Domingo, 24 de Setembro de 2017

assassinato

Atirador chama vítima onde amigos assistiam a filme e executa uma pessoa

Crime aconteceu na manhã de hoje na Capital e Batalhão de Choque faz buscas

17 SET 2017Por RODOLFO CÉSAR E RENAN NUCCI10h:32

Um homem morreu vítima de um tiro na Rua Guaimbé, no bairro Jardim Aeroporto, em Campo Grande, na manhã de hoje, por volta das 9h30. Os Bombeiros foram um dos primeiros a serem acionados, mas quando chegaram ao local a vítima tinha ido a óbito. O Samu também prestou atendimento

Policiais militares do Batalhão de Choque deslocaram-se para o local do assassinato para tentar prender o suspeito da execução, um adolescente de 17 anos.

A vítima assistia a um filme com um casal e um homem e o atirador apareceu na residência e fez um disparo pela janela, que atingiu Lessandro Alves da Cunha, 22 anos, na clavícula.

O adolescente suspeito da execução já conhcia Lessandro e ambos tinham rixa antiga, segundo testemunhas relataram à reportagem. O atirador chamou pela vítima no quintal e colocou a arma na janela. Quando Lessandro levantou-se, foi atingido pelo tiro.

O adolescente, que estaria com uma garrucha calibre .22, fugiu de bicicleta, conforme mencionado a policiais militares. Equipe do Batalhão de Choque faz buscas para tentar localizar o suspeito, que vive nas imediações de onde foi o crime.

Na casa onde houve o assassinato, mora um casal e um segundo homem e todos são amigos tanto de Lessandro como do adolescente, que inclusive tem relação de parentesco com a mulher que vive no local.

Ainda ontem, o suspeito do tiro estava na residência e Lessandro passou por lá, mas não ficou justamente porque ambos chegaram a ter um início de discussão.

Uma testemunha mencionou à reportagem que o adolescente estava mostrando uma garrucha calibre .22 para conhecidos e dizia que estava andando armado porque quando encontrasse Lessandro, iria matá-lo.

HISTÓRICO

A vítima tinha passagens por roubo, furto, tráfico e receptação e cumpria pena no regime aberto. Lessandro e o adolescente que é o principal suspeito do assassinato sempre brigavam e cada um deles trocavam ameaças de morte.

Ninguém soube informar o motivo que ambos não se conversavam. "Sempre os dois trocavam ameaças entre si. Um fala que ia pegar o outro", comentou uma testemunha, que conversou com a reportagem, mas preferiu não se identificar.

*Colaborou: Álvaro Rezende.

*Editada às 11h para acréscimo de informações.

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