Cidades

Campo Grande

Deputada busca atendimento para filho na Santa Casa e denuncia agressão

Grazielle Machado diz que marido foi agredido por seguranças;
hospital diz que agressões foram mútuas

Continue lendo...

A deputada estadual Grazielle Machado (PR) foi ao Pronto Socorro da Santa Casa, na tarde de hoje (5), buscar atendimento para o filho que estava com febre, e afirma que o marido, Erlon Zaparolli, foi agredido por cinco seguranças do hospital.

Grazielle disse ao Portal Correio do Estado que fez todos os procedimentos para que o filho recebesse atendimento e que, já na fila de espera, foi maltratada por pessoas e funcionários que a criticaram por levar o filho na rede pública de saúde, pelo fato de ser deputada.

Segundo ela, quando chamaram a senha, ela estava com a criança no colo e pediu para o esposo entrar com as bolsas no consultório. O rapaz teria sido impedido de entrar por um segurança, momento em que começou a confusão.

”Quando ele foi entrar para carregar as coisas, um segurança meteu a mão no peito dele. Ele [esposo] ficou bravo pelo uso da força e tentou entrar, mas eles pegaram cinco seguranças, enforcaram ele na parede e imobilizaram. Meu filho sofreu um trauma”, disse a deputada.

Ainda segundo ela, depois da confusão, a criança foi atendida e ela aguarda o marido para saber se vão prestar queixa na polícia. Deputada gravou vídeo e publicou em sua página do Facebook, onde também fez postagem denunciando a agressão. (Assista no fim da reportagem)

OUTRO LADO

A Santa Casa de Campo Grande, por meio da assessoria de imprensa, confirmou que houve agressão, mas afirma que elas ocorreram de forma mútua.

Segundo o hospital, funcionários são orientados a não deixar entrar mais de um acompanhante para não tumultuar o atendimento e que as regras são válidas para todos. No caso de hoje, a Santa Casa afirma que a deputada queria entrar com a criança, uma babá e o marido.

Quando o atendente da portaria tentou impedir o rapaz de entrar, ele teria sido agredido e os seguranças interferiram para controlar a situação, quando houve as agressões mútuas. Hospital não confirma, no entanto, se houve enforcamento.

O funcionário que teria sido agredido passou por exames e foi até a Delegacia de Polícia Civil registrar boletim de ocorrência contra Erlon por lesão corporal.

Ainda segundo o hospital, levantamentos estão feitos para averiguar as circunstâncias do ocorrido.

Cidades

Cão Orelha: adolescentes investigados voltam ao País e têm celulares apreendidos em aeroporto

Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento

29/01/2026 19h00

Cão Orelha

Cão Orelha Reprodução

Continue Lendo...

Dois dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Santa Catarina, que estavam nos Estados Unidos em uma viagem escolar à Disney, tiveram celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 29, no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos por agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA). As ordens judiciais foram expedidas após as polícias Civil e Federal identificarem a antecipação do voo de retorno dos adolescentes ao Brasil.

Procurada, a defesa dos suspeitos informou que a volta dos jovens foi articulada com a polícia e confirmou que eles entregaram os aparelhos telefônicos e outros pertences às autoridades dentro de uma sala restrita do aeroporto. Os adolescentes também foram intimados a prestar depoimento.

Os celulares apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para extração de dados, assim como os demais equipamentos recolhidos em busca e apreensão na última segunda-feira, 26. Também foi solicitada a emissão de laudo de corpo de delito do animal.

Orelha morreu em janeiro deste ano após ter sido supostamente agredido por um grupo de adolescentes. Dois dos investigados estavam em viagem aos Estados Unidos quando a Polícia Civil instaurou o inquérito para apurar a morte do cachorro e o crime de coação. Três familiares dos adolescentes foram indiciados por coagir testemunhas do caso (saiba mais abaixo).

Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram na Justiça uma liminar que determina que plataformas digitais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok excluam postagens com informações pessoais sobre os investigados Segundo a defesa, o conteúdo divulgado infringe normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Morte do cão Orelha

Orelha tinha 10 anos e era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, na capital catarinense. Neste mês, ele foi encontrado gravemente ferido, agonizando, e morreu durante atendimento veterinário que tentava reverter o quadro clínico causado pelas agressões.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro. As investigações apontam ao menos quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal de forma violenta, com a intenção de causar sua morte. Parte das agressões teria se concentrado na cabeça do cão.

As autoridades também apuram se o mesmo grupo tentou afogar outro cão comunitário, na mesma praia, no início de janeiro.

O caso resultou na abertura de dois inquéritos: um para investigar a morte do animal e outro para apurar o crime de coação. De acordo com a polícia, parentes dos adolescentes teriam coagido pessoas que testemunharam o episódio. Por esse motivo, três adultos foram indiciados. Os nomes não foram divulgados pelos delegados, o que impediu o contato com as defesas.

Na última segunda-feira, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Celulares e notebooks foram recolhidos. Todo o material, incluindo os aparelhos apreendidos nesta quinta-feira no aeroporto, será submetido à perícia.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente, também acompanha o caso.

 

POLÍCIA

Receita Federal apreende R$ 1 milhão em mercadorias irregulares do Paraguai

Os produtos estavam armazenados em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace)

29/01/2026 18h30

Continue Lendo...

Uma operação conjunta da Receita Federal em Campo Grande e da Coordenadoria de Fiscalização de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), deflagrada nesta quinta-feira (29), resultou na apreensão de mais de 2 mil produtos importados irregularmente do Paraguai.

As mercadorias estavam armazenadas em uma empresa do setor de logística, na Capital, que atua como shopping virtual (marketplace) e foram avaliadas em cerca de R$ 1 milhão.

Entre os itens apreendidos estão brinquedos, balanças eletrônicas, kits de malas e produtos para camping. Ao todo, os produtos apreendidos lotaram dois caminhões-baú e foram encaminhados ao depósito de mercadorias apreendidas da Receita Federal em Campo Grande

A ação foi desencadeada a partir de levantamentos da área de inteligência fiscal dos dois órgãos, com o objetivo de combater ilícitos tributários em Mato Grosso do Sul.

Dinheiro destinado às entidades sociais 

Em 2025, a alfândega da Receita Federal em Ponta Porã destinou um volume expressivo de mercadorias apreendidas para entidades públicas e privadas sem fins lucrativos. O valor total das doações ultrapassou R$ 66,2 milhões.

As destinações atenderam instituições com atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul, além de organizações de referência nacional, ampliando o alcance das ações e gerando impacto social em áreas como assistência social, saúde, educação e segurança pública.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).