Terça, 30 de Maio de 2017

Cão terapeuta

Cães visitam clínicas e hospitais
da Capital e alegram pacientes

"Cão Terapeuta" foi criado por curso de Medicina Veterinária

18 MAR 2017Por ALINY MARY DIAS, COM INFORMAÇÕES DO GLOBO REPÓRTER08h:35

Projeto "Cão Terapeuta", ideia colocada em prática por professor e alunos do curso de Medicina Veterinária da  Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), leva cães para clínicas e hospitais de Campo Grande. A visita dos pets aos pacientes anima quem precisa passar dias, semanas e até meses em macas. O trabalho foi destaque da edição de ontem do programa Globo Repórter, da Rede Globo.

Os cães Orion e a Vega são tratados com carinho pelos alunos. No curso de veterinária, o professor Diogo Gomes da Silva usa os cachorros como assistentes, em demonstrações sobre o comportamento animal. Os cachorros são do professor e foi dele a ideia de levar os animais para a sala de aula, para transformar teoria em prática.

“Os alunos ficam mais motivados, eles começam a perguntar sobre questões da rotina dos cães, como que a gente treina os cães, como são os cuidados, até que dieta você dá para os seus cachorros”, conta o professor Diogo.

Os cães fazem visitas em clinicas de idosos e hospitais infantis de Campo Grande. O trabalho é coordenado pelo professor Diogo e feito por alunos voluntários que levam seus próprios cães, todos muito dóceis, para dar momentos de alegria a quem precisa.

Antes da visita, os cães são examinados, tomam banho e são levados no colo até o hospital, para que não sujem as patinhas no chão da rua. Quando chegam, é uma festa. Davi, de 10 anos, nunca pensou que ia trocar seu cãozinho de pano por um de verdade, e brincar de veterinário.

Sophia tem dois cachorros em casa. Com a visita, matou um pouco da saudade dos seus. "A visita provoca um relaxamento nas crianças, uma sensação de bem-estar, de diversão, e isso ajuda bastante no tratamento, melhora muito o humor delas", explica Cláudia Lang, médica do Hospital Universitário.

A visita dos cachorrinhos faz bem a todos, de 8 a 80 anos, ou bem mais do que isso. Numa casa de idosos o sucesso é o mesmo. Alguns velhinhos têm problemas de depressão, outros sentem a falta de visitas. As coisas mudam com a presença dos voluntários e seus bichinhos.

Aos 86 anos, dona Judith se envolve com o pequeno visitante. O brilho no olhar, o sorriso. Dona Ana é outra pessoa diante do cachorrinho. Os velhinhos ficam felizes, e os voluntários também. Eles são testemunhas das mudanças no humor dessas pessoas com essa troca de carinhos.

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