Cidades

Desacato

Mulher resiste à prisão e manda polícia prender senador Delcídio do Amaral

Suspeita estava ameaçando clientes e funcionários em supermercado

Continue lendo...

Evanileide da Silva Barros, 26 anos, foi presa depois de ameaçar com uma faca clientes e funcionários do supermercado Comper, na tarde deste domingo (28), em Campo Grande. Antes de ser presa, ela resistiu e mandou a polícia prender o senador Delcídio do Amaral (PT), investigado na Operação Lava Jato.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher estava no supermercado, que fica rua Joaquim Murtinho, armada com uma faca de aproximadamente 20 centímetros. Sem motivo aparente, ela começou a ameaçar clientes e funcionários que tentavam colocá-la para fora do estabelecimento.

A Polícia Militar foi acionada e quando chegaram ao local, ela se recusou a sair do local e passou a chamar os militares de corruptos.

Ao ser advertida que poderia responder por desacato, ela voltou a xingar a guarnição, além de dizer “vão prender o Delcídio do Amaral”.

Em seguida, a mulher tentou correr, mas foi alcançada e contida pelos policiais, momento em que passou a agredi-los. Foi preciso algemá-la.

Quando estava sendo colocada no compartimento de presos da viatura, uma mulher que passava pelo local se apresentou como juíza de direito e mandou que os militares tirassem a algema da mulher. A solicitação foi atendida, porém, foi necessário uso de força para colocá-la na viatura, já que ela estava resistindo à prisão.

A suspeita foi encaminhada para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro. A juíza também compareceu à delegacia e foi orientada sobre os procedimentos cabíveis no caso. Evanileide foi indiciada por ameaça, desacato e resistência.

Operação Gutenberg

Grupo de empresários fraudou mais de R$ 27 milhões em compra de livros

Investigação aponta que organização criminosa subornava servidores públicos para direcionar licitações e até condicionar vagas em hospitais

07/07/2026 09h50

Investigação apura crimes contra a administração pública

Investigação apura crimes contra a administração pública Divulgação/MPMS

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a operação “Gutenberg”, que tem como objetivo o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Entre os investigados está o ex-prefeito de Fátima do Sul e chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Junior Vasconcelos.

Esquema

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era dividida entre seus integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

Ademais, o MPMS constatou, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Nomenclatura

O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

OPERAÇÃO

Em Campo Grande, GAECO investiga chefe de gabinete de deputado

Alvo da operação, Junior Vasconcelos é chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name e ex-prefeito de Fátima do Sul

07/07/2026 09h15

Deputado Jamilson Name e o chefe de gabinete Junior Vasconcelos

Deputado Jamilson Name e o chefe de gabinete Junior Vasconcelos Divulgação: ALEMS

Continue Lendo...

Na manhã desta terça-feira (7), equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), que faz parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), realizou uma operação em prédios residenciais, em Campo Grande. De acordo com informações preliminares, a alvo das investigações é Junior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e atualmente ocupa o cargo de chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP).

Deputado Jamilson Name e o chefe de gabinete Junior Vasconcelos
Residencial Olavo Bilac, onde ocorreu uma das batidas do GAECO / Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado 

As equipes do GAECO fizeram batidas no edifício Olavo Bilac, localizado na Avenida Ricardo Brandão, no gabinete do deputado Jamilson Name, no Complexo Regulador Estadual (Core) e em uma construtora chamada Incorpore Realty, que está na rua Dr. Arthur Jorge, no bairro São Francisco.

Além da equipe do GAECO, uma viatura do Batalhão de Choque da Polícia Militar faz buscas no prédio do Core. Mais informações ainda estão sendo apuradas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).