médico radiologista Syrzil Wilson Maksoud faleceu ontem (26) aos 93 anos de idade e está sendo velado no saguão do CRM na tarde desta quarta-feira (27).   

Considerado pioneiro em trazer aparelhos modernos para o Estado, o médico foi um dos primeiros a fazer exames de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, no ano de 1951. 

Além de beneficiar a sociedade com a medicina por 66 anos, Maksoud também exerceu cargo político na Capital. Na gestão do ex-prefeito Wilson Barbosa Martins, em 1959, o médico foi secretário de  Educação e Saúde da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Em entrevista ao Correio do Estado, em 2014, Maksoud revelou o segredo de sua longevidade.

“O segredo é não fumar, não beber, comer pouco, dormir cedo, atender as funções do organismo sem exagero e não esquecer de agradecer ao Todo Poderoso a saúde que ele nos der, com toda a humildade. Nós ajudamos Deus a nos ajudar. E como ajudamos a Deus? Fazendo nossa vida controlada. Então, vem a recompensa que Deus nos ajuda também. A oração na minha vida é de muita importância. E na minha atividade como médico ela é mais importante ainda. Eu sempre pedi na oração e agradeci”, disse ele, anteriormente. 

O médico deixou outro legado aos seus filhos. Fundador da empresa de diagnósticos por imagem, Maksoud criou a Di Imagem há mais de 25 anos. A empresa já estava sendo administrada pelos seus filhos, mas mesmo com a idade avançada, o médico não deixava de comparecer ao trabalho todos os dias.

A assessoria do CRM não divulgou onde o médico faleceu e o motivo da morte. 

CONVÊNIO

Prefeitura arruma asfalto danificado pela Sanesul e se livra da conta de água

Acordo de R$ 134 mil prevê tapar buracos causados por serviço de saneamento, enquanto fatura de água dos prédios públicos de Miranda são cortesia de empresa

07/10/2026 11h15

Sanesul

Sanesul Reprodução

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A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul S.A, a Sanesul, realizou um convênio com a Prefeitura de Miranda no valor de R$ 134 mil, para que o município se responsabilize por tapar os buracos criados pela empresa nas ruas durante as prestações de serviço.

O acordo foi divulgado por meio da edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta quara-feira (7), e oficializa a troca de 'favores' entre as partes.

Conforme o documento, o convênio determina que a Prefeitura seja responsável por arrumar o asfalto que tiveram obras da Sanesul e foram prejudicados, com o valor de R$ 134.784,00.

Como troca por se responsabilizarem, a empresa de saneamento compensará o valor nas faturas de água dos prédios públicos municipais que são emitidas pela Sanesul.

O prazo de vigência do convênio é de 24 meses em contagem desde a última segunda-feira (5), quando foi oficializado o acordo com as assinaturas das partes, representadas pelo Prefeito de Miranda, Fabio Santos Florença (PSDB) e os representantes da Sanesul, o Diretor-presidente Renato Marcílio da Silva e o Diretor Comercial e de Operações, Madson Roberto Pereira Valente.

Segundo registro do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2024, o município de Miranda tem pouco mais de 26,4 mil habitantes, divida em população urbana e rural, e deste total cerca de 11 mil habitantes representam a população sem água no município.

Em maio, o Governo de Mato Grosso do Sul, realizou o investimento em parceria com a Sanesul, de um pacote de obras no valor de R$ 176 milhões para saneamento em diversos municípios. Entre as 16 cidades contempladas, Miranda recebeu o valor de R$ 11.029.892 para ampliação e modernização dos sistemas de abastecimento de água.

O convênio de encontro de contas não é o primeiro firmado entre a empresa de saneamento e a Prefeitura. Em 2024, o acordo foi realizado no valor de R$ 76.230,72 a ser compensado nas faturas de água dos prédios públicos e consertos de vazamentos que seriam realizados pela Sanesul, divulgado no DOE, de 15 de agosto daquele ano.

Acordos como estes são comuns entre empresas de saneamento e municípios. Na mesma edição do DOE de 2024, a Sanesul firmou um convênio de valor maior com a Prefeitura de Anastácio, de mais de R$ 94 mil, além de outros com os municípios de Aral Moreira e Dois Irmãos do Buriti, de R$ 29 mil e R$ 28 mil.

Na edição de hoje do DOE, o município de Anastácio também firmou o acordo de encontro de contas, com um valor superior ao de 2024, de R$ 149.760,00 para que a Prefeitura realize a reposição asfáltica, compensada posteriormente nas contas de água dos prédios públicos.

Apesar do valor recebido pela Prefeitura de Anastácio para realizar a obra nas ruas esburacadas pelo serviço de saneamento ser superior ao recebido pela prefeitura de Miranda, o município é menor, com área territorial de cerca de 2.913 km², enquanto Miranda possui uma área de 5.470,975 km².

Ambos os convênios com as Prefeituras de Miranda e Anastácio são geridos por Jader Lins Filho, gestor técnico da Sanesul.

*Saiba

Recentemente, como bem noticiou o Correio do Estado, a empresa de saneamento foi alvo de críticas do Prefeito 'Mais Louco do Brasil', Juliano Ferro, devido a má instalação da rede de esgoto, que a Sanesul teria terceirizado a implantação de esgoto na cidade de Ivinhema.

Amambai

Defron prende suspeito em caso que já apreendeu 1,5 tonelada de maconha

Investigação começou após o DOF apreender 601 quilos de maconha em um trator que seguiria de MS para São Paulo

07/10/2026 11h00

Suspeito foi preso na tarde desta terça-feira (6) e polícia segue atrás de outros envolvidos no esquema

Suspeito foi preso na tarde desta terça-feira (6) e polícia segue atrás de outros envolvidos no esquema Foto: Divulgação

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Em ação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira, a Defron, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em Amambai, um homem investigado por participação no transporte interestadual de maconha, que estava escondido em pneus de tratores agrícolas.

Foi emitido e cumprido um mandado prisão temporária contra o suspeito. Além de um mandado de busca e apreensão, que buscava reunir provas sobre os fatos investigados.

O caso teve início quando o Departamento de Operações de Fronteiras, o DOF, apreendeu 601 quilos de maconha, escondidos nos pneus traseiros de um trator. O maquinário seria levado de Mato Grosso do Sul para o estado de São Paulo. 

A partir dessa apreensão, a Defron passou a investigar outros transportes de máquinas agrícolas com características semelhantes, a fim de identificar casos parecidos. 

Até o momento, a polícia identificou cinco transportes de tratores ligados à mesma linha de investigação. Em dois deles, que tinham como provável destino o estado de São Paulo, os equipamentos foram apreendidos com maconha nos pneus. 

Em um dos tratores, foram apreendidos 601 quilos, enquanto no outro trator foram apreendidos cerca de 890 quilos. Somadas, as duas apreensões chegam a aproximadamente 1,5 toneladas. 

As informações reunidas durante as investigações permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
As informações reunidas durante as diligências permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
 

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