Sábado, 03 de Dezembro de 2016

FIM DO MISTÉRIO

Comandante da marinha volta para casa depois de passar 21 dias na rua

Maria Helena reapareceu na madrugada de ontem, suja e desorientada

14 OUT 2016Por VALQUÍRIA ORIQUI15h:31

Depois de passar 21 dias na rua, sem dar notícia para a família, Maria Helena Menezes da Costa, de 49 anos, voltou para casa na madrugada de ontem. No dia 20 de setembro a comandante de navio da Marinha Mercantil deixou bilhete aos sobrinhos que moram com ela, o celular, e desapareceu com a bicicleta que usava diariamente para andar pela Orla Morena.

Por volta das 5h, os sobrinhos, a irmã e o irmão de Maria Helena escutaram os latidos dos dois cachorros, foram até o portão e se depararam com a irmã. Suja, desorientada e de poucas palavras, Maria Helena não deu muita explicação sobre o desaparecimento.

“Ela estava descabelada, com as roupas sujas e desorientada. Uma das poucas coisas que nos disse é que ficou andando pela rua, dormindo na grama e que roubaram os documentos e a bicicleta”, relatou a irmã de Helena, Regina Célia Menezes da Costa, de 53 anos.

Depois de darem banho, Maria Helena foi levada ao médico pela irmã, medicada e dormiu por horas seguidas. “O médico passou remédio antidepressivo e calmante. Ela tem problemas de saúde como fibromialgia, artrose e tireoide”, disse a irmã.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Marcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios (DEH), na segunda-feira Maria Helena deve comparecer à delegacia para prestar depoimento. “A família nos informou que ela [Maria Helena] retornou para casa e que por enquanto não tinha condições de falar, mas na segunda devem comparecer à delegacia”, enfatizou Obara.

Maria Helena saiu na manhã de terça-feira, 20, para andar de bicicleta pela Orla Morena e não voltou mais. Familiares encontraram em cima da mesa o celular e um bilhete, escrito a próprio punho, onde ela explica que iria ao banco e que deixaria o aparelho porque estava sem bateria.

Por volta das 9h, o irmão de Maria chegou na casa e não a encontrou. Pouco depois, os dois sobrinhos que moram com ela, de 15 e 19 anos, que tinham saído às 7h para irem à escola, retornaram, e também não encontraram a tia.

Leia Também