Quarta, 28 de Setembro de 2016

REIVINDICAÇÕES

Greve completa 15 dias e bancos
seguem sem previsão de retorno

Sexta-feira teve a última reunião e proposta da Fenaban foi negada

20 SET 2016Por LAURA HOLSBACK10h:07

Passaram-se duas semanas, oito rodadas de tentativa de negociação, mas sem comum acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), bancários continuam em greve e, hoje, a paralisação completa 15 dias. A greve é nacional e em Campo Grande das 160 agências existentes, há atendimento ao público em somente 22 delas. Funcionários organizam protesto por ruas do Centro da Capital, para as 16h desta terça-feira.

Na semana passada, a Justiça do Trabalho, atendendo a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) determinou que voltassem ao trabalho pelo menos 30% do efetivo dos bancários que atuam em unidades conveniadas com o Poder Público. A justificativa foi que o serviço se faz necessário para cumprimento de mandados judiciais envolvendo pagamento e liberação de valores depositados em contas judiciais.

Em nota, o sindicato da classe de trabalhadores informou que desde o primeiro dia "cumpre rigorosamente o que determina a Lei 7.783''. Serviço como compensação bancária está normalizado, defende.

ÚLTIMA REUNIÃO

Na sexta (16), a federação ofereceu aos bancários reajuste salarial de 7% e abono de R$ 3,3 mil. No entanto, a categoria pede reposição da inflação de 9,57% e mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24), participação nos lucros, combate à meta abusiva, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, segurança e melhores condições de trabalho. Sem acordo, não há data prevista para nova reunião.

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