Cidades

VIOLÊNCIA

Depois de noite de terror, pedrada
atinge ônibus em Campo Grande

Passageiros foram surpreendidos na linha que atende o Bairro Caiobá

KLEBER CLAJUS

26/04/2016 - 09h35
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Doze dias depois de noite de terror com ônibus queimados e apedrejados, um coletivo voltou a ser atingido por pedra no Jardim Tijuca, em Campo Grande. Passageiros foram cobertos por cacos de vidro, na tarde de segunda-feira (25), tendo o motorista encaminhado o veículo para a delegacia.

O coletivo foi atingido por uma pedra, por volta das 17h50min, quando trafegava pela Avenida Souto Maior. Boletim de ocorrência relata que o motorista, de 54 anos, checou a existência de feridos e, diante da negativa, completou o trajeto da linha Caiobá – Terminal Aero Rancho. Somente na delegacia a pedra foi recolhida por peritos criminais.

NOITE DE TERROR

Em 14 de abril, dois ônibus foram queimados e um apedrejado em ação coordenada por detentos revoltados com treinamento de agentes no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. O prejuízo, conforme o Consórcio Guaicurus, superou R$ 130 mil. Um motorista teve gasolina jogada sobre o corpo. 

Dez pessoas foram presas pelo Batalhão de Choque (BPChoque) e investigadores do Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras), incluindo cinco adolescentes com idades entre 14 e 17 anos.

O grupo, que admitiu agir a mando de detentos, usou motocicleta furtada para cometer os crimes de associação criminosa, receptação, dano ao patrimônio e incêndio criminoso. Eles foram capturados no Bairro São Conrado.

Na semana passada, seis agentes penitenciários foram envenenados por detentos que preparavam suas refeições. A categoria iniciou sequência de protestos com a paralisação de atividades de rotina, como banho de sol e aulas, nas unidades penitenciárias de Campo Grande e Dourados.

JUSTIÇA

Com liberdade negada, Bernal completa um mês preso nesta sexta

No dia 24 do mês passado, o ex-prefeito atirou duas vezes contra o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini por causa de brigas envolve um imóvel luxuoso

21/04/2026 17h00

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado Foto: Divulgação

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O ex-prefeito Alcides Bernal deve completar um mês preso na Sala de Estado-Maior da Polícia Militar nesta sexta-feira (24) depois de matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, por causa de imbróglio envolvendo um imóvel luxuoso localizado na região central de Campo Grande.

Em uma das últimas movimentações do caso, na última sexta-feira (17) a 1ª Vara do Tribunal do Júri negou o pedido de habeas corpus da defesa do ex-prefeito, alegando que a prisão preventiva do acusado está fundamentada através do art. 312 do Código do Processo Penal (CPP), e por isso ele não deve responder em liberdade.

Vale lembrar que, dias antes da defesa entrar com o pedido, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou denúncia contra Bernal e pediu condenação por homicídio qualificado pelo assassinato, após concluir que o ex-prefeito de Campo Grande agiu por vingança por não aceitar a perda do luxuoso imóvel para a vítima.

No documento, o órgão reforça que Bernal e a vítima não tinham relação antes do imbróglio acerca da aquisição do imóvel, que foi local e pivô do assassinato, já que foi adquirido pelo auditor fiscal em leilão promovido pela Caixa Econômica Federal para venda do bem, o que não teria sido aceito pelo ex-prefeito.

Por isso, o órgão concluiu que o crime foi cometido por motivo torpe, que na linguagem do mundo jurídico significa que o autor agiu por uma motivação moralmente repugnante e desprezível. Neste caso, detalha que o sentimento de vingança tomou Bernal, que ainda acreditava ter direito sobre o imóvel leiloado e adquirido por Mazzini.

“Restou comprovado que o denunciado [Bernal] cometeu o delito mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, visto que, ao chegar ao local, já em posse de arma de fogo e agindo com a intenção de surpreendê-la, adentrou o recinto com rapidez e efetuou os disparos em seu desfavor. Assim, o ofendido [Mazzini] foi atingido e impedido de esboçar qualquer reação eficaz de defesa”, analisam os promotores.

Ainda segundo o documento, o caso se agrava por ter sido cometido contra uma pessoa idosa e perante porte ilegal de arma, já que o revólver calibre 38 utilizado no crime estava com registro vencido desde 2019. Além disso, Bernal confessou ter portado a arma de fogo momentos antes do homicídio.

Diante disso, o Ministério Público pede que seja dada sequência na possível condenação do ex-prefeito por homicídio qualificado, além de pedir que seja definida uma indenização para reparação de danos à família da vítima de pelo menos 10 salários mínimos, o que corresponde a R$ 16.210, segundo decreto do governo federal.

Contudo, no dia seguinte, o juiz responsável por analisar a denúncia do MP pediu que o órgão explique melhor o imbróglio entre Bernal e Mazzini envolvendo o imóvel, explicação essa já apresentada e recebida pelo magistrado. Se condenado, considerando todas as qualificadoras, o ex-prefeito pode chegar a uma pena de 49 anos de reclusão.

Vale destacar que a Sala de Estado-Maior na Polícia Militar, onde Alcides Bernal está preso desde o dia 24 de março, é assegurada aos advogados conforme prevê a Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que é o Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

CRONOLOGIA

O crime ocorreu no dia 24 de março. Imagens de câmera de segurança da casa mostraram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto Roberto o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passou a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostraram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, o fiscal apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel e não há informação do que eles estariam fazendo durante este período.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que o ex-prefeito chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial.

Após isso, é possível ver o chaveiro escapando e saindo da casa, às 13h45min10s.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime.

Após o vídeo, a investigação policial focou em saber em que momento o ex-prefeito teria dado o segundo tiro na vítima, já que a testemunha principal, o chaveiro, alegava que isso teria ocorrido após a sua saída.

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polícia investiga

Campo-grandense desaparecida em SC pode ter fugido após desvio de R$ 40 mil

Dinheiro foi desviado da escola onde a jovem trabalhava; marido afirmou que ela era viciada em jogos de bets

21/04/2026 16h32

Jovem foi vista pela última vez no dia 15 de abril

Jovem foi vista pela última vez no dia 15 de abril Foto: Divulgação / PCSC

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A campo-grandense Karyn Lima Souza e Silva, 24 anos, está desaparecida desde o dia 15 de abril, quando foi vista pela última vez ao embarcar em um carro de tranporte por aplicativo em São José (SC). Uma das hipóteses investigadas é que ela tenha fugido após desviar dinheiro de uma escola.

De acordo com informações de sites catarinenses, a jovem se mudou de Campo Grande para São José em agosto de 2025, onde trabalha como secretária em uma escola.

A vítima teria avisado o marido que iria ao dentista durante o expediente de trabalho, sendo vista entrando no carro de aplicativo.

Cerca de duas horas depois, os colegas de trabalho tentaram ligar para a mulher, devido a demora para retornar ao trabalho, mas o celular da jovem já estava desligado e, desde então, ela não foi mais vista.

Um boletim de ocorrência pelo desaparecimento foi registrado na Polícia Civil de Santa Catarina.

Conforme a delegada Marcela Sanae, que investiga o caso, uma das hipóteses é de que ela tenha fugido, já que a escola em que ela trabalha registrou um boletim de ocorrências contra a secretária relatando um suposto desvio de R$ 40 mil.

Conforme o site ND Mais, o desvio consistia na funcionária fornecer a chave pix pessoal, e não a da escola, para os pais e responsáveis de alunos realizarem pagamentos, resultando no prejuízo de mais de R$ 40 mil.

A Polícia Civil vai abrir um inquérito para apurar também o suposto desvio.

Ainda segundo o site, o marido de Karyn informou que a jovem é viciada em jogos de bets, como o popular jogo do tigrinho, e que lutava contra o vício.

Apesar dessa ser uma das hipóteses, a polícia não descarta outras possibilidades e o caso do desaparecimento segue sob investigação.

A mãe de Karyn, que mora em Mato Grosso do Sul, foi para Santa Catarina para acompanhar as investigações.

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