"Em nome da Lei" - filme de ação policial inspirada no juiz federal Odilon de Oliveira - tem pré-estreia marcada para esta quarta-feira (20), em Campo Grande.
Com presença do diretor Sérgio Rezende e do ator Emilio Dantas, que interpreta Hermano, o longa será exibido às 21h no Cinemark, localizado no Shopping Campo Grande.
Segundo o inspirador da história, Odilon, para a estreia foram convidadas 200 pessoas. “Estarei lá por volta das 20h15min. A expectativa é de que o filme tenha muita procura, já que todo mundo quer ir na pré-estreia”, destacou o juiz.
Ainda conforme a autoridade, o longa será um “filmaço”. “Não tenho nenhuma dúvida de que será um grande documento para o Estado, apesar de não ser um documentário”, frisou.
Para o juiz, o longa irá não apenas divulgar Mato Grosso do Sul, mas também despertar a consciência pela necessidade de o Brasil todo voltar os olhos para a fronteira, basicamente melhorar o relacionamento com os países vizinhos e na esfera ao combate contra o crime organizado.
Apesar de o enredo girar em torno da história de vida profissional do juiz, ele faz questão de ressaltar que todo o êxito do trabalho se deu em razão de trabalho conjunto. “Eu represento um universo de pessoas cujo trabalho inspirou a esse filme. O mérito é meu sim, mas também da Justiça Federal, da Polícia Federal, Ministério Público Federal, DOF e demais policiais que trabalharam em conjunto”, enfatizou.
INSPIRAÇÃO
Com custo de aproximadamente R$ 7 milhões, “Em Nome da Lei” narra a busca por justiça comandada pelo juiz federal Vitor Ferreira (interpretado por Mateus Solano), que chega à região de fronteira e se depara com o império do crime liderado pelo traficante Gomez (Chico Diaz). Com ajuda da promotora Alice (Paolla Oliveira) e do delegado Elton (Eduardo Galvão), Vitor trava uma guerra contra Gomez e seu esquema criminoso.
O diretor Sérgio Rezende idealizou o roteiro após ler uma matéria sobre o juiz federal Odilon de Oliveira, que ficou conhecido por sua atuação na fronteira Brasil-Paraguai, onde condenou 120 traficantes e confiscou mais de R$ 2 bilhões do crime organizado e, por isso, há dez anos vive sob escolta permanente de policiais federais. “Eu fiquei sabendo que ele enfrentava aqueles reis da fronteira, os criminosos, e achei uma história incrível. É uma parte do Brasil que a gente conhece pouco”, disse.
Animado com o projeto, o diretor iniciou visitas a Campo Grande, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Vários encontros e conversas com o juiz e os policiais que fazem sua escolta ajudaram a dar forma ao argumento da obra. Contudo, Sérgio deixa claro que quanto mais se aprofundou no roteiro, mais se distanciou da realidade.
De acordo com o ator Mateus Solano, que interpreta o juiz federal Victor no filme, houve a preocupação de não reproduzir características pessoais de Odilon em sua atuação. “A ficção distancia o filme da realidade do Odillon. Ele mesmo impôs essa distância. Não me inspirei especificamente nele, nem no Joaquim Barbosa e em nenhum outro juiz”, esclarece o ator.
Durante as gravações do longa, a equipe conheceu o juiz federal. “Apesar da dureza em que vive, com a escolta, ele foi muito gentil e carinhoso em todas as visitas que fez ao set”, pontua Mateus. “Ele é muito agradável. Contou suas histórias de vida e foi muito interessante vê-lo com isso que ele carrega (a proteção policial), que é preço da justiça”, definiu Paolla Oliveira.
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