Cidades

Caarapó

Bombeiros negociaram libertação
de PMs reféns em confronto

Na terça-feira, três policiais foram feitos reféns pelos índios

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

16/06/2016 - 11h43
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Na terça-feira (14), quando o confronto entre indígenas e produtores rurais de Caarapó se intensificou depois da morte de Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, 26 anos e agente de saúde da aldeia, militares do Corpo de Bombeiros foram responsáveis por fazer papel de negociadores para que três policiais militares que haviam sido feitos de reféns pelos índios fossem libertados.

Comandante da corporação, o coronel Esli Ricardo de Lima disse hoje ao Portal Correio do Estado que o laço criado entre os militares e as lideranças indígenas, há algumas semanas durante treinamento feito com os índios, ajudou durante a negociação.

Dias antes do confronto, o batalhão dos Bombeiros que fica em Caarapó fez um curso de uma semana com os índios. O objetivo era ensinar os indígenas a como lidar em caso que primeiros socorros fossem necessários. Técnicas de imobilização, por exemplo, fizeram parte do treinamento. “O ambiente sempre foi muito agradável, criamos um laço com essas lideranças”, diz o comandante.

Na manhã da terça-feira, quando o confronto se acirrou e seis indígenas foram baleados, as duas viaturas dos bombeiros foram chamadas pelos próprios índios para socorrer as vítimas. Clodiode acabou falecendo ainda na área de ocupação.

Depois que os cinco índios feridos foram socorridos, os três policiais militares foram feitos reféns e acabaram sendo amarrados pelos indígenas.

“Nós voltamos para a área e começamos a negociação. Conseguimos liberar os policiais de uma barreira e corremos para que eles não fossem pegos de novo. Escondemos os militares na viatura para poder passar, para salvar a vida dessas pessoas, corremos os riscos”, conta Esli, que ressalta o fato dos policiais estarem com os corpos cobertos de gasolina.

A correria da operação fez com que as duas viaturas dos Bombeiros estragassem. Um outro veículo reserva já foi enviado pelo Governo do Estado para a cidade.

Veja relato de militares que participaram da operação na área de conflito:

CONFRONTO

Hoje a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) se manifestou sobre o conflito. A instituição repudiu violência contra índios e não índios. “A tensão na região sul do estado é crescente e atravessa décadas sem solução. A Seccional reafirma seu compromisso em defesa dos direitos humanos, da igualdade e do Estado Democrático de Direito e condena os últimos acontecimentos que resultaram na morte de um indígena e na agressão contra policiais”.

Chegaram por volta das 22 horas de ontem (15), em Caarapó, homens da Força Nacional e reforço de agentes da Polícia Federal. A expectativa é que o aparato de segurança vá para área de conflito entre índios e produtores ainda na manhã de hoje.

O Governo do Estado solicitou ontem ao Ministério da Justiça o reforço por conta do acirramento do conflito na região, que na terça-feira (14) terminou com a morte do indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos e que também atuava como agente de saúde.

Estão em Caarapó, montando base e se hospedando em hotéis da cidade, 53 homens da Força Nacional e 30 policiais federais. O grupo deve atuar junto com a Polícia Militar para evitar que novos confrontos aconteçam.

A Polícia Federal está apurando o assassinato de Clodiode e tenta negociar a retirada de cerca de 200 índios Guarani Kaiowá, da reserva Te'yikuê, que atualmente estão na propriedade rural. Cerca de 70 fazendeiros estariam no local tentando retomar a área.

O presidente do Sindicato Rural de Caarapó, Antonio Maran, afirma que a situação ainda é complicada e reunião entre produtores rurais e a diretoria do sindicato é realizada nesta manhã.

 

 

Após chuvas

Buracos obrigam motoristas a "jogar xadrez" para tentar não cair em Campo Grande

Em cruzamento com mais de 10 buracos, o condutor precisa fazer "malabarismo" para desviar ou escolher qual buraco é menos prejudicial ao veículo

04/02/2026 17h33

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueira Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após a semana iniciar com chuvas, a situação dos buracos nas vias ficou mais crítica em Campo Grande, exigindo perícia dos condutores, que em alguns casos não têm muita escolha a não ser decidir qual deles será menos prejudicial ao veículo.

Durante a tarde desta quarta-feira (04), a reportagem circulou pela região central de Campo Grande em diversos pontos, entre eles a Rua Visconde de Taunay, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, em frente à Casa de Ensaio.

Tanto os motoristas que seguem pela Avenida Afonso Pena quanto os que precisam fazer a conversão à direita devem redobrar a atenção para não serem pegos de surpresa por um buraco logo na faixa de pedestres.

 

 

Em outro ponto, na Avenida América com a Rua Santos Dumont, o desafio durante o fluxo é que muitos veículos acabam circulando na contramão para desviar da buraqueira. No local são cerca de 12 buracos.

 

 

Moradores da região, que preferiram não se identificar, comentaram que o problema é antigo. Segundo eles, começou com a temporada de chuvas de dezembro e, com as de janeiro, a situação foi se agravando.

 

 

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueiraCrédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Transtornos

Na Rua Cerro Corá, no bairro Jardim Paulista, a situação é diferente, uma vez que o buraco se abriu tomando quase toda a extensão da via, não restando outra alternativa a não ser atravessar o percalço.

O empresário do Bar em Bar Coquetelaria, Carlos Magno, enfrenta o problema diariamente, já que a cratera está localizada em frente ao estabelecimento. O que começou no fim de novembro como uma pequena fissura acabou se expandindo.

“Começou a minar água ali. Na verdade, isso começou a rachar por causa da mina d’água e, com o tempo, foi aumentando. A vizinha aqui do lado mandou mensagem, eu liguei para a concessionária de água, mas eles não atendiam”, explicou Carlos.

Tentando resolver a situação, o empresário enviou fotos e, em dezembro, abriu dois protocolos, acreditando que o problema tivesse sido causado por um vazamento.

A preocupação é com a velocidade dos veículos que trafegam pela via e que, muitas vezes, acabam atingindo o buraco.

“A galera passa aqui, desce estourando e bate ali o pneu, enfim”, relatou.

Segundo o empresário, também é comum que, na tentativa de desviar do buraco, motoristas entrem na contramão, colocando em risco o tráfego na região.

Moradora da rua, a aposentada Sueli Miranda reforçou que a situação não teve início com a chuva, mas sim devido a um vazamento de água, sendo que as precipitações apenas potencializaram o problema.

“Aqui tinha um buraco enorme. Minha filha ligou dez vezes até eles virem, porque estava jorrando água além do buraco. Eles vieram e arrumaram aqui. A minha filha falou: ‘tem mais quatro’, e o funcionário respondeu que só poderia resolver se outros moradores ligassem. A cidade inteira está tomada por buracos”, afirmou Sueli.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Campo Grande para questionar quando o serviço de tapa-buracos na região central será realizado. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

 

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preso em CG

Irmão de Marcinho VP, chefão do Comando Vermelho, é afastado da presidência do PSDB

O mandato iria até 31 de dezembro e presidente do diretório regional do partido disse que não sabia do parentesco com Marcinho VP, preso em Campo Grande

04/02/2026 17h01

Cristiano Santos é irmão do traficante Marcinho VP

Cristiano Santos é irmão do traficante Marcinho VP Foto: Arquivo

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O ex-vereador Cristiano Santos Hermogens, irmão do traficante e chefão do Comando Vermelho Marcinho VP, foi afastado da presidência do PSDB no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. A decisão foi do diretório estadual do partido.

Hermogens assumiu a presidência do diretório em 26 de janeiro e o mandato iria até 31 de dezembro.

De acordo com informações do Uol, o presidente do diretório estadual, Luciano Vieira, ao levar Hermogens para o partido, ele não sabia do parentesco dele com Marcinho VP. ,

"Ele foi presidente do PL aqui de Belford Roxo, foi vereador na cidade, então não enxerguei nenhum tipo de problema", disse o parlamentar ao Uol.

Hermogens foi eleito suplente de deputado estadual em 2022, pelo PL, concorreu a deputado estadual pelo RJ em 2010 pelo antigo PRP, a vereador de Belford Roxo em 2016 pelo PTB, a deputado estadual em 2018 pelo PHS e a prefeito de Belford Roxo pelo PL, em 2020.

Ele é irmão de Marcinho VP por parte de mãe e chegou a ser preso em 2006, suspeito de ser o substituto do irmão na chefia do tráfico no Complexo ao Alemão. Ele também é rio do rapper Oruam.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro do ano passado nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Marcinho VP é pai do rapper Oruam, que já fez manifestações públicas pedindo a liberdade do pai, sendo a mais polêmicas a apresentação no Lollapalooza 2024, onde vestiu uma camiseta que pedia a liberdade de Marcinho VP.

 

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