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Ursa panda pode entrar para Guinness por longevidade

Ursa panda pode entrar para Guinness por longevidade

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13/07/2015 - 01h00
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A ursa panda mais velha do mundo que vive em cativeiro desafiará o recorde mundial de longevidade para sua espécie, com idade equiparável a um humano de 100 anos.

A ursa panda, de Hong Kong, é chamada Jia Jia, nome que significa "boa". Ela completará 37 anos no parque temático Ocean Park, alcançando Du Du, o mais velho panda sobrevivente em cativeiro, segundo o livro Guinness World Records. O antigo recordista morreu em 1999 aos 37 anos.

"É raro pandas chegarem a esta idade", disse Grant Abel, diretor de cuidados com animais do parque. "É provavelmente equivalente a um humano em torno de 100 anos".

Os cuidadores de Jia Jia dizem que estão considerando o envio de uma aplicação para o Guinness World Records após o aniversário da ursa panda, celebrado no verão do Hemisfério Norte. Mas a data exata do nascimento do animal não é conhecida, já que a fêmea foi capturada na natureza.

Nascida na China em 1978, Jia Jia foi adotada por Hong Kong em 1999. Ela pesa 80 quilos e sua saúde é considerada ótima para sua idade, mesmo que sua visão seja severamente prejudicada e sua audição se deteriorou, disse Paolo Martelli, veterinário-chefe do parque.

Jia Jia toma medicamentos para pressão arterial e artrite. A ursa panda caminha lentamente e evita a área de exposição de seu cercado, preferindo ficar na parte de trás, junto com seu banquete que inclui quilos de brotos de bambu e folhas, além de frutas e pão.

SEGURANÇA PÚBLICA

PCC mata policial militar em MS, forças de segurança reagem

Marcelo Pimenta foi morto com tiros de fuzil, enquanto atendia a ocorrência de tiroteio ocorrido em uma casa, em Ladário

02/07/2026 08h00

Divulgação

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O ataque a tiros contra uma residência em Ladário terminou com a morte do policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos.

O crime teria sido motivado por uma briga interna entre supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que fizeram disparos de fuzil contra uma casa. Ao averiguar o fato, o PM e outros policiais que trabalhavam em ronda teriam sido alvejados.

O grupo criminoso realizou o atentado no município de Ladário, no Bairro Almirante Tamandaré, fazendo dezenas de disparos de fuzil e de outros armamentos durante a noite de terça-feira. O alvo seria uma casa onde outro integrante da facção residia.

Durante a fuga após esse ataque – que não resultou em vítimas –, a guarnição de PMs que fazia patrulhamento com três motocicletas encontrou os criminosos. O veículo em que eles estavam chegou a parar e houve disparos contra os policiais militares em serviço, atingindo Marcelo, que morreu na Santa Casa de Corumbá.

O ataque promovido pelos investigados, até onde se sabe, ocorreu por conta de uma disputa interna de integrantes do PCC. O homem que vive na casa onde foram feitos os disparos não responde a crimes.

Para escapar do ataque sofrido, ele teria se escondido dentro do próprio carro, que tem blindagem. Como foi vítima do ataque, ele registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil ontem.

Por conta do protocolo de segurança acionado na fronteira em razão do ataque feito à residência e ao policial militar, uma grande mobilização foi montada e dois dos suspeitos de participarem do crime foram encontrados na madrugada de ontem, perto da Bolívia.

Essa prisão ocorreu porque houve um trabalho coordenado entre a Polícia Militar e a polícia boliviana, que localizou Everton da Silva Viana, de 41 anos, e Rubens Zilio Neto, de 35 anos. Um terceiro homem segue foragido.

Nessa operação de emergência, mais de 100 policiais foram mobilizados, envolvendo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) do BPMRv, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), o Grupamento Aéreo da PMMS (GPA), a Polícia Civil, a Polícia Penal e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), coordenada pela Polícia Federal.

Marcelo Pimenta tinha 32 anos e estava há menos de 2 anos na PM
Foto: Reprodução/Instagram

Logo depois da prisão em flagrante dos dois suspeitos, a Polícia Militar estava em busca das armas do crime. Enquanto vistoriavam possíveis esconderijos, segundo a polícia, Everton da Silva Viana tentou roubar uma arma de um PM e entrou em luta corporal.

Por conta da situação, ele acabou alvejado e faleceu depois de ter sido socorrido ao pronto-socorro de Corumbá.

Rubens Zilio permanece preso e foi levado pela Polícia Civil para a condução de investigação. Rubens chegou a ficar ferido nas costas na troca de tiros com os PMs, durante a noite de terça-feira.

O comandante da Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, coronel Renato Garnes, vem acompanhando essa operação e reforçou que a força policial está empenhada em manter a ordem. Ainda reforçou que a morte do PM Marcelo Pimenta representa em perda muito grande para a sociedade.

“Houve um acerto de contas, um desacordo na relação de tráfico de drogas aqui na região de Corumbá e Ladário. Sabemos que aqui está na fronteira com a Bolívia e temos o tráfico, principalmente de cocaína. Com o desacordo, ocorreu essa ação. E, infelizmente, temos um dia muito triste com a morte do policial militar. Algo que não acontecia há muito tempo”, lamentou Garnes. 

“Não falamos aqui de briga entre facções. Estamos falando de um desacordo entre membros do PCC”, explicou o coronel no 6º Batalhão da PM, em Corumbá.

O comandante da PMMS ainda reforçou que um cenário de conflito entre facções no Estado não é uma realidade e as forças de segurança estão trabalhando para evitar a situação.

“Temos que tomar cuidado, em Mato Grosso do Sul não estamos registrando briga entre facções. Existe, sim, uma tentativa de dominar território, mas isso não vai acontecer. Vamos dar a devida resposta a esse fato dentro da legalidade, conforme já foi feito ontem [terça-feira]. Demos a resposta de efetuar a prisão dos envolvidos, apreender as armas, o veículo utilizado. Infelizmente, um deles veio a óbito em detrimento da reação que ocorreu devido à ação da Polícia Militar”, detalhou o coronel Garnes.

INVESTIGAÇÃO

Depois que as equipes policiais vistoriaram diferentes locais em Corumbá, principalmente na região de fronteira com a Bolívia, o armamento utilizado no ataque foi encontrado em uma casa na Rua Joaquim Murtinho. Quem vive no local é a namorada de Everton da Silva Viana.

Por conta do flagrante de posse ilegal de armamento restrito, com dois fuzis, além de drogas, duas pistolas, revólver .38 e muita munição escondida em sacos pretos, Kalissa das Neves Guadalupe, de 35 anos, que não tinha passagens, acabou presa em flagrante.

“Depois do ataque, policiais militares do 6º Batalhão que estavam de folga se predispuseram a realizar barreiras nas saídas da cidade. Isso já dificultou a fuga dos suspeitos. Tivemos o apoio de policiamento de fora e da Bolívia. Ainda um trabalho do setor de inteligência, compartilhamento de informações entre polícias. Destaco aqui a Polícia Civil e a Polícia Federal compartilhando informações com a gente.

Aguardamos, em breve, conseguir capturar a terceira pessoa”, detalhou o comandante do 6º Batalhão em Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho.

A Polícia Civil em Corumbá prossegue com as investigações e instaurou inquérito para investigar a morte do PM Marcelo Pimenta, que chegou a trabalhar na imprensa como cinegrafista na TV Morena de Corumbá antes de assumir o cargo na corporação.

Também há apurações sobre a origem dos fuzis apreendidos e o ataque ocorrido na casa em Ladário. Sobre os investigados, tanto Everton, que faleceu, como Rubens já têm passagens policiais.

“Confiem no trabalho da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, bem como das forças de segurança. Tenham certeza que as ações estarão fortalecidas aqui e em todo o Estado. Não queremos que nenhum cidadão perca a vida”, afirmou o comandante da PM.

SUPORTE À FAMÍLIA

O enterro de Marcelo Pimenta está previsto para ocorrer hoje, em Corumbá. Ele vai ser enterrado com honrarias da Polícia Militar. 

Além disso, a família está sendo atendida pelo governo do Estado para dar suporte com o falecimento do servidor. Ele deixa uma filha de 7 anos e sempre relatou que seu sonho de criança era ser um policial militar.

*SAIBA

Conforme levantamento do Correio do Estado, há cinco anos a segurança pública no Estado não sofria a perda de um policial durante serviço. Nos últimos 10 anos, três policiais perderam a vida durante o trabalho, após ataque de criminosos.

INFRAESTRUTURA

Tapa-buraco será feito por uma única empresa na Capital

Regiões Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu estão com o serviço paralisado, enquanto o contrato das outras se encerra até o fim deste mês

02/07/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande vai entregar o tapa-buraco das quatro regiões sob responsabilidade da Construtora Rial para a RR Barros Serviços e Construções Ltda., que já realizava o serviço em outras três regiões da Capital e agora comandará a manutenção asfáltica em todo o Município.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) autorizar “a adoção de medidas emergenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais de manutenção urbana em regiões que ficaram sem cobertura contratual”.

“Importante destacar que isso não significa que a RR vai assumir os contratos da Rial. O que foi autorizado é a formalização de aditivo contratual dentro dos limites já existentes com a empresa RR, exclusivamente para execução de frentes emergenciais e pontuais em quatro regiões da cidade que ficaram temporariamente desassistidas”, explica a Sisep, em nota, sem confirmar o valor do aditivo.

As quatro regiões citadas pela Sisep são Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu, que tiveram o serviço paralisado após a Rial pedir “licença” em razão dos desdobramentos da Operação Buraco Sem Fim, que descobriu um esquema de corrupção na secretaria em que a empresa era pivô dos contratos investigados.

O tapa-buraco das regiões Lagoa, Prosa e Centro já era de responsabilidade da RR Barros Serviços e Construções Ltda., e as duas últimas foram renovadas no fim do mês passado por mais um ano, agora com prazo de vencimento até 3 de julho de 2027.

Já o serviço na região Lagoa deve ir até o dia 5 de janeiro de 2027, como consta no portal de Transparência da prefeitura.

O aditivo ocorre após a secretaria informar aos vereadores e à reportagem que não prolongaria os contratos em vigor.

“A medida tem caráter provisório e prazo determinado de até seis meses, com o objetivo de assegurar a manutenção dos serviços enquanto são concluídos os trâmites para a realização de novo processo licitatório pela Sisep e o credenciamento de empresas, que está sendo conduzido pelo Consórcio Central-MS”, finaliza a secretaria.

Vale destacar que, em abril, enquanto a Sisep ainda estava sem secretário titular definido, a RR Barros Serviços e Construções Ltda. recebeu R$ 953 mil adicionais no contrato de tapa-buraco da região Lagoa, último aditivo financeiro realizado pela prefeitura em contratos de manutenção asfáltica até então.

OFÍCIO 

Por conta da situação de incerteza, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) entrou no assunto do tapa-buraco de Campo Grande pedindo explicações ao Executivo municipal, após quatro das sete regiões da Capital terem o serviço paralisado e o restante estar com contratos vencidos até o fim deste mês.

Na quarta-feira, o conselheiro Osmar Jeronymo enviou um ofício à prefeita Adriane Lopes (PP) pedindo que explique quais providências estão sendo tomadas agora, diante da iminente paralisação total do serviço de manutenção asfáltica. A chefe do Executivo municipal tem até amanhã para retornar a notificação.

“Para os motoristas de Campo Grande, os buracos deixaram de ser um incômodo pontual e se tornaram uma rotina de risco. O quadro piora nos dias de chuva, quando a água encobre as crateras e reduz a visibilidade, elevando o risco para motociclistas e pedestres, e chega a obrigar motoristas de ônibus a alterar rotas”, cita o órgão, em nota.

Importante ressaltar que o TCE-MS entrou no caso depois de o Correio do Estado veicular matérias nos últimos dias relatando a atual situação dos contratos de tapa-buraco na Capital. Por exemplo, na semana passada, foi reportado que Campo Grande poderia ficar sem o serviço a partir deste mês.

Sobre o ofício do TCE-MS, a prefeitura informou, em nota, que “prestará todos os esclarecimentos solicitados dentro dos prazos estabelecidos, reafirmando seu compromisso com a transparência e com a observância das recomendações dos órgãos de controle”.

AJUDA

Nesta terça-feira, foi apresentada na Câmara Municipal de Campo Grande uma proposta para a realização de uma operação emergencial, com apoio do Exército Brasileiro, para reforçar o serviço de tapa-buraco.

A iniciativa busca ampliar a capacidade operacional do Município em um momento em que parte da cidade ainda aguarda o retorno das equipes responsáveis pela manutenção do asfalto.

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