Terça, 21 de Novembro de 2017

comando Santa CAsa

Eleição da ABCG acontece
em meio a extremo monitoramento

Todos os votos e movimentação no local de votantes estão sendo filmados

13 NOV 2017Por RODOLFO CÉSAR E LEANDRO ABREU19h:37

A votação para preencher nove vagas de conselheiros e o cargo de diretor-presidente da Associação Beneficente Campo Grande (ABCG), gestora da Santa Casa de Campo Grande, está sendo realizada hoje sob forte esquema de monitoramento. Todos os votos e as urnas estão sendo filmadas e fotografadas para servir como prova em uma possível judicialização do resultado.

O pleito teve início às 18h desta segunda-feira e vai ser encerrado às 20h. Há quatro urnas disponíveis. Uma delas é para receber votos dos membros da entidade que tiveram os nomes divulgados em lista apresentada pela atual administração em 1º de novembro.

Oito dias depois, a atual gestão divulgou uma nova listagem com 47 pessoas a mais. Essa medida gerou questionamento na Justiça Estadual e a decisão em processo foi que haveria votação separada. Já há definição do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) que logo após a votação, as urnas precisarão ser abertas.

Além dos dois locais para receber votos, foram colocadas uma urna que serve para depósito de quem não pagou honorários da ABCG neste ano e outra em que a classificação é para quem pagou honorários de 2017 depois do prazo determinado.

Quem vencer o pleito vai administrar um orçamento anual superior a R$ 243 milhões somente em repasses do Sistema Único de Saúde (SUS), além de coordenar o maior hospital do Estado.

A atual administração é comandada por Esacheu Nascimento, que vem enfrentando diversas críticas internas e um dos motivos é a contratação de empréstimos em nome da instituição.

O adversário é o ex-vice-presidente de Esacheu, Jesus Alfredo Ruiz Sulzer, que saiu da chapa por discordar do modelo de gestão atual.

DISCORDÂNCIAS

No discurso de ambos os candidatos há discordância sobre como deve ser encarado o resultado final da eleição.

Jesus Alfredo Ruiz Sulzer defendeu que a definição do pleito deverá ser respeitada apenas com os votos da urna 1, que recebeu as indicações de quem estava em lista informada em 1º de novembro. "O resultado da urna 1 é o decisivo. Se perdermos nela, abrimos mão até do processo", explicou.

Pelo estatuto, os nomes dos votantes precisam ser apresentados até data limite que neste pleito foi 1º de novembro. Contudo, a atual administração fez uma nova lista e incluiu mais 46 nomes, o que poderia repercutir no resultado final.

Esacheu Nascimento, que tenta reelerger-se, sustentou que vai respeitar a decisão judicial com relação à questão das urnas.

Para organizar o pleito, três escritutários do Cartório do 4º Ofício coordenam os trabalhos. As urnas, inclusive, devem ser encaminhadas para esta unidade.

Entre os votantes estão o ex-vereador Mario César, o advogado Renê Siufi, os ex-senadores Juvêncio da Fonseca e Ruben Figueiró.

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