Sábado, 10 de Dezembro de 2016

CAPITAL

Inflação em Campo Grande tem queda,
mas ainda está acima do teto da meta

Alta no preço da gasolina foi principal responsável pelo resultado

14 OUT 2016Por GABRIEL MAYMONE14h:48

A inflação registrada em setembro em Campo Grande fechou em 0,26%, uma queda de 0,04% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp (Nepes).

A alta de 6,72% no preço da gasolina foi a principal responsável pelo resultado. Na sequência, outros itens que tiveram alta nos preços e mais contribuíram com a inflação foram: patinho (14,8%), contrafilé (8,42%), sabão em pó (2,91%), fósforos (11,63%), café (4,77%), acém (3,9%), aluguel apartamento (0,53%), queijo cremoso (19,66%) e costela (5,33%). Alguns itens tem índice de participação maior na inflação do que outros, por isso nem sempre o que teve maior alta é o que mais contribuiu no resultado.

Já os produtos/serviços que ajudaram a segurar a inflação de setembro foram: leite pasteurizado (-9,53%), batata (-22,99%), pescado fresco (-8,93%), alcatra (-2,87%), arroz (-2,03%), detergente (-5,01%), alface (-9,71%), etanol (-0,96%), fio dental (-11,40%) e repolho (-21,64%).

ACUMULADA

A inflação acumulada nos últimos doze meses caiu de 9,33% (até agosto) para 8,99%, mas ainda está acima do teto de 6,5% e do centro de 4,5% das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza, esse resultado sinaliza que “mesmo com redução, a inflação acumulada de 2016 não deve atingir o teto da meta, como é esperado pelo governo, pois a queda está muito lenta”, explica Celso. Nos últimos 12 meses os maiores índices acumulados por grupo foram: grupo Alimentação (15,23%), Educação (12,77%), Transportes (9,83%) e Despesas Pessoais (9,16%). “Percebe-se, que a inflação tem impactado com mais força as classes de menor poder aquisitivo, que priorizam a alimentação nesse período de dificuldade”, complementa o professor.

No acumulado de 2016, a inflação já atinge 5,84%, ultrapassando o centro da meta do CMN. Registraram os maiores índices no período: Educação (11,13%), Alimentação (7,64%), Despesas Pessoais (7,54%) e Saúde (6,95%).

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