Terça, 30 de Maio de 2017

Prefeitura

Com revisão de contratos e menos ligações, Saúde quer economizar R$ 60 milhões

Medidas de contenção de gastos já foram colocadas em prática

15 MAR 2017Por NATALIA YAHN13h:18

Medidas para enxugar os gastos e diminuir os custos de funcionamento e operacionalização da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) devem gerar economia de R$ 60 milhões já em 2017. O valor é referente aos recursos do tesouro do município, denominado Fonte 1. Entre as principais ações da pasta está a revisão de contratos com empresas e prestadores de serviços, por conta dos preços praticados e vícios. Em apenas um contrato revisado, cujo teor não foi divulgado pela secretaria, a economia imediata é de R$ 1,2 milhão.

Outra iniciativa é de limitar o uso dos telefones das unidades de saúde, onde apenas a linha do setor administrativo está liberada para fazer ligações interurbanas e para celular. A economia prevista neste caso é de R$ 30 mil por mês, com previsão de chegar a R$ 400 mil até o fim do ano. Instaladas em prédios alugados, as unidades de Vigilância em Saúde serão realocadas para sede próprias o que deve gerar economia anual de R$ 290 mil. 

Para economizar a Sesau também vai rever os plantões de todos os setores, digitalizar processos de licitação para arquivar documentos e reduzir a compra de papel, padronizar insumos hospitalares (previsão de reduzir em até 30% o custo para compra desses materiais), além de realizar serviços de manutenção e pequenos reparos com equipe própria.

LABCEN

Entre as mudanças está a do local de funcionamento do Laboratório Central Municipal (Labcen) da sede na Avenida Calógeras, próximo a Avenida Afonso Pena, para prédio na Rua Apiacás (n° 183), na Vila Rica, em Campo Grande. Levantamento parcial da Sesau aponta que a mudança de endereço do Labcen irá alterar o local de operação de outros quatro setores.

A unidade odontológica que ocupa apenas 1/3 do prédio na Rua Apiacás, sairá de lá para dar lugar ao laboratório, porém o novo endereço não foi definido. Com o prédio da Avenida Calógeras desocupado, outros três serviços da área de Vigilância em Saúde - entre eles de combate a dengue - serão instalados no local e por isso a previsão é de economizar pelo menos R$ 290 mil. Os três setores funcionam atualmente em prédios alugados e a mudança para edifício da prefeitura deve gerar contenção de gastos.

Todas as modificações dependem da aprovação do Conselho Municipal de Saúde, que ainda não decidiu e não se posicionou sobre a intervenção que irá afetar pelo menos cinco setores da Sesau. A previsão é de que em até 150 dias o laboratório já esteja em funcionamento na Vila Rica. O novo endereço do Labcen foi confirmado em reportagem publicada pelo Correio do Estado no dia 21 de fevereiro deste ano. Além da economia com o aluguel dos prédios, a Sesau também promete outras medidas a serem desenvolvidas para enxugar as despesas.

A sede atual do Labcen apresenta problemas sanitários graves e também de funcionamento. O “novo” prédio, na verdade, já é uma construção que pertence à prefeitura onde funcionou o “Centro de Atendimento ao Escolar” (CAE), mesmo assim a Sesau informou que serão necessárias intervenções para que o laboratório funcione no local. 

Em um ano, aproximadamente 3,6 milhões de exames deixaram de ser realizados pelo Labcen. Entre janeiro e dezembro de 2016 o local, que tem capacidade para realizar 350 mil exames por mês fez em média apenas 50 mil. Ou seja, em 12 meses foram 600 mil procedimentos, mas a “fila” de espera é cinco vezes maior do que o montante de exames realizados.

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