Cidades

VIOLÊNCIA

Policial interferiu depois de ver pai agredir criança de 2 anos com tapa no rosto

Policial interferiu depois de ver pai agredir criança de 2 anos com tapa no rosto

VÂNYA SANTOS

03/10/2015 - 20h15
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Em entrevista exclusiva ao Portal Correio do Estado, o policial de 39 anos, que preferiu não se identificar, contou que resolveu intervir depois que presenciou George da Silva Freitas, de 28 anos, desferindo um tapa no rosto do filho, de apenas dois anos. O fato aconteceu na noite de sexta-feira (2), no estacionamento do Mercado Mister Júnior, no Bairro Estrela do Sul, em Campo Grande.

O policial contou que esperava a filha sair do mercado, quando viu um rapaz empurrando um carrinho de compras com um garoto acomodado no bebê conforto. Em seguida, ouviu a criança chorando e ao olhar novamente presenciou o pai desferindo um tapa no rosto do menino.

“Um tapa no rosto de uma criança, você não vai ponderar se foi forte ou não porque é uma violência”, explicou, contando que ao se aproximar se identificou e perguntou o motivo da agressão.

George então teria respondido que ele era o pai e educava do jeito que achava melhor. Neste momento, foi informado que havia praticado crime e recebeu voz de prisão. “Ele estava sozinho com a criança. Depois saíram do mercado a esposa, uma senhora e outra criança. Nenhum familiar presenciou a agressão, nem a prisão. Quando a esposa se aproximou eu expliquei que o marido havia agredindo o menino e por isso estava preso”.

O policial contou que Lana Duarte, 24 anos, defendeu o marido, considerou justa a agressão e ameaçou processá-lo.

“Eu só algemei o pai porque ele foi conduzido em um carro particular até a Depac Centro”, esclareceu o policial, que também considerou prudente o uso das algemas porque George relutou em atender ordem de prisão e encostar no veículo para ser submetido a revista pessoal, que é procedimento de segurança.

Na unidade policial foi elaborado Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), assinado por George, que se comprometeu a comparecer em juízo e foi liberado. O caso foi registrado como maus tratos qualificado porque a vítima é menor de 14 anos.

EXEMPLO E RESPEITO
Policial há 11 anos e pai de quatro filhos, ele disse que educa com bons exemplos e com respeito. “Não é necessário agredir daquela forma para educar, quanto mais uma criança de dois anos”, ponderou.

Com relação a humilhação que a família do garoto disse ter sofrido, o policial rebateu: “a única pessoa que foi humilhada foi a criança, que levou um tapa no rosto em público a pretexto de apanhar para não virar bandido. Com base na experiência que tenho como policial, posso dizer que as pessoas que prendo e que se envolvem no mundo do crime foram agredidas quando criança”.

OUTRA VERSÃO
Lana contou ao Portal Correio do Estado que fazia compras com o marido, o filho e a mãe. Depois de tudo comprado, ela foi para o caixa e pediu para que o marido levasse o menino até o carro, depois de ele começar a fazer birra e tentar se jogar no chão.

"Criança não pode ver brinquedo, que já quer. Meu filho começou a querer, se jogar do carrinho e como eu estava no caixa, pedi para o meu marido já ir para o carro", disse a mulher.

Segundo a jovem, o filho continuou a espernear e comia um "salgadinho". Sujo com os farelos do alimento, a criança começou a ser limpa pelo pai. O marido limpou a boca da criança e deu um tapa de advertência na perna do menino. Foi aí que toda a confusão começou.

"O policial perguntou ao meu marido por que ele estava batendo na criança. Meu marido respondeu que estava educando o nosso filho. Nesse momento, o policial disse que era proibido bater em crianças e deu voz de prisão ao meu marido", disse Lana.

De acordo com Lana, a ação do policial ocorreu em frente da mãe da jovem, dos filhos, sobrinho e todos os clientes do mercado.

caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

serviço público

Apesar do tarifaço, Energisa informa queda significativa no lucro

Contas de energia subiram 12,1% em 22 de abril e mesmo assim a concessionária reportou em seu balanço uma retração de 66% no lucro do segundo trimestre do ano

08/08/2026 16h32

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

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Apesar do aumento 12,1% nas tarifas a partir do dia 22 de abril, a Energisa de Mato Grosso do Sul informou queda de 41% no lucro do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado. Uma das principais explicações é o aumento nos gastos com o pagamento de juros, conforme balanço disponibilizado nesta sexta-feira (7).

A concessionária, que distribui energia para os moradores de 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, disse ter obtido lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro semestre do ano passado, ante R$ 152,4 milhões nos primeiros seis meses deste ano.

O aumento da tarifa entrou em vigor am 22 de abril, duas semanas depois da data inicialmente prevista. E foi justamente depois disso que foi registrada a maior queda no lucro, da ordem de 66%. No segundo trimestre do ano passado (abril, maio e junho), o lucro líquido oficial foi de R$ 108 milhões. Agora, no mesmo período, de R$ 36 milhões. 

Mas, se for considerado apenas o chamado lucro líquido ajustado recorrente, que é op ganho final da empresa, já livre de eventos extraordinários e que é utilizado para para mostrar aos donos e investidores o lucro real e contínuo do negócio, a que da foi ainda maior, de 57%. Ele recuou de R$ 194 milhões para R$ 83 milhões entre um semestre e outro. 

E, de acordo com os dados oficiais, as chamadas despesas financeiras (principalmente pagamento de juros) saltaram de R$ 319 milhões para R$ 439 milhões. Essa diferença a maior de R$ 121 milhões é superior à queda no lucro, que nominalmente foi de R$ 107 milhões.

Estes gastos com juros são muito mais do que uma mera questão contábil.  O custo de captação de recursos das concessionárias de serviços públicos (como energia elétrica) impactam diretamente a tarifa paga pelos consumidores e essa foi uma das explicações para o aumento superior a 12% aplicado em abril.

Se for computada a receita operacional bruta deste ano, ela apresentou crescimento de 6,3%, passando R$ 3,274 bilhões para R$ 3,482 bilhões. O índice é inferior ao do reajuste tarifário, mas supera o crescimento da venda de energia, que teve um acréscimo de 3%, passando de 3.189 gigabites para 3.292.

E por conta desta ligeira alta no volume de energia vendido pela concessionária, a arrecadação de ICMS, o principal imposto dos cofres estaduais, também teve pequeno acréscimo, de 1,3%, ficando abaixo do índice da inflação. Nos primeiros seis meses do ano passado foram recolhidos R$ 411,6 milhões, ante R$ R$ 417 milhões. 

Renovação do contrato

O serviço de distribuição de energia foi privatizado em Mato Grosso do Sul em dezembro de 1997. Porém, a Energisa chegou somente em 2014, depois de incorporar a Rede Energia. Desde então, segundo a empresa, foram destinados R$ 5,4 bilhões à modernização e expansão da rede, à construção de subestações e à melhoria do fornecimento.  

No dia 8 de maio, quando da assinatura da ampliação do contrato de concessão até dezembro de 2057, a direção da empresa prometeu investir R$ 4,4 bilhões nos próximos cinco anos. O valor representa um aumento de cerca de 20% na média anual na comparação com os anos anteriores. 

Do total de investimentos previstos para os próximos cinco anos, R$ 2,2 bilhões devem ser destinados à expansão das redes, viabilizando 125 mil novas ligações para que mais famílias e novos empreendimentos tenham acesso ao serviço de energia elétrica. Outros R$ 2 bilhões serão investidos em obras de melhoria e modernização das redes, propiciando maior qualidade, eficiência e segurança para todos os clientes. 

Em 2025, a Energisa teve lucro líquido de R$ 407 milhões, conforme o balanço da concessionária. No ano anterior este montante havia sido de R$ 603,7 milhões. Uma  das explicações para este recuo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explicou a empresa. 
 

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