Quarta, 24 de Maio de 2017

área interditada

Prefeitura da Capital estuda áreas
do Estado para criar aterros de entulho

Área que era usada no Noroeste não tem licenciamento e está fechada

10 JAN 2017Por RODOLFO CÉSAR19h:35

A desativação, ao menos temporária, do aterro no bairro Noroeste pode motivar que a Prefeitura de Campo Grande discuta com o governo do Estado a doação de dois terrenos para estruturar área para depósito de entulhos.

Essa demanda foi criada porque a Justiça Estadual interditou a atual área por não haver licença ambiental e haver risco para a população que vive no entorno. Moradores do Noroeste também protestam alegando que o espaço desvalorizou as residências na região.

Os empresários donos de caçambas alegam que não têm R$ 400 mil para implantar um aterro particular para armazenar os entulhos recolhidos.

"Caso não tenha impedimento ambiental, uma equipe da prefeitura pedirá a doação da área para resolver o problema", informou nota da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

Hoje, no final da tarde, foi divulgado que o governo municipal montou força-tarefa para tentar solucionar o problema da falta de áreas para depósito de entulhos. O secretário de Governo e Relações Institucionais, Antônio Lacerda, está a frente do trabalho e conversou com o vereador Chiquinho Telles (PSD) e comissão de moradores do Noroeste, que pediram a não reativação do aterro no bairro.

“Estamos buscando uma alternativa, apesar de o problema não ser de responsabilidade da Prefeitura de Campo Grande. Solicitamos a quantidade de caçambas com entulhos para resolver o que está pendente. A partir de então, caberá aos empresários a contratação de um aterro particular", pontuou Antônio Lacerda.

RISCOS

Na reunião com o secretário de Governo, representante dos moradores do Noroeste, Aroldo José Lima, afirmou que os 15 mil habitantes da região da Capital onde fica o aterro enfrentam problemas diários por conta da área reservada para entulhos.

Os principais riscos elencados foram muita fumaça, medo de explosões, além da desvalorização imobiliária. Lima ainda ressaltou que os bairros e adjacências têm problemas com baixo investimento público em saúde, educação e infraestrutura.

ATERROS DISPONÍVEIS

Em Campo Grande há duas áreas com licença ambiental para receber entulho, mas o uso desses terrenos particulares estariam subaproveitados.

Outros aterros, nos bairros José Abrão e Moreninhas, ainda precisam de licenciamento para poderem funcionar. As propriedades do governo do Estado que podem transformar-se em áreas de depósito de entulhos ficam na saída para São Paulo e Sidrolândia, mas precisam ser negociadas.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, José Marcos da Fonseca, ainda sinalizou que pode pedir a caçambeiros que ajudem a denunciar a presença de depósitos ilegais na cidade.

Antônio Lacerda não descartou viabilizar uma parceria público privada para tentar equacionar a situação. O secretário de Infraestrutura, Rudi Fiorese, e o diretor da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), Janine Bruno, também participaram da reunião. Novo encontro pode ser realizado.

Incêndio que atingiu aterro do Noroeste em julho de 2016 e demorou mais de 10 horas para ser apagado. Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado

Leia Também