Cidades

Economia

Preços de hortifrútis sobem quase 90% no mês na Capital

Variação climática puxou a alta nas cotações de produtos comercializados no Ceasa

DANIELLA ARRUDA

03/11/2015 - 00h00
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Fortes variações climáticas nas regiões produtoras e início do período de entressafra impactaram fortemente sobre os preços dos hortifruti comercializados pelas Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa-MS) em outubro. Na média os produtos ficaram até 13,3% mais altos em relação a setembro, mas em alguns itens a alta chega a quase 90% em apenas um mês. A variação supera inclusive a inflação acumulada neste ano na Capital, de 8,18%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes) da Uniderp. 

O chuchu, com alta de 87,8% (o quilo comercializado na Ceasa passou de R$ 1,17 para R$ 2,20), foi o campeão de aumento no período, seguido das folhosas — os preços da alface lisa e crespa subiram até 44,8% e foram de R$1,63 para R$ 2,36 (o preço considera o quilo do produto, comercializado em caixa de 7 kg). Salsa, coentro e rúcula, comercializadas respectivamente por R$ 1,15, R$ 1,79 e R$ 1,79 o maço, tiveram elevação, respectivamente, de 17,7%, 14,8% e 10,9%. Neste mês, o preço médio dos três produtos chega a R$ 1,35 (salsa), R$ 1,99 (rúcula) e R$ 2,06 (coentro).

Outro item que encareceu bastante para o consumidor foi o limão taiti (32,8%). O quilo da fruta avançou de R$ 3,17 para R$ 4,21, destacando que esse é o preço comercializado na Ceasa; no varejo é possível encontrar o cítrico na faixa de R$ 6,00 a R$ 7,00. Já o preço da vagem teve variação de 28,4% (de R$ 4,51 para R$ 5,79 o quilo) e o do tomate longa vida 21,3%, passando de R$ 1,87 para R$ 2,27 (no varejo, o preço ainda tem forte oscilação e há estabelecimentos comercializando o fruto por até R$ 4,50 o quilo). Completam a relação de maiores altas do mês a abóbora cabotiã (13%, de R$ 1,53 o preço subiu para R$ 1,73), o alho branco (12%, de R$ 12,75 para R$ 14,28 o quilo) e o morango (11,3%, de R$ 7,40 para R$ 8,25 o quilo, em média).

*A matéria completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

 

HOMICÍDIO

Jovem é executado com cinco tiros dentro de casa no Interior de MS

Maioria dos disparos acertaram a região do rosto da vítima e polícia ainda investiga caso

29/06/2026 11h30

Alvorada Informa

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Um homem de 21 anos identificado como Matheus de Melo Flores Pinheiro foi morto a tiros enquanto estava dentro de casa durante a noite do último domingo (28). O caso aconteceu em Nova Andradina, a cerca de 300 quilômetros da Capital, na Rua Verani Castro, no Bairro Centro Educacional.

Foto: Alvorada Informa

Segundo as informações de sites locais, o atirador chegou em uma motocicleta não identificada, disparou contra Matheus Pinheiro, também conhecido como "Orelha" e fugiu.

Os vizinhos que ouviram os disparos, acionaram o socorro e as forças de segurança. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi até a o local, mas apenas constatou a morte da vítima. Equipes da Polícia Militar também estiveram no local para colher provas, analisar a cena do crime e possíveis motivações.

A equipe da Polícia Científica constatou após perícia que Matheus Pinheiro foi alvo de cinco tiros, com a maioria na região do rosto.

Há informações, que o jovem havia sido preso na semana passada, em 23 de junho, por ser identificado pichando muros públicos pela cidade.

Foto: Alvorada Informa

Na pichação é possível identificar as siglas da facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas não há confirmação de relação entre sua morte e o caso.

A Polícia Civil do município segue investigando a execução para entender motivação e responsável pelos disparos.

Com informações do jornal Nova News.

MS-040

Buraqueira toma conta de rodovia privatizada pelo governo de MS

Cobrança de pedágio na MS-040 começa só em feveriro do próximo ano, mas a concessionária Caminhos da Celulose já assumiu a rodovia

29/06/2026 11h05

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danos

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danos

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Sob responsabilidade do consórcio Caminhos da Celulose desde o dia 6 de fevereiro deste ano, a MS-040, que liga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, se transformou em uma verdadeira armadilha para os usuário por conta da buraqueira que tomou conta de cerca de 100 dos 230 quilômetros da rodovia. 

O trecho mais crítico, que se esfarela desde que a rodovia foi liberada, em 2015, está entre os quilômetros 100 e 200, principalmente entre o Rio Pardo e o Ribeirão do Lontra. Na sexta-feira à tarde, centenas de buracos tomavam conta do trecho. A reportagem do Correio do Estado flagrou dois veículos com pneus estourados no percurso. 

No dia seguinte começou um serviço emergencial de tapa-buracos. Uma equipe a serviço do consórcio começou a jogar massa asfáltica na buraqueira, mas sem fazer qualquer tipo de recorte na pista ou sem compactação do material. Mesmo assim, a equipe de reportagem voltou a flagrar um veículo com pneu estourado na altura do quilômetro 199 na tarde de domingo.

A rodovia foi construída sem acostamento e na maior parte dela a pista é margeada por meio-fio ou por defensas metálicas. Por conta disso, motoristas que estouram pneus são obrigados a continuar rodando por quilômetros até encontrarem um local seguro para saírem da faixa de rolamento e fazerem os reparos.

Na quinta-feira da semana passada (25), o governador Eduardo Riedel passou por Santa Rita do Pardo, onde participou do lançamento das obras de pavimentação de um novo trecho da MS-040. Boa parte de sua equipe enfrentou o trecho tomado pela buraqueira.

Por coincidência ou não, no sábado foi instensificado o serviço de tapa-buracos e até durante o dia de domingo havia uma equipe fazendo o serviço emergencial no trecho mais crítico. 

PEDÁGIO

A concessionáira Caminhos da Celulose começa a cobrar pedágio somente a partir de fevereiro do próximo ano. Até lá, porém, precisa não só manter as condições de tráfego, mas recuperar a estrada. 

No dia da assinatura do contrato, o Governo do Estado informou que "as obras iniciais que precisam ser atendidas são para conservação rodoviária do pavimento, como flechas, trincas; sinalização horizontal e vertical para proteção e segurança, recuperação de pontes e viadutos, drenagem, pleno funcionamento de bueiros, valetas, meio-fio, estruturas de contenção, substituição de postes, luminárias, limpeza e retirada de entulhos de canteiros centrais e de toda faixa de domínio e conservação das edificações existentes". 

A empresa assumiu o compromisso, segundo o Governo do Estado, de que "as obras dos próximos 100 dias compreendem principalmente os dispositivos de segurança viária. Recuperação de 1.680 metros de proteção contínua (defensa metálica), 22,5 km de revitalização da sinalização, 5 mil tachas refletiva e reposição de 490 placas".

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danosPlaca  instalada na saída de Santa Rita do Pardo para Campo Grande informa que o consórcio já assumiu a rodovia

Na MS-040, porém, os únicos indícios de que a rodovia está sob os cuidados da concessioária são placas próximo ao perímetro urbano de Santa Rita do Pardo e Bataguassu informando início ou fim do trecho sob concessão do consórcio.

Além disso, na sexta-feira à tarde havia um ponto de pare-siga por conta de serviços de roçada da vegetação às margens da rodovia. E era justamente esta o principal promessa da concessionária logo que assumiu os 870 quilômetros no Estado. 

Até agora, porém, boa parte da MS-040 segue com o acostamento tomado por vegetação que supera os dois metros de altura. Em trechos com plantação de eucaliptos é possível perceber que a os responsáveis pela manutenção das florestas fizeram os aceiros para evitar possíveis incêndios florestais. 

E esta vegetação alta dificulta a visualização de animais que frequentemente atravessam a rodovia. Na tarde deste domingo foi possível ver duas antas atropeladas e mortas algumas horas antes. Uma delas estava parcialmente na pista, colocando em risco a segurança dos usuários, já que rodovia não tem acostamento. A outra estava fora da faixa de rolamento. 

A MS-040 faz parte do pacote de 870 quilômetros concedidos à iniciativa privada em leilão realizado no ano passado. Inicialmente o certame foi vencido pelo consórcio Rotas da Celulose. Porém, o segundo colocado recorreu eo o Governo do Estado acabou assinando contrato com o Caminhos da Celulose. A disputa entre os dois grupos ainda está na Justiça. 

O consórcio Caminhos da Celulose é liderado pela XP Investimentos, mas tem como sócios uma série de empreiteiras. Entre elas está a Caiapó, que acabou de vencer uma licitação de R$ 96,3 milhões para asfaltar a 23 quilômetros da MS-134. Em tese, então, a empreiteira já está com o canteiro de obras na região da MS-040.A MS-134 liga a MS-040 aos distrito de Casa Verde, localizado às margens da BR-267.

ROTA DA CELULOSE

E esta rodovia federal, por sua vez, também foi concedida ao consórcio Caminhos da Celulose. E, assim como a MS-040, no últimos meses foi tomada por uma série de buracos entre Nova Alvorada do Sul e a ponte sobre o Rio Paraná, em Bataguassu. O problema chegou à Assembleia Legislativa e o deputado Renato Câmara (MDB) cobrou o DNIT para que recupere a rodovia. 

Além da MS-040 e da BR-267, o consórcio Caminhos da Celulose também assumiu a manutenção da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas, pelos próximos 30 anos. 

Buracos na altura do quilômetro 103 da MS-040 obrigam caminhoneiros a invadirem a pista contrária para afastar risco de danosCaminhoneiro trafega pela contramão para desviar de buraco na MS-040

O contrato prevê, entre outras obras, 115 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas, 12 quilômetros de marginais e 38 quilômetros de contornos urbanos nas cidades de Ribas do Rio Pardo, Água Clara e Bataguassu. 

A previsão é de que a cobrança de pedágio, a partir de fevereiro do próximo ano, seja automático (Free-Flow), sem cabines de cobrança. Ao passar pelo pórtico de pedágio a cobrança será realizada conforme a escolha do motorista.

As opções são por TAG eletrônica afixada no parabrisa do veículo, site ou aplicativo da concessionária ou mesmo por pontos físicos ao longo da rodovia (postos de atendimento, SAU, postos de combustíveis ou restaurantes credenciados).

 

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