Cidades

sem lei

Parquímetro não precisa ser aferido e gera
dúvida em usuários na Capital

Serviço rotativo de estacionamento no centro foi implantado em 2003

DA REDAÇÃO

29/08/2016 - 05h00
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Sem regulamentação para a aferição de parquímetros, os condutores de Campo Grande não tem certeza se pagam o justo pelo estacionamento do centro da Capital.

De acordo com a diretoria técnica do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), embora sejam instrumentos de medição, não existe legislação que possa ser utilizada para dar garantia de que os parquímetros cobram os minutos corretamente.

Conforme a prefeitura, atualmente, existem 2.250 vagas do serviço de estacionamento regulamentado, na Capital.

Os parquímetros em funcionamento na região central foram instalados no ano de 2003. Desde então, a mesma empresa explora o serviço, a Flexpark. 

*Leia reportagem, de Tainá Jara, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

 

Chuva

Fevereiro de 2026 é o mais chuvoso dos últimos dez anos em Campo Grande

Marca foi alcançada quatro dias antes do mês terminar

25/02/2026 14h00

O grande volume de chuva causou transtornos em toda a cidade

O grande volume de chuva causou transtornos em toda a cidade FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O mês de fevereiro de 2026 se consolidou como o mais chuvoso da história de Campo Grande antes mesmo do fim dos 28 dias. 

O posto, ocupado anteriormente pelo mês no ano de 2019, quando choveu um acumulado de 251,4 milímetros, foi ocupado pelo mês atual nesta quarta-feira (25). Até agora, já choveu na Capital sul-mato-grossense um total de 264,8 milímetros. O volume esperado era de 180 milímetros, valor que foi alcançado tranquilamente no último dia 19. 

O segundo maior valor depois do alcançado em 2019 foi observado no ano de 2023, quando o volume de precipitação em Campo Grande no segundo mês do ano foi de 249,4 milímetros. 

O valor foi superado na madrugada desta quarta-feira, após um acumulado de 5,8 milímetros à 1h. 

Na última segunda-feira (23), o volume de chuva mensal na cidade já era mais que o dobro do volume no mesmo mês em 2025, quando choveu 116,8 milímetros. 

Os volumes nos meses de fevereiro desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 2017 em Campo Grande foram:

  • 2017: 91 mm
  • 2018: 206 mm
  • 2019: 251,4 mm
  • 2020: 227,2 mm
  • 2021: 116,2 mm
  • 2022: 73,2 mm
  • 2023: 242,2 mm
  • 2024: 104,6 mm
  • 2025: 116 mm
  • 2026: 264,8 mm (até agora)

A marca deste mês também é a quarta maior registrada entre os maiores acumulados na cidade na última década, ficando atrás dos acúmulos em:

  • Janeiro de 2021: 383,6 mm;
  • Janeiro de 2023: 328,6 mm; e
  • Dezembro de 2017: 273,8 mm.

Estragos

As consequências do grande volume de chuva na cidade são observadas há tempos. Além da buraqueira, problema comum na Capital, enchentes e alagamentos têm sido mais frequentes. Bastam poucos minutos de chuva para bairros sofrerem com enxurradas e, posteriormente, lama e sujeira. 

Desde o início do mês, trechos da cidade já alagaram como a Avenida Gunter Hans, a Avenida Costa e Silva, regioões dos bairros Portal Caiobá 2, Seminário, Nasser, Coophasul, Coophatrabalho, Santo Amaro, Zé Pereira, Jardim Centro Oeste, entre outroas.

Uma força-tarefa para tampar os buracos na Capital já vem sendo exercida, com, pelo menos, 60 mil buracos tampados até agora, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura da cidade. 

No entanto, para a Prefeita Adriane Lopes (PP), "não tem o que fazer" com relação aos estragos causados pelas chuvas. Em coletiva na última terça-feira (24), Adriane afirmou que, por enquanto, é preciso esperar a chuva passar. 

"Não conseguimos, neste exato momento, fazer cascalhamento nem arrumar as estradas e vias que não estão pavimentadas porque o solo está encharcado. Dificilmente as equipes conseguirão trabalhar neste momento. Atola, está tudo encharcado. Agora temos que esperar esse período de chuvas passar e recuperar os danos", afirmou. 

A prefeita também alegou que as chuvas trouxeram problemas novos e alagamentos em trechos novos. 

"São situações novas que vão surgindo porque a cidade vai impermeabilizando e a gente vai vivenciando novos tempos". 

Para ela, uma das soluções é a implementação de novas bacias de contenção que já estão no planejamento e em execução. No mais, a Secretaria de Obras afirmou tem atendido todos os chamados da população para corte de árvore, limpeza, remoção de entulho, de sujeira, limpeza de boca de lobo, entre outras atividades. 

Previsão

Como já noticiado pelo Correio do Estado, Mato Grosso do Sul está em alerta de perigo para chuvas intensas até a sexta-feira (27). As condições esperadas são de volumes de chuva podendo chegar a 50 milímetros por dia, acompanhados de rajadas de vento e tempestades pontuais. 

Entre a quinta-feira (26) e sexta-feira (27), a previsão indica um tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade, mas não estão descartadas pancadas de chuvas e tempestades pontuais. 

A formação de um novo ciclone extratropical na altura do oceano Atlântico Sul entre a quarta (25) e a quinta (26) impulsiona um sistema de alta pressão atmosférica pós-frontal, que contribui para um tempo mais seco e temperaturas mais baixas no início do dia, chegando a 18ºC, condição esperada especialmente nas regiões mais ao sul do Estado. 

Nas regiões Pantaneiras e Sudoeste, as máximas voltam a subir e chegam a 34ºC, e no Bolsão, Norte e Leste, chegam a 33ºC. 

Em Campo Grande, as mínimas variam entre 19ºC e 21ºC e as máximas ficam entre 29ºC e 31ºC. 

MATO GROSSO DO SUL

MPE recomenda que vereadora evite ações midiáticas em sua atuação

Entre as orientações, é recomendado que a vereadora se abstenha de abordar servidores de maneira considerada inconveniente, intimidatória ou vexatória e de realizar gravações de áudio e vídeo, entre outros

25/02/2026 12h25

Recomendações vão desde se abster a ingressar em áreas de acesso restrito sem autorização, de abordar servidores de maneira considerada inconveniente

Recomendações vão desde se abster a ingressar em áreas de acesso restrito sem autorização, de abordar servidores de maneira considerada inconveniente Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que a vereadora Isa Jane Marcondes (Republicanos), de Dourados, deixe de utilizar as redes sociais e outros meios de comunicação para divulgar o que classificou como “acusações genéricas” e “julgamentos midiáticos” contra servidores públicos, especialmente da área da saúde.

A recomendação foi expedida pelo promotor Luiz Eduardo Sant’Anna Pinheiro, da 16ª Promotoria de Justiça de Dourados, no âmbito de um procedimento preparatório instaurado após representações feitas por entidades como o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul e o Conselho Regional de Medicina do Estado.

De acordo com o site Dourados News que teve acesso ao documento, o MPMS aponta que a parlamentar tem atribuído, de forma precipitada, supostas falhas administrativas a servidores específicos, expondo profissionais durante o exercício de suas funções. Segundo o promotor, as condutas relatadas vêm causando constrangimento, além de perturbar o funcionamento regular das repartições públicas.

Entre as orientações, é recomendado que a vereadora se abstenha de ingressar em áreas de acesso restrito sem autorização, de abordar servidores de maneira considerada inconveniente, intimidatória ou vexatória e de realizar gravações de áudio e vídeo que exponham imagens de pessoas dentro das unidades públicas.

O órgão também orienta que ela não interrompa, burle ou cause qualquer embaraço a atendimentos médicos, procedimentos ou atividades em andamento, garantindo que a fiscalização ocorra sem prejuízo à prestação do serviço público.

O prazo para que Isa Marcondes responda formalmente à recomendação, informando as medidas adotadas, é de 10 dias úteis a partir da notificação. O descumprimento pode resultar na adoção de medidas judiciais.

Caso na UPA

O episódio mais recente envolvendo a vereadora ocorreu no dia 31 de janeiro, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Afrânio Martins, em Dourados. Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, um grupo de profissionais da unidade protocolou denúncia coletiva na Câmara Municipal no dia 5 de fevereiro.

No documento, os servidores acusam a parlamentar de ter entrado na área de repouso da equipe, espaço restrito e destinado ao descanso regulamentar dos trabalhadores e de ter feito gravações sem autorização. Segundo a representação, a ação teria configurado assédio e violação de privacidade.

Os profissionais também contestam a narrativa de negligência associada às imagens divulgadas nas redes sociais. De acordo com eles, a UPA funciona em regime de revezamento: enquanto parte da equipe está em intervalo, outra permanece responsável pelo atendimento, sem prejuízo ao fluxo assistencial.

A denúncia foi recebida pela Câmara e, em sessão realizada na segunda-feira (23), os vereadores acataram o pedido de apuração, encaminhando o caso para análise da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

Limites da fiscalização

Na recomendação, o promotor ressalta que a fiscalização dos serviços públicos pode ser exercida por qualquer cidadão e é prerrogativa dos membros do Poder Legislativo. No entanto, destaca que essa atuação deve respeitar direitos e garantias fundamentais, como a dignidade, a imagem e a presunção de inocência dos servidores.

O documento também menciona o aumento de episódios de violência e hostilidade contra profissionais de saúde no país e alerta que exposições públicas com acusações genéricas podem fomentar desconfiança e animosidade da população contra os trabalhadores.

O MPMS orienta ainda que, caso a vereadora identifique indícios de irregularidades ou atos de improbidade administrativa, formalize as denúncias de forma circunstanciada e com elementos de prova, encaminhando-as aos órgãos competentes, como o próprio Ministério Público, o Tribunal de Contas, a Controladoria-Geral do Município ou a corregedoria responsável.

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