Cidades

CAMPO GRANDE

Motorista de ônibus escolar mata
cachorro atropelado e gera revolta

Fato aconteceu na tarde de ontem, perto de escola da Capital

LAURA HOLSBACK

07/07/2016 - 09h28
Continue lendo...

Atitude de motorista de ônibus escolar, que conforme denúncia teria sido proposital, gerou revolta a moradores da Rua Plutão, na Vila Planalto, em Campo Grande. Ele é apontado como autor da morte de cachorro, depois de atropelamento, que ocorreu na tarde de ontem (6), próximo da Escola Municipal Professor Nelson de Souza Pinheiro. Além disso, o motorista teria o hábito de dirigir imprudentemente, expondo a riscos a segurança de crianças que transporta, conforme relatos.

Testemunha, de 30 anos, conta que o condutor, que atua para empresa particular, chegava à escola com crianças dentro do ônibus quando atropelou o animal que atravessava a via pública. Ele teria sido alertado por pessoas sobre o cachorro na rua e mesmo assim não reduziu a velocidade. “Passou em cima com gosto. Anotei a placa e tenho o nome dele. Queremos providências. Dessa vez foi cachorro, na próxima pode ser uma criança”, lamentou a moradora que teme represálias, por isso teve o nome preservado.

A mulher conta, ainda, que alunos transportados diariamente pelo motorista reclamaram de imprudências no trânsito. “Pediram para caso eu falasse com o patrão, era para dizer que o motorista é estúpido, corre demais e quando freia as crianças caem”, cita.

A testemunha disse que levou a denúncia ao conhecimento da direção da escola, que não teria se posicionado se irá apurar o fato. A reportam do Portal Correio do Estado procurou responsáveis, na manhã de hoje, que ficaram de retornar a ligação com resposta, o que não houve até a publicação da matéria.  

O atropelamento e morte do animal deve ser denunciado hoje à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e de Proteção a Turistas (Decat).

ACIDENTE AÉREO

Avião bimotor cai em manhã de neblina em Campo Grande

Aeronave caiu nas primeiras horas da manhã e agentes empregaram até mesmo uso de drones na tentativa de localizar os destroços

03/07/2026 09h01

Aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca da empresa de táxi aéreo Amapil

Aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca da empresa de táxi aéreo Amapil Paulo Ribas/Correio do Estado

Continue Lendo...

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul foram mobilizadas nas primeiras horas desta sexta-feira (03) em Campo Grande, que amanheceu sob forte neblina, para atender ocorrência de queda de aeronave registrada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria.

In loco, a equipe do Correio do Estado constatou que a queda aconteceu em uma área privada. No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave entre 06h30 e 06h45 de hoje (03). 

"Escutei um barulho, no nosso conhecimento percebemos que parecia aeronave que iria retornar à nossa base ou a algum outro local, e aí depois uma explosão com a queda e tudo. Saí correndo, tentei, de qualquer forma sair pra ver se tinha alguma fumaça para tentar ajudar alguma coisa, e nada, não tem fumaça, nem fogo. Mas houve aquela sensação de queda e acabei de confirmar que foi realmente um avião da Amapil", afirma. 

O nome citado por Eder trata-se da empresa que têm suas atividades voltadas para táxi aéreo, prestando inclusive o serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea, e que possui em sua frota uma série de aviões bimotores. 

Ainda conforme passado inicialmente pelo proprietário da pista privada, a aeronave que teria caído trata-se de um avião Seneca. Em sua frota a Amapil traz justamente um Embraer 810D, um bimotor que têm capacidade de pousar nas mais diversas superfícies, como grama, asfalto ou até mesmo na terra. 

In loco, a equipe do Correio do Estado apurou que pelo menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e até mesmo o uso de drones foram empregados para auxiliar os agentes na procura pelo local da queda. 

Até o momento não há confirmação sobre a quantidade de envolvidos no acidente e sobre o resgate de qual seria essa tripulação. 

Queda no aeroporto Santa Maria

Espaço que está longe de ter a movimentação de aeronaves e o fluxo de passageiros que recebe, por exemplo o próprio Aeroporto Internacional de Campo Grande, esse ponto na Capital já serve de "auxílio" e desde 2012 o Santa Maria deixou de ser um simples aeródromo para integrar a categoria da "prateleira de cima". 

E vale lembrar que esse não é o primeiro acidente aéreo registrado na região pois, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo o helicóptero do Governo do Mato Grosso do Sul chegou a cair nas imediações há cerca de dois anos. 

Essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilitasse pousos noturnos. 

Antes disso, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente da Cidade Morena. Nessa época, cabe ressaltar, que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria.

O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pousos, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros. 
 

Assine o Correio do Estado

INFRAESTRUTURA

Novo "barão" do tapa-buraco tem R$ 116 milhões em contratos

Empresa RR Barros Serviços e Construções Ltda. acumula quatro obras em andamento, mas já executou outros cinco acordos comerciais com o município

03/07/2026 08h00

Serviço de tapa-buraco de Campo Grande deve ser retomado neste mês com novas frentes, segundo promessa feita pela prefeitura

Serviço de tapa-buraco de Campo Grande deve ser retomado neste mês com novas frentes, segundo promessa feita pela prefeitura Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A empresa RR Barros Serviços e Construções Ltda. vai “herdar” os quatro contratos de tapa-buracos que estavam sob a responsabilidade da Construtora Rial (agora Força Engenharia), porém, além deles, ela já responde por outros quatro acordo comerciais em andamento com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, que somados chegam a quase R$ 116 milhões (R$ 115,9 milhões).

O novo “barão” do tapa-buraco já realizava o serviço em três regiões da Capital: Centro, Prosa e Lagoa.

Agora, com o acerto feito com a prefeitura após o escândalo de corrupção envolvendo a antiga Construtura Rial, o grupo ficará responsável também pelas regiões Anhanduizinho, Segredo, Bandeira e Imbirussu, como mostrou matéria do Correio do Estado de ontem.

Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura de Campo Grande, a empresa tem vínculo ativo com o município em quatro frentes. Além dos três contratos de tapa-buraco, ela também é responsável pelo recapeamento de ruas na região do Bandeira, contrato que foi celebrado este ano e tem validade de um ano.

O maior contrato da RR Barros Serviços e Construções Ltda. é justamente um que prevê tapa-buraco. A empresa deve receber R$ 53,1 milhões pela manutenção das vias na região do Prosa.

No entanto, este valor representa o acumulado de cinco anos, já que ele foi assinado em 2022 e recentemente recebeu um aditivo que o coloca válido até julho de 2027.

Ainda conforme o Portal da Transparência, a empresa ainda acumula outros quatro contratos que já foram encerrados, no valor de R$ 27.192.667,27.

A RR Barros ainda teve um contrato de remoção de ondulações transversais, no valor de R$ 818.495,99, rescindido com o município, em agosto de 2022, apenas seis meses após a assinatura.

Serviço de tapa-buraco de Campo Grande deve ser retomado neste mês com novas frentes, segundo promessa feita pela prefeitura

TAPA-BURACO

Reportagem do Correio do Estado mostrou que a empresa assumirá o serviço de tapa-buraco nas outras quatro regiões de Campo Grande, ficando ela responsável unicamente por toda a operação na Capital, em razão de um pedido da Construtora Rial para suspender a execução dos contratos.

O fato ocorreu justamente após a Operação Buraco Sem Fim, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que levou à prisão o proprietário da empresa, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, que só foi solto no mês passado, após um mês na cadeia.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a decisão de entregar os trechos para a RR Barros Serviços e Construções Ltda. foi tomada após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizar “a adoção de medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais de manutenção urbana em regiões que ficaram sem cobertura contratual”.

A prefeitura ainda afirmou que este contrato não será um novo acordo, apenas a extensão do celebrado com a antiga Construtora Rial. O termo terá duração de seis meses, segundo a Sisep.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).