Sexta, 17 de Novembro de 2017

Lei Seca

Blitzes contra abusos estão nas ruas de Campo Grande, mas ninguém as vê

Correio do Estado percorreu vários bares e avenidas e verificou descaso

13 NOV 2017Por Rafael Ribeiro08h:30

Oficialmente, a Polícia Militar diz que chega a realizar quatro blitze de lei seca nas ruas de Campo Grande todas as noites. Mas para quem anda pela cidade, a impressão é outra. O Correio do Estado circulou por cerca de quatro horas e meia pelos principais corredores e pontos de boemia da Capital entre a noite de sexta-feira e o início da madrugada de sábado. Encontrou ruas sem nenhum tipo de fiscalização, condutores bebendo sem limites e regras de trânsito sendo ignoradas.

Com a sensação de impunidade, o cenário é propício para os acidentes. E eles se acumulam. Entre janeiro até o último dia 6 de novembro, o Batalhão de Trânsito da PM (BPTran) registrou 9.127 deles na Capital, com um total de 4.436 vítimas, sendo 59 delas fatais. Somente este mês, quatro pessoas morreram, até ontem.  

A reportagem constatou que entre os adeptos do ‘happy hour’, seja depois do trabalho ou estudo, a lei seca é uma lenda, apesar de estar regulamentada no Código de Trânsito Brasileiro desde junho de 2008. “Nunca fui parado, nenhum amigo meu também. Óbvio que esses casos recentes (mortes) assustam. Mas, de verdade, eu sei da minha responsabilidade”, disse o estudante de engenharia ambiental Lucas Diniz, 20 anos, enquanto bebia refrigerante com vodka e segurava um copo com cerveja na Rua Montese, reduto noturno de estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na região sul.

Reportagem completa está na edição de hoje do Correio do Estado.

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