Segunda, 21 de Agosto de 2017

DESPREPARADA

Drenagem de sistema pluvial na Capital
não recebe manutenção há 4 anos

Serão precisos mais de R$ 2,2 mi para implantar obra que evitará novos estragos

21 ABR 2017Por RODOLFO CÉSAR17h:19

O sistema de drenagem da chuva em Campo Grande não recebe manutenção há quatro anos, afirmou o prefeito Marcos Trad (PSD). Hoje ele voltou a áreas danificadas por conta da enxurrada e alagamento com o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese.

Os bairros mais atingidos com a chuva de quarta-feira (19) foram o Cidade Morena e as Moreninhas. A recuperação dos estragos e limpeza devem demorar ainda uma semana para serem concluídas.

“Há quatro anos a cidade está sem manutenção. Quando não tem vazão da água, evidentemente que ela volta contra a pavimentação asfáltica e começa a ter pontos de estrangulamento, entrando nas residências, levando as terras das regiões não asfaltadas para o local onde há pavimentação. Por isso, a limpeza e revisão da drenagem é o ponto que já determinamos e está sendo executado em Campo Grande”, afirmou Marcos Trad.

O prefeito ponderou que a água que caiu nos últimos três dias foi equivalente ao que estava previsto para abril, mais de 159 milímetros, mas mesmo assim ele citou que a manutenção atrasada piorou a situação. "Você imagina o tanto de sujeira que foi parar nos bueiros no tempo que a cidade ficou sem coleta."

Durante a visita de hoje, moradores abordaram o chefe do Executivo e relatam diversos problemas. "Outros bairros aqui perto não são asfaltados e quando chove vem tudo para cá", contou o veterinário Márcio Araújo, 38 anos, que mora em região afetada pela enxurrada.

OBRAS PREVISTAS

A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos divulgou que neste sábado tentará recuperar pavimento de trechos das Ruas Fraiburgo e Minas Nova, que dão acesso às Moreninhas. Para essa intervenção acontecer, será preciso não haver chuva.

Na quinta-feira (20), houve revestimento provisório na Rua Fraiburgo para torná-la transitável. Foi utilizado pavimento destruído que passou por processo de reaproveitamento.

Hoje duas pá-carregadeiras e oito caminhões estão na Cidade Morena para coletar areia e outros produtos que se acumularam nas vias.

Um trecho considerado complicado é a esquina das Ruas Camocim com a Israelândia, onde há drenagem porém as bocas de lobo e a tubulação não estão conectadas para levar a água para o Córrego Gameleira.

PROJETO

A Prefeitura de Campo Grande analisa retomar as obras de contenção de drenagem e enchentes às margens da Avenida Gury Marques. Já foi instalada uma tubulação que atravessa a via e desemboca no Córrego Gameleira, mas o sistema não está finalizado.

"A obra conta com recursos da Caixa Econômica Federal (em torno de R$ 2,2 milhões), mas terá uma contrapartida da prefeitura porque as planilhas serão corrigidas, visto que foram calculadas em 2014 e estão defasadas", informou nota do governo municipal.

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