Quinta, 08 de Dezembro de 2016

Eleições 2016

Grupo musical em comício de vereador
faz MP investigar abuso de Rose

Para a promotora, a situação representa concorrência desleal

15 OUT 2016Por ALINY MARY DIAS12h:00

Denúncia de apresentação de grupo musical universitário durante comício de então candidato a vereador de Campo Grande levou o Ministério Público Eleitoral a abrir investigação sobre possível abuso de poder cometido pelo agora vereador eleito e pela candidata Rose Modesto (PSDB).

O procedimento preparatório foi aberto pela promotora Renata Ruth Fernandes Marinho anteontem e publicado no diário oficial do órgão de segunda-feira (17), mas que já está disponível na internet.

Conforme os documentos, denúncia anônima feita pela internet no dia 21 de setembro afirmava que comício do então candidato Epaminondas Vicente Neto, o Papy (Solidariedade), ocorrido no dia 16 do mês passado teve apresentação de bateria de grupo universitário da Capital.

As primeiras apurações do MPE revelam que a bateria da Atlética de Engenharia Civil da Uniderp fez apresentação musical no evento eleitoreiro. As apresentações foram proibidas na reforma da lei eleitoral, que entrou em vigor no pleito deste ano. 

Papy foi eleito vereador da Capital com 4.152 dos votos, ele foi o 7º candidato mais votado da Capital. Em publicações na rede social do então candidato, constam fotos de integrantes de várias atléticas e, conforme o MP, a situação caracteriza abuso de poder econômico. A apresentação do grupo musical, para a promotora, representa uma concorrência desleal dos candidatos em relação aos outros. “Abala a competição, podendo levar ou não o infrator à vitória no pleito eleitoral”, afirma o MP.

A candidata Rose Modesto também é alvo da apuração porque, de acordo com a promotora, o comício também tinha como objetivo promover a campanha da candidata à prefeitura da cidade.

A direção da Atlética da Uniderp, o vereador eleito e Rose têm prazo de 10 dias, contados a partir da notificação, para prestar esclarecimentos ao Ministério Público. A reportagem tentou contato com todos os citados na matéria, mas não houve retorno até o fechamento. 

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