Sábado, 10 de Dezembro de 2016

FLAGRADOS

Preso que tentou fuga da máxima já
tinha fugido pela frente de delegacia

Márcio Rafael foi flagrado tentando sair com três colegas de prisão

17 OUT 2016Por LAURA HOLSBACK10h:16

Um dos presos que tentou fuga da Penitenciária Máxima de Campo Grande tem histórico em situação parecida. Em julho do ano passado, Márcio Rafael de Oliveira Alves, 34 anos, já tinha fugido pela porta da frente da Delegacia de Atendimento à Mulher (Dam) de Três Lagoas. Na época, ele estava preso por homicídio praticado em 2006, injúria, lesão corporal, vias de fato e ameaça, todos no âmbito de violência doméstica.

Márcio e outros três presos, identificados como Ivan Carlos Monteiro Santana, 24 anos, José Rodrigo Pereira da Silva Neves, 21, e Gilmar Bieluczyk Rodrigues, 32, foram flagrados na madrugada de hoje tentando sair por túnel, cavado no banheiro da cela que ocupavam. Além dos quatro, outros sete presos estavam no mesmo espaço, mas não foram vistos tentando escapar.

De acordo com o Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (Sinasp), sistema de monitoramento do presídio detectou a ação dos presos, que já estavam no pátio do estabelecimento penal. Com eles havia ganchos e cordas artesanais feitas com lençóis. O grupo de presidiários foi devolvido em celas e o espaço danificado foi interditado.

OUTRA FUGA

Márcio havia fugido da delegacia da mulher de Três Lagoas, no dia 30 de julho de 2015. Na ocasião, ele estava sozinho na cela quando conseguiu se soltar das algemas e deixou o local pela porta da frente. Duas semanas depois, ele se entregou voluntariamente à polícia.

Desde então, Márcio permanece preso e, de acordo com Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), havia sido transferido de Três Lagoas para a Máxima há quatro dias.

Segundo a Agepen, Márcio cumpre pena pelos crimes de violência doméstica, Gilmar por roubo e Ivan e José por furto. A Agepen abriu procedimento para investigar quem orquestrou a tentativa de fuga do estabelecimento prisional e responsabilizar presos que participaram.

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