Segunda, 26 de Setembro de 2016

Midas 2

Lista de investigados pelo Gaeco tem vereador, advogado e empreiteiro

Juiz negou condução coercitiva de 22 pessoas, mas autorizou 2 prisões

20 SET 2016Por ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS11h:54

Operação Midas 2 do Grupo Atuação Especial de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) tinha objetivo de conduzir coercivamente para depoimento 22 pessoas, além das duas prisões do procurador jurídico da Câmara Municipal, André Scaff, e da esposa dele, Karina Scaff. No entanto, decisão do juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, indeferiu pedido do Gaeco e autorizou apenas a notificação dos investigados.

Conforme nota da promotora Cristiane Mourão, a operação é desdobramento de ação iniciada em maio para apurar crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, associação criminosa e falsidade documental.

Sem autorização para conduzir coercitivamente, ou seja, deter para depoimento, os 22 investigados, o Gaeco cumpriu hoje os dois mandados de prisão preventiva do casal Scaff e outros quatro de busca e apreensão, três deles em Campo Grande e o último em propriedade rural de Nioaque. Na Capital, o escritório de advocacia de Scaff, na Rua Paraíba, é alvo dos agentes desde o início da manhã.

Os 22 investigados devem ser notificados até o fim de hoje. Com isso, eles devem prestar depoimento no Gaeco em dia e hora marcados. Confira abaixo a lista dos 22 investigados:

André Scaff

​Karina Scaff

André Luiz dos Santos

Andreia Silva de Lima

Ariel Dittmar Raghiant

Carlos Augusto Borges

Carlos Gustavo Cardoso Coppola

Conrado Jacobina Stephanini

Fávio César Mendes de Oliveira

Guilherme Muller

João Abib Mansour

João Alberto Krampe Amorim

José Audax Cesar Oliva

José Luiz Moreno Bisogenin

Luciano Fonseca Coppola

Mariana Andrade D'avilla

Olmar Aparecido Moura

Orlando Torres da Silva

Paulo Pedra

Ricardo Schettini Figueiredo

Ricardo Teixeira Albaneze

Sandra Maristela

OUTRO LADO

Ao Portal Correio do Estado o Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), contou ter vendido caminhonete há seis anos para Scaff, mas negou qualquer participação em possíveis atos de corrupção. "Não tenho outro negócio com ele, além dessa caminhonete que não lembro o valor. O André é uma boa pessoa. Trabalhamos juntos em 1986, mas não tive contratos com a prefeitura depois de ser vereador. As perguntas que vierem, vou responder".    

Flávio César (PSDB) optou por não comentar possível intimação. Ele deixou a sessão da Câmara Municipal e estaria, conforme sua assessoria, em reunião.

Advogado de André Scaff, José Vanderlei Alves, não foi encontrado pela reportagem para comentar a prisão do cliente. 

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