Domingo, 23 de Julho de 2017

POLÍTICA

Homem que agride mulher sofre influência de bar e desemprego, diz vereador

Estado figura em quinto no número de feminicídios

16 MAR 2017Por KLEBER CLAJUS13h:19

Mulheres violentadas solicitaram, em pouco mais de um ano, mais de 4,4 mil medidas protetivas em Campo Grande. Ao debater estratégias de prevenção, no entanto, vereadores cometem gafes.

Wellington de Oliveira (PSDB), que coordena operações na Delegacia Geral de Polícia Civil, atribuiu ao “cenário com bares e falta de emprego” estímulo para que maridos tornem-se agressivos no ambiente doméstico.

“O marido não quer simplesmente chegar em casa e agredir. A gente tem um cenário social com bares, restaurantes sem fiscalização, falta de empregos. Crises acabam agravando”, comentou o delegado.

Pastor Jeremias Flores (PT do B), por sua vez, usou referência bíblica ao defender fim da violência. Ele disse que “Deus tirou a mulher da costela [de Adão] para ser amparada. Se fosse para bater teria tirado da mão ou do pé”.

Tais considerações ocorreram depois que a juíza da 3ª Vara da Violência Doméstica e Familiar de Campo Grande, Jacqueline Machado, pontuou que Mato Grosso do Sul ocupa hoje o quinto lugar no número de feminicídios no país.

Magistrada também relembrou que a campanha “Mulher Brasileira - Todos Empenhados Contra a Violência”, promovida pelo Tribunal de Justiça, desenvolverá ações como palestras e capacitação de profissionais da beleza para identificar e orientar mulheres vítimas de violência física e verbal. 

Carreta da Justiça, inclusive, será encaminhada aos distritos de Rochedinho e Anhanduí para auxiliar no registro de medidas protetivas nos dias 4 e 11 de março, respectivamente. Em abril, caminhada promove a conscientização das mulheres para que não sofram caladas.

[Matéria editada e atualizada para acréscimo de informação]

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