Quinta, 08 de Dezembro de 2016

TRANSPORTE PÚBLICO

Agência vai incluir relatório de situação
de ônibus para definir nova tarifa

Preço da passagem para 2017 deve ser definido em meados de novembro

17 OUT 2016Por RODOLFO CÉSAR20h:12

O relatório para definir o reajuste da tarifa de ônibus em Campo Grande vai conter informações e estatística sobre as condições dos ônibus do transporte público. A Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Município (Agereg) está fazendo fiscalização quinzenalmente nas oficinas das empresas que prestam o serviço na Capital.

Apesar desse tipo de ação ser atribuição da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), a Agereg passou a atuar também por conta das inúmeras reclamações dos usuários sobre as condições dos veículos.

O trabalho fiscalizatório começou neste ano e são avaliados itens de segurança nos ônibus, situação dos pneus e rodas, estrutura da carroceria, entre outros itens.

"Essas informações serão encaminhadas ao prefeito para serem analisadas. Existe o direito ao reajuste anual por contrato, mas cabe ao prefeito a análise", explicou a diretora-presidente da Agereg, Ritva Cecília de Queiroz Garcia Vieira.

O transporte coletivo é explorado em Campo Grande pelo Consórcio Guaicurus. As empresas que formam o grupo são as viações Campo Grande, Cidade Morena, São Francisco e Jaguar Transporte Urbano. Existem hoje 595 ônibus para atender uma média de 230 mil pessoas que utilizam o serviço diariamente.

A Agereg já abriu o processo administrativo para fazer o estudo que definirá o percentual de reajuste da tarifa, que hoje custa R$ 3,25 e R$ 3,95 (executivo). "O referido estudo tem, em geral, a duração de um mês, haja vista que necessita aguardar publicação de índices oficiais do período mais próximo a data do reajuste", informou nota da Prefeitura de Campo Grande.

A previsão do governo municipal é que até meados de novembro o prefeito Alcides Bernal (PP) defina como ficará o valor para se andar no transporte público da Capital.

O aumento na passagem ano passado foi de 8,83% e aconteceu por meio de decreto ao invés de passar pela aprovação da Câmara, por estar dentro do índice de inflação. A publicação aconteceu no dia 18 de novembro. Em 2014, a majoração representou 11%.

VEJA O QUE INFLUENCIA A TARIFA DE ÔNIBUS

Variação percentual do preço do combustível; 

Variação percentual do salário do motorista, tomando como base a convenção coletiva que tem como data-base novembro; 

Variação do percentual do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado, considerando a variação ocorrida no período compreendido entre a data de cálculo da tarifa em vigor e a data de elaboração do cálculo do reajuste;

Variação percentual do índice de veículos automotores, reboques e autopeças (IPCA-Oferta Global), considerando a variação ocorrida no período compreendido entre a data de cálculo da tarifa em vigor e a data de elaboração do cálculo do reajuste;

Variação percentual do índice de passageiros pagantes por quilômetro equivalente (IPKe), considerando a variação entre o IPKe médio dos últimos 12 meses que antecederam a fixação da tarifa em vigor e o IPKe médio apurado nos 12 meses anteriores à data de elaboração do cálculo do reajuste.

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