Cidades

No Paraná

Acidente entre carro e ônibus de Michel Teló deixa três mortos

Ônibus trazia equipe do cantor para Campo Grande e acidente ocorreu na serra

ALINY MARY DIAS, GLAUCEA VACCARI E KLEBER CLAJUS

10/01/2016 - 14h03
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O ônibus que transportava a equipe do cantor Michel Teló do interior do Paraná para Campo Grande se envolveu em um acidente que terminou com três pessoas mortas, no início da tarde deste domingo (10), na BR-376, no Paraná. Informações da concessionária que administra a pista dão conta de que um carro de passeio colidiu de frente com o ônibus do cantor, os três mortos estavam no carro.

O acidente aconteceu no quilômetro 322 da rodovia, perto da cidade de Ortigueira, que fica 215 quilômetros distante de Curitiba.

No Gol, com placas de Londrina, estavam três pessoas, entre elas uma adolescente de 15 anos. O casal morreu na hora e a adolescente faleceu enquanto era encaminhada para o Hospital da Providência, situado em Apucarana.

A Polícia Civil de Ortigueira disse ao Portal Correio do Estado que estavam no carro Dirce Bussolin, de 61 anos e Aparecido José Bernardes, 55 anos. O motorista do ônibus do cantor, Jorge Quirino Alves, teve ferimentos e foi levado para o hospital de Apucarana. O estado de saúde dele não foi divulgado pela unidade.

A reportagem apurou que a colisão aconteceu em uma serra e que por pouco o ônibus com a equipe do cantor não caiu na ribanceira. A parte frontal do ônibus teve vários estragos e o carro ficou totalmente destruído. Com exceção do motorista do ônibus, todas as pessoas que estavam no ônibus estão bem.

Equipes da CCR e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão no local, a rodovia está parcialmente interditada. A assessoria de imprensa do cantor não atendeu às ligações para mais detalhes sobre o envolvimento do ônibus no acidente.

Denúncia

Vereador vai fiscalizar obra de drenagem e é ameaçado de levar tiro por empreiteiro

A empresa é responsável por duas licitações no valor de quase R$ 15 milhões e, de acordo com o vereador, as obras estão paradas

28/05/2026 17h30

Leinha afirmou que as obras estão paradas nos dois pontos em que a empresa é responsável na cidade

Leinha afirmou que as obras estão paradas nos dois pontos em que a empresa é responsável na cidade Reprodução Redes Sociais

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O vereador Wilton Candelório, o Leinha (Avante) lidera uma investigação contra a empresa A.S Construtora, vencedora de duas licitações de serviços de drenagem em Campo Grande, após sofrer ameaça do dono da empreiteira após ser abordado durante uma fiscalização da obra no bairro Jardim Monte Alegre. 

Leinha publicou nas redes sociais que na tarde da última quarta-feira (28) foi até a Unidade de Saúde da Família do Botafogo a pedido da população para vistorias a situação precária do local.

Ao chegar, ele se deparou com a obra da Construtora ao lado da USF, na rua Cascais, que também é motivo de insatisfação dos moradores da região.

Segundo ele, as obras têm causado transtornos, já que nos últimos meses os moradores têm tido dificuldade de acessar as ruas devido à grande quantidade de barro, buracos, além de muros quebrados pelas máquinas. 

"As obras estão há um ano paradas aqui no Jardim Botafogo. Segundo eles, a prefeitura não estava pagando, mas eu tenho todos os holerites de pagamento da prefeitura. Ele está roubando a população de Campo Grande", afirmou Leinha.

Ao chegar no local da obra, foi abordado pelo dono da empreiteira, identificado como Aldacir Antônio da Silva Cardinal, exigindo que o vereador e equipe se retirassem do local se não iria "dar um tiro na sua cara". 

"Ele já desceu nervoso falando 'o que vocês estão fazendo na minha propriedade?'. Ou seja, a obra está sendo executada em um espaço público onde nós podemos ir fiscalizar livremente e precisamos ir visitar e ver como está. Mas, segundo ele, o espaço era dele", disse o vereador. 

Conforme o relato, estavam no local mais dois trabalhadores de nacionalidade venezuelana que afirmaram moram no contêiner dentro da própria obra. 

A guarda civil e municipal foi acionada e todos os envolvidos se dirigiram à Depac-Cepol. Leinha registrou boletim de ocorrência contra Aldacir e contra a A.S Construtora. 

Obras 

A empresa foi contratada a partir do vencimento de licitação no dia 06 de novembro de 2025 pela prefeitura de Campo Grande para realizar a pavimentação e drenagem de águas pluviais no Residencial Botafogo, no bairro Pioneiros, no período de um ano. O valor total da licitação é de R$ 8,12 milhões. 

Seis meses após o início das obras, Leinha afirma que o local está abandonado e que a empresa "não tem estrutura para uma obra desse tamanho". 

Na rua Cascais, a Águas Guariroba também está realizando o serviço de esgoto, em complemento às obras de pavimentação e drenagem que a A.S. é responsável. 

O vereador retornou ao local na manhã desta quinta-feira (28) e constatou que não haviam funcionários no local, nem materias suficientes - apenas um pequeno monte de areia, de cascalho e três caminhões "arrebentados". Após vistoria, a equipe verificou que a empreiteira estava "furtando" água da USF Botafogo e uma ligação de energia irregular. A Águas foi acionada e o fornecimento de água foi cortado. 

Além desta obra, a empresa também venceu licitação para a pavimentação do Jardim Perdizes, no complexo Rita Vieira. O período de vigência do contrato teve início em setembro de 2024 e deve ser encerrado em julho deste ano após ter o prazo de execução acrescido em 180 dias. O valor do serviço é de R$ 6,93 milhões.

No entanto, a pouco mais de dois meses para o vencimento do contrato, as obras no Jardim Perdizes também estão paradas e em "estado de abandono" e sem previsão de conclusão. 

Em documento ao qual o Correio do Estado teve acesso, a obra no Jardim Perdizes ainda teve o seu valor reajustado em 4,49%, alterando o valor do serviço em mais R$ 290,71 mil. 

O Secretário de Obras de Campo Grande afirmou que as obras estão acontecendo "dentro da normalidade", fala questionada por Leinha durante a tribuna na Câmara de hoje (28).

 "A que parece essa construtora já tem o costume de abandonar obras as quais se sagrou vencedora em processos de licitação, recebendo dinheiro público para prestar um péssimo serviço público à população", disse o vereador. 

Leinha afirmou que as obras estão paradas nos dois pontos em que a empresa é responsável na cidadeTrecho de rua no Jardim Perdizes de responsabilidade da A.S. Construtora, com prazo de contrato vigente até 29 de julho de 2026 / Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal

Condenado

Professor é condenado a 30 anos por matar esposa asfixiada em MS

Crime chocou Mato Grosso do Sul e teve julgamento concluído apenas 80 dias após o feminicídio

28/05/2026 17h17

Foto: Divulgação

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O professor da rede pública Edson Campo Delgado, de 43 anos, foi condenado a 30 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato da esposa, Leisa Aparecida Cruz, de 40 anos, em Anastácio.

O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da comarca do município e terminou também com condenação por fraude processual, perda do poder familiar e determinação de indenização à família da vítima.

O crime aconteceu no dia 6 de março deste ano e ganhou grande repercussão em Mato Grosso do Sul, chamando a atenção da população e das autoridades responsáveis pela investigação. A condenação ocorreu apenas 80 dias após o assassinato.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença reconheceu, por maioria de votos, a materialidade e autoria dos crimes, rejeitando as teses apresentadas pela defesa.

O julgamento foi acompanhado por familiares, amigos da vítima e moradores da região, que lotaram o plenário do fórum.

Segundo as investigações, após matar Leisa por asfixia, o réu utilizou o celular da vítima para enviar mensagens à filha dela pelo WhatsApp nas primeiras horas da manhã, numa tentativa de despistar familiares e dificultar o andamento das investigações.

A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Marcos Martins Britto, que pediu a condenação do réu nos termos da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Na fixação da pena, a Justiça definiu inicialmente 20 anos de reclusão pelo feminicídio. Em seguida, foram consideradas a agravante de motivo torpe e a atenuante da confissão espontânea, que acabaram se compensando.

No entanto, a pena foi aumentada em metade devido às circunstâncias do crime, como o fato de a vítima ser mãe de criança, o assassinato ter ocorrido na presença de descendente, o uso de asfixia e o recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando na condenação definitiva de 30 anos de reclusão.

Além da condenação por feminicídio, Edson Campo Delgado também recebeu pena de seis meses de detenção e 20 dias-multa por fraude processual, após tentar interferir nos elementos da investigação.

A sentença determinou que o condenado permaneça preso e sem direito de recorrer em liberdade. O magistrado responsável pelo caso destacou a gravidade do crime, o impacto causado na comunidade de Anastácio e o risco à ordem pública, ressaltando ainda o entendimento jurídico de que condenações pelo Tribunal do Júri devem ter execução imediata da pena.

A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com abatimento de valores já depositados anteriormente pelo réu. Outro ponto da decisão foi a perda do poder familiar do condenado, medida fundamentada na legislação penal, civil e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com a sentença, foi determinada a expedição imediata da guia provisória para cumprimento da pena. Após o trânsito em julgado, terão início as medidas definitivas de execução penal.

Relembre o caso

As investigações apontaram que, após matar a esposa por asfixia, Edson Campo Delgado utilizou o celular de Leisa Aparecida Cruz para enviar mensagens à filha da vítima pelo WhatsApp durante as primeiras horas da manhã.

A estratégia, segundo a Polícia Civil, tinha o objetivo de ganhar tempo e afastar suspeitas sobre o crime. Nos momentos seguintes, familiares continuaram recebendo mensagens enviadas do aparelho de Leisa, o que contribuiu para que o caso fosse inicialmente tratado sem indícios de violência.

A vítima foi encontrada morta dentro da residência onde morava, na Rua Professora Cleusa Batista, em Anastácio.

Horas depois, já no período da noite, Edson comunicou aos parentes que a mulher estaria passando mal e que havia acionado atendimento médico. Em seguida, informou que a levaria para uma unidade de saúde. Já por volta de 1h58 da madrugada, avisou aos familiares que Leisa havia morrido.

A primeira hipótese levantada foi a de morte natural, uma vez que o corpo não apresentava sinais evidentes de agressão.

Entretanto, exames periciais realizados posteriormente identificaram lesões no crânio e no abdômen, além de indícios de asfixia, o que mudou o rumo das investigações.

Com os resultados preliminares do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), a Polícia Civil aprofundou a apuração do caso. Diante das evidências reunidas, o professor acabou confessando o feminicídio e afirmou que matou a esposa após uma discussão.

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