Quarta, 22 de Novembro de 2017

pedofilia

Advogado, estudante e comerciante são presos pela PF com pornografia infantil

Prisões ocorreram na Chácara Cachoeira, Vila Carvalho e no Guanandi

18 MAI 2017Por MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI11h:42

Advogado, acadêmico de Direito e comerciante foram presos pela Polícia Federal na manhã de hoje em Campo Grande depois de serem flagrados com imagens de pornografia infantil.

A prisão deles ocorreu em meio ao cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão da Operação Cabrera que investiga armazenamento e compartilhamento de fotos e vídeos do gênero.

Em coletiva de imprensa realizada no prédio da Superintendência da PF na Capital, os delegados Marcelo Alexandrino e Cleo Mazzotti informaram que as prisões ocorreram na Chácara Cachoeira, Vila Carvalho e no bairro Guanandi. O nome dos envolvidos não foi divulgado.

PRISÕES

Alexandrino detalhou que todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Estas três prisões em flagrante ocorreram porque os suspeitos estavam em casa quando os policiais chegaram.

Em um dos casos, os agentes viram quando um dos investigados estava compartilhando as imagens. Ele acabou confessando.

Dentre os investigados, há um professor que tem contato com crianças e adolescentes. O nome, o local de trabalho e a disciplina que leciona também não foram informados pela polícia.

Ainda segundo o delegado, todos os dispositivos eletrônicos apreendidos com os suspeitos serão periciados. Informações preliminares são de que existem mais de 1000 imagens do gênero nos celulares e computadores encontrados pela polícia.

“Os investigados devem ser indiciados caso haja materialidade. Não importa a quantidade”, declarou Alexandrino.

O delegado explicou ainda que o trabalho de identificação dos suspeitos foi feito depois de denúncias e utilização de sistema da PF em que é possível monitorar, em tempo real, a troca de imagens pornográficas envolvendo crianças e adolescentes, com base em banco de dados internacional.

Os investigados não fazem parte de nenhuma rede. Por este motivo, os inquéritos são diferentes e as investigações distintas.

Os suspeitos utilizavam softwares e redes sociais como Instagram, Twitter e Facebook para compartilhamento de arquivos com usuários de todo o mundo.

CABRERA

A Operação unificada é coordenada pela Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da Polícia Federal – URCOP.

O nome presta homenagem à Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina brasileira de 8 anos que foi sequestrada, violentada e brutalmente assassinada em 18 de maio de 1973. O crime permanece impune até hoje.

Na data da morte de Araceli ficou instituído o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

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