Cidades

CAMPO GRANDE

Homens sequestram mulher dentro
de casa e pedem R$ 200 mil de resgate

Vítima foi levada na frente da mãe de 67 anos e primo, na Capital

LAURA HOLSBACK

24/03/2017 - 07h38
Continue lendo...

Crime que há algum tempo não acontece em Campo Grande deixa família desesperada, em busca de notícias. Mulher, de 31 anos, foi sequestrada dentro da casa onde mora e os criminosos pediram R$ 200 mil pelo resgate. Com prazo para o pagamento determinado, a promessa é que caso a ordem não seja cumprida, a vítima será assassinada.

Mãe da vítima, de 67 anos, contou que estava na casa, que fica no Bairro Parati, com a filha e um sobrinho. Por volta das 19h30min, o rapaz abria portão para sair quando dois homens chegaram, armados com pistola, e o mandaram entrar.

Todos foram feitos reféns e a dupla fugiu levando a mulher, em automóvel Gol, modelo antigo e cor preta, com apoio de comparsa. Alguns instantes depois, familiares conseguiram falar no telefone da vítima e um dos criminosos atendeu, informando que tratava-se de sequestro e que a vítima só seria liberada viva, caso seja feito pagamento de R$ 200 mil até esta sexta-feira.

Na rua onde o sequestro aconteceu há câmeras de segurança, cujas imagens são avaliadas pela polícia. A reportagem tentou falar na delegacia do Centro, onde o caso foi registrado, mas investigadora disse que a delegada Ana Paula Trindade estava em diligências.

A policial acrescentou, apenas, que a família não conhece os autores. Questionada sobre o poder aquisitivo da vítima por causa do valor exigido pelo resgate, a investigadora não soube informar. A reportagem acompanha desdobramento o caso.  

Investigação

Fraude em exames teve R$ 6,8 milhões pagos pela Prefeitura de Nioaque à Prontomed

Dados do município mostram que a Prefeitura empenhou R$ 6,8 milhões à clínica entre 2018 e 2025, valor que saltou mais de 5.000% sob a mesma inexigibilidade de licitação de 2019

13/08/2026 18h30

Continue Lendo...

Levantamento nos dados da Prefeitura de Nioaque identificou 111 empenhos emitidos pelo Fundo Municipal de Saúde em favor da Prontomed entre 7 de novembro de 2018 e 31 de março de 2025, somando R$ 6.800.399,00, valor integralmente liquidado e pago pelo município.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) executou, nesta quinta-feira (13), a segunda fase da Operação Auditus, com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna. Segundo o órgão, as investigações, que miram contratos da Prefeitura de Nioaque com a empresa Prontomed Clínica Médica Ltda. para serviços médicos, reuniram elementos de "um esquema criminoso estruturado, voltado ao direcionamento de contratações, ao pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, mediante o sistemático pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos".

A reportagem teve acesso aos três contratos assinados entre 2019 e 2022 que nascem do mesmo processo, uma inexigibilidade de licitação.

Os documentos não indicam a abertura de uma nova licitação para sustentar os reajustes: o valor global saltou de R$ 21.600,00 em 2019 para R$ 1.144.000,00 em 2021 (+5.196%) e R$ 2.127.960,00 em 2022 (+86% sobre o contrato anterior).

Contratações por inexigibilidade têm, por definição, concorrência limitada, reajustes dessa magnitude, mantendo a mesma justificativa jurídica de 2019, tendem a chamar atenção de órgãos de controle, independentemente de qualquer apuração de fraude.

Somente em 2022 e 2023, a Prefeitura empenhou R$ 4.511.583,00 à Prontomed, 66% de tudo o que foi pago à empresa em quase sete anos de relação contratual. O MPMS afirma que o gasto com os serviços médicos teve alta de 1.713% no período das "contratações fraudulentas", entre 2022 e 2025.

O valor de R$ 6,8 milhões apurado pela Argos é o que a Prefeitura efetivamente empenhou e pagou à Prontomed, segundo os empenhos individuais registrados no Portal de Dados Abertos.

Falsos exames

Segundo o Ministério Público, a Prontomed foi contratada em maio de 2019 para prestar consultas, exames, procedimentos e cirurgias à rede municipal de saúde. A primeira fase da Operação Auditus, deflagrada em 1º de julho de 2025, cumpriu dez mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Jardim, e na Secretaria Municipal de Saúde de Nioaque. As investigações, conduzidas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) com apoio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontaram cobranças por exames não realizados, entre eles o teste da orelhinha (triagem auditiva neonatal), que dá nome à operação, com prejuízo então estimado em mais de R$ 3 milhões entre 2019 e 2024.

O Anexo de Procedimentos do Contrato 42/2022, obtido pela reportagem, relaciona o exame com preço e volume estimado definidos: "TESTE DA ORELHINHA (executado pela fonoaudióloga)", 30 unidades por mês, 180 em seis meses, R$ 160,00 cada, R$ 28.800,00 no período.

Também constam "TESTE DO OLHINHO" (R$ 16.200,00/6 meses) e "TESTE DA LINGUINHA" (R$ 16.200,00/6 meses), exames neonatais de baixo custo unitário e alto volume estimado, sem que o contrato preveja qualquer mecanismo de auditoria, glosa ou conferência in loco.

Em 5 de agosto de 2025, o Ministério Público de Contas propôs ao Tribunal de Contas de MS (TCE-MS) a abertura de uma averiguação prévia sobre os contratos entre a Prefeitura e a Prontomed, pedido aprovado por unanimidade pelo Pleno do TCE-MS, que passou a poder realizar inspeção in loco e coleta de documentos.

O MPMS afirma ter reunido, a partir do material apreendido na primeira fase e de diligências posteriores, evidências de que 83% dos exames e consultas pagos pelo município foram simulados.

A reportagem apurou que a Prontomed segue fechando contratos públicos: em 27 de novembro de 2025, quase cinco meses depois da primeira fase da Operação Auditus, a empresa assinou o Contrato nº 14/2025 com a 4ª Companhia de Engenharia de Combate Mecanizada do Exército Brasileiro, sediada em Jardim.

Com vigência de 60 meses (renovável por mais 60), para atendimento ambulatorial de militares, pensionistas, servidores civis e dependentes pelo Fundo de Saúde do Exército (FuSEx/SAMMED/PASS), com valor estimado de R$ 70.560,00, modesto perto dos valores pagos por Nioaque, mas notável pela duração de cinco anos e por uma governança contratual bem mais rígida que a dos contratos municipais.

O contrato militar traz uma tabela de glosa com 80 hipóteses de irregularidade (entre elas, "procedimento/exame não realizado"), previsão de auditoria presencial periódica e cláusulas específicas de proteção de dados. Ou seja, a empresa sabia de itens de compliance necessários para fechar contratos com o Poder Público.

Interior

Motorista de carreta que caiu em rio após ponte desabar é encontrado morto

Corpo foi encontrado submerso dentro do veículo; Polícia Civil e Polícia Científica acompanham ocorrência

13/08/2026 18h15

Caminhão despencou no rio após ponte ceder

Caminhão despencou no rio após ponte ceder Reprodução

Continue Lendo...

O motorista da carreta que caiu no Rio Taquari após parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros desabar, na manhã desta quinta-feira (13), morreu no acidente. O corpo foi localizado por equipes do Corpo de Bombeiros, preso dentro do veículo, que ficou submerso após a queda da estrutura.

O acidente aconteceu na MS-168, no trecho que interliga as rodovias MS-214 e MS-423, conectando as regiões pantaneiras do Paiaguás e da Nhecolândia. O local fica no território de Corumbá, a aproximadamente 170 quilômetros de Coxim, mas, devido à proximidade, equipes de resgate do município foram mobilizadas para atender à ocorrência.

Segundo atualização divulgada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, os bombeiros agora trabalham para definir a melhor estratégia para retirar o corpo do veículo. Mergulhadores, barqueiros e equipes de apoio participam da operação.

A Polícia Civil e a Polícia Científica também acompanham o caso para levantar as circunstâncias do acidente e realizar os procedimentos necessários para identificação da vítima.

QUEDA DA PONTE

O acidente aconteceu no início da manhã, quando a carreta passava pela ponte sobre o Rio Taquari. Parte da estrutura cedeu e o veículo caiu no rio.

Inicialmente, o Governo do Estado informou que o motorista estava desaparecido e que o caminhão havia ficado submerso. 

Ainda conforme o governo, duas pessoas estavam no local no momento do desabamento. Uma delas conseguiu escapar, enquanto o motorista ficou preso no veículo.

A ponte, batizada de João Wenceslau Leite de Barros, foi construída entre 2008 e 2009, com conclusão em setembro de 2009. A estrutura é uma importante ligação entre os pantanais do Paiaguás e da Nhecolândia.

INVESTIGAÇÃO

Após o desabamento, equipes da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) foram deslocadas para o local para levantar as possíveis causas da queda.

Até o momento, o Governo do Estado não apontou o que provocou o colapso da estrutura.

Em nota, o governo informou que trabalha para identificar os motivos da queda e que novas informações serão divulgadas conforme a apuração avance.

O local do acidente é considerado isolado, o que, segundo o próprio Estado, dificulta a comunicação e o repasse imediato de informações.

A ocorrência também reacende o debate sobre as condições das pontes que integram as rodovias estaduais e sobre a necessidade de inspeções e manutenção periódicas dessas estruturas.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).