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Segunda, 25 de Setembro de 2017

CULTURA

Para "preservar a obra", quadro
polêmico volta a ser exposto no Marco

Pintura fica no museu até domingo (17), quando amostra se encerra

16 SET 2017Por JONES MÁRIO18h:14

O quadro intitulado “Pedofilia”, da artista Alessandra Cunha, conhecida como Ropre, voltou às paredes do Museu de Arte Contemporânea (Marco) neste sábado (16).

A obra de arte havia sido apreendida pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), após registro de boletim de ocorrência por apologia ao crime que dá nome à tela.

De acordo com o delegado da DEPCA, Fábio Sampaio, o quadro foi devolvido para o titular da Secretaria de Cultura e Cidadania (Secc), Athayde Nery, que ficará como fiel depositário do item. 

“Entendemos que poderíamos fazer esse depósito para preservar a obra, para que fique em condições adequadas. Um quadro como este precisa ficar em uma certa temperatura para não danificá-lo e na delegacia não oferecemos esta estrutura”, disse.

Na sexta-feira (15), Sampaio havia informado que a obra de arte era considerada objeto de um crime, e que por isso seria mantida em posse da polícia até decisão judicial.

Conforme a diretora do Marco, Lucia Mont Serrat, a obra retornou ao Marco no início da tarde deste sábado. O secretário Athayde Nery foi responsável por pendurar o quadro na parede. A exposição da qual o item faz parte, chamada “Cadafalso”, teve classificação indicativa alterada: de 12 para 18 anos.

A amostra se encerra neste domingo (17), quando termina a segunda temporada de exposições no Marco. Segundo o Presidente da Associação Sul-mato-grossense de Arte Educadores (Asmae), Cassiano Lima, está programada uma visita em massa como ato simbólico.

“Estamos convocando professores de arte, sociedade civil para visitar a exposição. Não é uma ato de repúdio ao que aconteceu [apreensão do quadro], mas sim, um ato de apoio ao Marco e ao fortalecimento das artes”, destacou.

A tela “Pedofilia” mostra uma menina ladeada por dois homens nus. A exposição que integra tem 32 telas da artista Alessandra Cunha, que é de Uberlândia (MG). 

CASO

A apreensão do quadro foi feita após deputados estaduais reclamarem que exposição estaria incentivando crime contra crianças e adolescentes. Os parlamentares Coronel Davi (PSC), Paulo Siufi (PMDB) e Herculano Borges (SD) foram até a DEPCA, na quinta-feira (14), e registraram boletim de ocorrência cobrando providências das autoridades.

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