Cidades

CONFLITO POR TERRAS

Aernonave da PF pousa em Dourados com efetivo para dar suporte a confronto

Não é possível afirmar se a Força Nacional veio junto no avião

VALQUÍRIA ORIQUI

17/06/2016 - 17h17
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Avião da Polícia Federal pousou no aeroporto de Dourados na tarde de hoje com efetivo do órgão que deve ser deslocado para Caarapó a fim de dar sustentação às equipes que já estão na região acompanhando a situação entre índios e proprietários de fazendas.

A informação foi repassada pela assessoria de comunicação da PF, que não soube precisar se na aeronave vieram ainda efetivos da Força Nacional, já que o avião é comumente utilizado para este tipo de transporte.

Objetivo do reforço é garantir a “preservação da ordem pública, incolumidade das pessoas e término das agressões, para que haja segurança e tranquilidade na realização dos trabalhos periciais naquele local de conflito e desta forma prosseguir nos demais atos investigatórios, primordiais na apuração das autorias e materialidades delitivas, a fim de que sejam responsabilizados todos aqueles que praticaram crimes, independentemente do grupo a qual pertençam, com a maior brevidade possível”, conforme nota oficial emitida pela PF.

Enfrentamento já dura quatro dias e clima ainda é tenso. A morte de Clodiodes Aguileu Rodrigues de Souza na fazenda Ivu, em Caarapó, ocorrida na terça-feira (14), está sendo investigada da Força Tarefa do MPF que investiga ainda denúncias contra pessoas envolvidas em crimes contra os índios Guarani Kaiowá e Ñandeva.

O conflito foi motivado, principalmente, porque decreto assinado pela diretoria da Fundação Nacional do Índio (Funai) demarcou área de 55.590 hectares, hoje denominada de Amambaipeguá I. O documento foi publicado em 12 de maio, antes de Dilma Rousseff (PT) ser afastada da presidência.  

Operação Abalo Sísmico

Garras investiga engenheiros em empresa de empreendimentos imobiliários na Capital

As investigações apontam que os crimes causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à HVM Incorporadora

04/02/2026 18h00

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais Reprodução

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Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), deflagrou a Operação “Abalo Sísmico” e cumpriu mandados de busca domiciliar em Campo Grande e nos municípios paulistas de Sorocaba, Campinas e Votorantim.

O GARRAS investiga um esquema criminoso envolvendo engenheiros da HVM Incorporadora, grande empresa de empreendimentos imobiliários da Capital, contratados para a construção de edifícios de luxo, em conluio com prestadoras de serviço de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, que causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à empresa vítima.

Nesta quarta-feira (4), a HVM se posicionou sobre as investigações em uma de suas obras. De acordo com a nota, a incorporadora tomou conhecimento dos fatos e comunicou às autoridades, colaborando com a operação. Ressalta, ainda, que foi parte prejudicada na situação.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

Após juntar provas que apontavam para o envolvimento de engenheiros, almoxarife e responsáveis por empresas prestadoras de serviços no ramo de construções prediais, o GARRAS representou por medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Desta forma, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo sete em Campo Grande, dois em Votorantim, um em Campinas e outro em Sorocaba.

A operação contou com apoio das Delegacias Especializadas de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), de Roubos e Furtos (DERF), Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Apreensões

Durante as diligências, foi apreendida a quantia de aproximadamente R$700 mil em espécie na residência de um dos suspeitos, bem como aparelhos celulares dos envolvidos.

Ainda foi localizada, no imóvel de um dos suspeitos, uma arma de fogo calibre .22 e munições, sem qualquer documentação ou registro pertinente, motivo pelo qual o suspeito foi conduzido ao GARRAS, preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

“Abalo Sísmico”

A nomenclatura da operação – “Abalo Sísmico” – se refere ao intuito da investigação: atuação de uma força no local onde foram realizadas as fundações do edifício – subterrâneo – com o objetivo de expôr as irregularidades cometidas durante sua realização e que causaram prejuízo milionário à HVM Incorpordora.

Com a deflagração da operação, que culminou na apreensão de valores, arma de fogo, munições e dispositivos telefônicos, as investigações prosseguem, com intuito de se apurar os referidos crimes em sua totalidade.

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Após chuvas

Buracos obrigam motoristas a "jogar xadrez" para tentar não cair em Campo Grande

Em cruzamento com mais de 10 buracos, o condutor precisa fazer "malabarismo" para desviar ou escolher qual buraco é menos prejudicial ao veículo

04/02/2026 17h33

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueira Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após a semana iniciar com chuvas, a situação dos buracos nas vias ficou mais crítica em Campo Grande, exigindo perícia dos condutores, que em alguns casos não têm muita escolha a não ser decidir qual deles será menos prejudicial ao veículo.

Durante a tarde desta quarta-feira (04), a reportagem circulou pela região central de Campo Grande em diversos pontos, entre eles a Rua Visconde de Taunay, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, em frente à Casa de Ensaio.

Tanto os motoristas que seguem pela Avenida Afonso Pena quanto os que precisam fazer a conversão à direita devem redobrar a atenção para não serem pegos de surpresa por um buraco logo na faixa de pedestres.

 

 

Em outro ponto, na Avenida América com a Rua Santos Dumont, o desafio durante o fluxo é que muitos veículos acabam circulando na contramão para desviar da buraqueira. No local são cerca de 12 buracos.

 

 

Moradores da região, que preferiram não se identificar, comentaram que o problema é antigo. Segundo eles, começou com a temporada de chuvas de dezembro e, com as de janeiro, a situação foi se agravando.

 

 

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueiraCrédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Transtornos

Na Rua Cerro Corá, no bairro Jardim Paulista, a situação é diferente, uma vez que o buraco se abriu tomando quase toda a extensão da via, não restando outra alternativa a não ser atravessar o percalço.

O empresário do Bar em Bar Coquetelaria, Carlos Magno, enfrenta o problema diariamente, já que a cratera está localizada em frente ao estabelecimento. O que começou no fim de novembro como uma pequena fissura acabou se expandindo.

“Começou a minar água ali. Na verdade, isso começou a rachar por causa da mina d’água e, com o tempo, foi aumentando. A vizinha aqui do lado mandou mensagem, eu liguei para a concessionária de água, mas eles não atendiam”, explicou Carlos.

Tentando resolver a situação, o empresário enviou fotos e, em dezembro, abriu dois protocolos, acreditando que o problema tivesse sido causado por um vazamento.

A preocupação é com a velocidade dos veículos que trafegam pela via e que, muitas vezes, acabam atingindo o buraco.

“A galera passa aqui, desce estourando e bate ali o pneu, enfim”, relatou.

Segundo o empresário, também é comum que, na tentativa de desviar do buraco, motoristas entrem na contramão, colocando em risco o tráfego na região.

Moradora da rua, a aposentada Sueli Miranda reforçou que a situação não teve início com a chuva, mas sim devido a um vazamento de água, sendo que as precipitações apenas potencializaram o problema.

“Aqui tinha um buraco enorme. Minha filha ligou dez vezes até eles virem, porque estava jorrando água além do buraco. Eles vieram e arrumaram aqui. A minha filha falou: ‘tem mais quatro’, e o funcionário respondeu que só poderia resolver se outros moradores ligassem. A cidade inteira está tomada por buracos”, afirmou Sueli.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Campo Grande para questionar quando o serviço de tapa-buracos na região central será realizado. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

 

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