Sábado, 24 de Setembro de 2016

COOPHAVILLA

Localização de carro que seria de
ex-vereador assassinado mobiliza policiais

Ainda não há suspeita de autoria no crime que ocorreu na terça-feira

22 SET 2016Por LAURA HOLSBACK11h:00

Denúncia da localização de carro que poderia ser do ex-vereador Alceu Bueno, assassinado na noite de terça-feira (20), mobilizou policiais do Grupo Especializado de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), na manhã de hoje. O automóvel estava abandonado na Rua Porto dos Gaúchos, na Coophavilla, em Campo Grande.

De acordo com o delegado Edilson dos Santos, titular da delegacia especializada, informações eram de que no endereço havia carro que poderia ser do ex-vereador, já que tinha características semelhantes às divulgadas pela imprensa.

No entanto, segundo a autoridade policial, a denúncia não foi confirmada. “Era da mesma cor, mas de modelo diferente. Constatamos que o automóvel havia sido roubado de um casal durante a noite”, citou o delegado.

Alceu Bueno estava desaparecido deste a noite de anteontem, quando saiu de depósito que era dono. Ele estava em carro Land Rover, que continua desaparecido. A morte do ex-vereador foi confirmada depois de o corpo dele ser encontrado quase todo queimado, em matagal, na região do Parque dos Poderes. Sem possibilidade de reconhecimento, a identificação foi possível por meio de exame de digitais em poucos dedos que não chegaram a ser totalmente carbonizados.

O delegado Edilson está empenhado na investigação, junto à Delegacia Especializado de Homicídios (DEH) e diz ainda não haver suspeitos na autoria do crime. Sobre motivação, há algumas, porém nenhuma confirmada.

Imagens de câmera de segurança de condomínio perto de onde o corpo foi queimado mostram o momento em que pelo menos duas pessoas chegam no carro que seria de Alceu e fogem depois de atearem fogo, por volta das 23h50min de terça-feira (20).

O ex-vereador estava com a língua de fora e a suspeita é que ele tenha sido assassinado por estrangulamento. O crime possivelmente foi cometido em outro lugar e a área deserta usada apenas para queimar o corpo na tentativa de desconstrução de provas, acreditam investigadores.

Veja o vídeo:

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