Quarta, 28 de Setembro de 2016

TRABALHA DE GARÇOM

Maníaco que criava personagem para
atacar vítimas recebe condenação

João Carlos Ribeiro da Costa foi condenado por cinco acusações

20 SET 2016Por RODOLFO CÉSAR17h:46

O garçom João Carlos Ribeiro da Costa, de 35 anos, recebeu pena de mais de 60 anos por cinco crimes de estupro e roubo. O condenado usava salas de bate-papo para atrair vítimas e mantinha lista com perfil de suas vítimas.

A sentença foi proferida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, Wilson Leite Corrêa, com correspondência às cinco acusações.

O garçom está preso desde o começo de outubro do ano passado. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) investigou os estupros em série que aconteceram entre julho e setembro do ano passado na Capital. Costa morava no Jardim Morenão e acabou preso quando estava em casa.

As vítimas escolhidas por ele tinham idade entre 21 e 30 anos. O condenado sempre usava roupas pretas, andava com faca e ao abordar as mulheres, amarrava as mãos e pés com corda. Ele estuprava as mulheres e depois procurava por objetos para serem roubados.

Os crimes chegavam a durar duas horas. Antes de fugir, Costa prendia as mulheres no banheiro e ia embora. Ele nem sempre usava preservativo e pelo menos uma das vítimas era virgem.

CRIAVA PERSONAGENS

A Justiça identificou que o condenado chegou a criar um personagem para atacar uma vítima homossexual. Ele fingiu que era mulher e chegou a dizer que se chamava Tatiana. 

Para não levantar suspeita, primeiro conversou pelo aplicativo de celular WhatsApp. Por lá, conseguiu o endereço da mulher e a atacou durante a madrugada.

Outro ataque que o maníaco cometeu foi quando a vítima colocava o lixo na rua. Costa fingiu que precisava de uma informação para abordar a mulher.

Em muitos desses crimes, o garçom estava com gorro que escondia o rosto, em uma tentativa de dificultar seu reconhecimento.

RECURSO

Apesar das condenações, João Carlos Ribeiro da Costa disse ser inocente e recorreu ao Tribunal de Justiça para pedir absolvição, alegando falta de provas.

Pelo menos em um dos casos, o Ministério Público Estadual posicionou-se contrário, alegando que há laudo de exame de corpo de delito para sustentar a consumação do estupro.

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