Cidades

em campo grande

Feriadão deve levar 22 mil pessoas
para rodoviária da Capital

Dias mais movimentados devem ser na quinta à noite e sexta pela manhã

RODOLFO CÉSAR

19/04/2017 - 15h50
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O segundo feriadão nacional consecutivo de abril contribuirá muito para aumentar o movimento de ônibus interestaduais e intermunicipais no Terminal Rodoviária Antônio Mendes Canale, de Campo Grande. A concessionária que administra o local divulgou que devem partir ou chegar na Capital em torno de 22 mil passageiros.

Na semana passada, no feriado de Páscoa, o movimento foi maior, cerca de 26 mil pessoas chegaram ou partiram.

O fluxo maior de pessoas nesta semana começa amanhã e deve se manter até segunda-feira (24). A concessionária informou que aumentará o número de funcionários da limpeza, segurança e manutenção.

Os horários dos ônibus são alterados para comportar o aumento de veículos que acontece durante o feriado. "A operação especial também é estendida aos parceiros que atuam dentro dos terminais, tais como: empresas de ônibus, pontos de alimentação, lojistas e demais serviços", informou a Socicam, que administra o terminal.

A previsão de maior movimento é de mais de 6 mil pessoas deixando a Capital entre amanhã e sexta-feira. Os horários mais complicados devem ser entre 20h e 23h de quinta e 8h e 12h de sexta-feira. 

A partir de amanhã, nove veículos extras foram disponibilizados. Caso haja mais procura, as empresas devem aumentar a frota.

Até agora, os destinos mais procurados são São Paulo (SP), Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Corumbá (MS), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).

ORIENTAÇÕES

- Compra com antecedência: pela grande procura, é importante que o passageiro compre as passagens da ida e da volta com antecedência. Dependendo do destino, a aquisição pode ser feita pelo site (www.socicam.com.br) ou diretamente com a viação escolhida;

- Documentação para viagem: é essencial que todos os passageiros, até mesmo as crianças, apresentem documento de identificação original e com foto;

- Embarque de crianças e adolescentes: a partir dos 12 anos de idade, o passageiro pode viajar totalmente desacompanhado. Já as crianças menores de 12 anos precisam de autorização para viajar. Mais informações: http://www.tjms.jus.br, em Serviços / Autorização de Viagem;

- Bagagens: são permitidos até 30 kg no bagageiro e até 5 kg de bagagem de mão, desde que não interfira no conforto dos passageiros dentro do ônibus. A identificação das bagagens com etiqueta contendo nome completo e telefone facilita em casos de perda ou esquecimento;

- Horário de chegada ao terminal: é importante que o passageiro chegue ao terminal, pelo menos, uma hora antes do horário marcado na passagem;

- Remarcação de passagens: em casos de desistência ou impossibilidade de viajar, a remarcação e reembolso da passagem são feitas com até 3 horas de antecedência, diretamente com a empresa de ônibus;

- Atendimento: todos os profissionais estão devidamente uniformizados e permanecem em ronda ou nos balcões de informação. Todos estão aptos a prestar o atendimento necessário aos viajantes.

O Terminal Rodoviário de Campo Grande fica na Avenida Guri Marques, 1215, e o telefone de contato é o (67) 3026-6789.

Tempo

MS tem alerta de tempestade neste fim de semana, com risco de granizo

Avisos do Inmet preveem chuva de até 50 milímetros por dia; Campo Grande e municípios do interior devem ter pancadas e trovoadas

31/10/2026 11h00

Chuva está prevista para vários municípios de MS

Chuva está prevista para vários municípios de MS Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul deve ter um fim de semana de instabilidade, com previsão de pancadas de chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em pontos isolados. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo de tempestade, com validade entre as 23h deste sábado (31) e as 22h59 de domingo (1º), para municípios como Campo Grande e Dourados.

O aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulado de até 50 milímetros por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Segundo o instituto, há risco, considerado baixo, de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos em plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

A previsão do Inmet indica que as chuvas devem atingir áreas do Centro-Oeste durante o fim de semana. No domingo, não está descartada a ocorrência de granizo em regiões de Mato Grosso do Sul. O cenário é favorecido pela combinação de calor, umidade e áreas de instabilidade na atmosfera.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a possibilidade de chuva é maior na metade norte do Estado neste sábado, mas as demais regiões também podem registrar precipitações isoladas.

Em Campo Grande, o sábado deve ser de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada e temperaturas entre 21°C e 26°C. No domingo, a previsão é de mínima de 21°C e máxima de 31°C, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente durante a tarde.

Em Dourados, os termômetros devem variar entre 19°C e 29°C neste sábado, com possibilidade de chuva. No domingo, a previsão indica temperaturas entre 20°C e 30°C, com pancadas e trovoadas, principalmente no período da tarde.

Na região do Pantanal, Corumbá deve registrar temperaturas entre 22°C e 29°C no sábado, com possibilidade de chuva. No domingo, a máxima pode chegar aos 34°C, com previsão de novas pancadas e trovoadas.

Em Três Lagoas, a previsão para sábado indica mínima de 20°C e máxima de 30°C. No domingo, os termômetros podem chegar aos 32°C, com aumento da nebulosidade e possibilidade de tempestades.

Já em Ponta Porã, a previsão para sábado é de temperaturas entre 18°C e 28°C, com possibilidade de pancadas isoladas. No domingo, a tendência é de continuidade da instabilidade, com possibilidade de chuva na região de fronteira.

Orientação 

Diante da possibilidade de tempestades, a Defesa Civil recomenda que a população adote medidas preventivas para evitar acidentes.

Durante rajadas de vento, a orientação é não procurar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas. Também é importante evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão, placas de publicidade e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.

Outra recomendação é evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante tempestades. Se houver necessidade de desligar equipamentos e o quadro geral de energia, a medida deve ser adotada somente quando houver condições seguras.

Em caso de chuva intensa, os moradores devem evitar atravessar ruas alagadas e não se aproximar de córregos, rios ou locais sujeitos a enxurradas. Motoristas também devem reduzir a velocidade e redobrar a atenção em vias com acúmulo de água.

A Defesa Civil orienta ainda que a população acompanhe os avisos meteorológicos e fique atenta a sinais de risco, como elevação rápida do nível da água e movimentação de estruturas.

Como receber alertas e acionar os órgãos de emergência

A população pode receber avisos meteorológicos gratuitos por SMS. Para isso, basta enviar o CEP da região para o número 40199.

Em Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil mantém atendimento de emergência pelo telefone 199 e WhatsApp 24 horas pelo número (67) 99607-1525.

Em situações que envolvam risco imediato à vida, como pessoas ilhadas, acidentes provocados por tempestades ou situações de resgate, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193.

Os alertas e atualizações podem ser consultados nos canais oficiais do Inmet e da Defesa Civil estadual.

 

 

GOVERNO FEDERAL

Ministros chegam em MS para apurar ataques contra indígenas

Comitiva cumpre agenda em Dourados, Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia e Aldeia Sassoró em Tacuru

31/10/2026 10h28

Os ministros Eloy Terena (Povos Indígenas), Wellington César Lima (Justiça e Segurança), Janine Mello (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (deputada federal de SP)

Os ministros Eloy Terena (Povos Indígenas), Wellington César Lima (Justiça e Segurança), Janine Mello (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (deputada federal de SP) Reprodução/Instagram

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Os ministros dos Povos Indígenas, Eloy Terena; da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello e a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL), estão em solo sul-mato-grossense para acompanhar de perto, apurar e reprimir ataques a indígenas, após o resultado das eleições presidenciais de 2026.

A comitiva do Governo Federal decolou do Aeroporto de Congonhas (SP) por volta das 15h, fez escala em Brasília (DF) e pousou em Dourados (MS) por volta de 20h30min desta sexta-feira (30).

O grupo cumpre agendas no sul do Estado ao longo deste sábado (31): Dourados (MS), Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia (MS) e Aldeia Sassoró em Tacuru (MS).

A vinda se deve a onda de violência contra comunidades indígenas (ameaças, perseguições e intimidações) após o resultado do segundo turno das eleições.

Em Tacuru (MS), servidores da prefeitura ameaçaram envenenar água dos povos originários após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em Naviraí (MS), o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou apuração para averiguar denúncias de supostos homicídios motivados por conflitos políticos na região. Mas, uma investigação detalhada desmentiu os boatos.

Com isso, diante das denúncias, Lula determinou a vinda de uma comitiva interministerial a Mato Grosso do Sul para verificar em campo situações de violência, acompanhar denúncias, dialogar com lideranças indígenas e garantir a adoção de medidas necessárias para proteger os povos originários.

“O compromisso do presidente Lula com o nosso governo é garantir que todos esses atos de violência sejam apurados, investigados e que a gente consiga identificar as pessoas que participaram desses atos e garantir que elas sejam punidas”, disse a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, em suas redes sociais.

“Saio de Brasília rumo ao Mato Grosso do Sul com a comitiva do Governo Federal que vai ao Estado acompanhar a situação dos povos indígenas. Vamos ouvir as comunidades e apurar de perto as denúncias de ataques contra os povos indígenas. Nenhuma violência vai ficar sem resposta! Em breve, mais notícias desta missão”, pontuou a deputada federal por SP, Sônia Guajajara (PSOL).

Uma coletiva de imprensa será concedida às 12h, em Dourados, para identificar os casos violentos e detalhar as medidas tomadas para punir e responsabilizar os responsáveis.

ENVENENAMENTO DE ÁGUA

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru comentaram em colocar veneno na água de indígenas, em "vingança" ao voto no presidente Lula, que ganhou as eleições gerais de 2026.

No áudio, os dois lamentam o resultado das urnas e reclamam que as pessoas se “matam” de ajudar esses “capetas”, enquanto os “cães” fazem isso, se referindo ao resultado da eleição.“Mas fazer o quê? A gente não pode fazer nada. Eu já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água, matar essas pragas na água”, diz um dos trechos do áudio.

Confira a conversa:

Segundo o prefeito, um dos servidores trabalha na coleta seletiva na Secretaria de Meio Ambiente e o outro atua no caminhão de caçamba, na Secretaria de Infraestrutura.

CANAL DE DENÚNCIAS

O Governo Federal, por meio do Ministério dos Povos Indígenas, criou um canal para receber denúncias de possíveis crimes, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas.

O número é: 11-98202-5433.

Segundo o ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena, também foi criada uma força-tarefa com a participação dos ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

O grupo ficará responsável por acompanhar as denúncias, apurar as situações e encaminhá-las aos órgãos competentes, para que os possíveis autores sejam identificados.

A Polícia Federal (PF) também foi acionada para investigar os casos.

No mesmo sentido,o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar denúncias de ataques, hostilidades e intimidações contra comunidades indígenas no Estado.

SEGUNDO TURNO

No segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado em 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) e foi reeleito presidente do Brasil.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença foi de 4.430.191 votos, resultado que oficializou a derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e garantiu a Lula o quarto mandato à frente do governo federal.

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